sexta-feira, 6 de março de 2009

Cine Mulher

O Ponto de Cultura MARIA MULHER, convida a todos para para participarem da campanha contra todos os tipos de violencia!

Ação Mulher

 CINEMA MEIO REAL
SALA SAYAONARA DA LUZ SANTOS

Programação Cine Mulher

Data: 10 a 14 de março - sessões diárias
Horário: 15 horas

10 de março - terça-feira: Salão do Barulho
11 de março - quarta-feira: Antonia
12 de março - quinta-feira: Alimento da Alma
13 de março - sexta-feira: Osama
14 de março - sábado- Filhas do Vento (sessão comentada)


A programação poderá sofrer alteração, caso necessário. Favor confirmar via telefone. As atividades ocorrerão às 15hs na sala de cinema Sayonara Santos em MARIA MULHER- Av. Cruzeiro do Sul, 2035 Vila Cruzeiro -Porto Alegre/RS.
As escolas poderão agendar horários. Fones: (051) 3219.0180 com Ariane ou Franciele (051) 8405.7057 Com Cristina

Cineclube Pólis

O Cineclube Pólis inicia suas atividades em 2009 com duas experiências documentais do projeto ¿Onde Está América-Latina? (OEAL). Serão exibidos dois filmes do diretor Pedro Dantas que tratam de questões, ao mesmo tempo, históricas e atuais da Bolívia e do Chile. No dia 12 de março às 19h será exibido o premiado KollaSuyo - A Guerra do Gás e dia 19 de março às 19h será a pré-estréia de La Moneda. Buscando registrar um retrato amplo e coerente da América Latina, esses dois documentários do projeto OEAL demonstram grandes similitudes históricas, econômicas e sociais na questão dos recursos minerais na Bolívia (em KollaSuyo) e no Chile (em La Moneda).

Após as sessões será realizado um debate com o diretor Pedro Dantas e membros das comunidades bolivianas e chilenas de São Paulo.



quarta-feira, 4 de março de 2009

o homem com a câmera

O acontecimento mais importante da linguagem audiovisual, neste início do século 21, é a evolução artística do documentário. Um fenômeno alimentado por ousadia estética e transgressões, superação de dogmas, superposição e diluição de gêneros acontecendo neste momento de câmbios profundos na atividade, de natureza tecnológica e industrial. Estão circulando na internet, nos DVDs, na televisão, nos cinemas, nos iPhones uma quantidade enorme de documentários, muitos deles de concepção clássica e muitos deles de concepção inovadora, revolucionária, extrapolando os limites de registro e edição que definiam o território documental no século passado. São obras audiovisuais que mesclam o registro da realidade com cenas ficcionais, animação, videoarte, clipe musical, chroma key, efeitos especiais. Desdobram-se por vários tipos, vários comportamentos de realização:
documentário de arquivo, documentário de encenação (na linha de Flaherty), documentário espontâneo, docudrama, docfic e outros, além dos produtos híbridos, misturando distintos
comportamentos. Ainda são classificados como “documentários” mas provavelmente serão rebatizados em algum momento, há teóricos e documentaristas que preferem classificá-los como ensaios, como “cine-ensaios” .
Essa explosão da linguagem documental é o corolário, o resultado da posta em prática do entendimento alcançado em meados do século passado de que documentário não é reprodução da realidade, inclusive porque um registro isento da realidade é impossível, mas sim a expressão da verdade de quem faz o documentário. O que importa, o que interessa, é a qualidade da verdade de cada documentarista, a qualidade humanista de seu ponto de vista, de sua apreensão particular e de sua opinião sobre a vida, a sociedade, a humanidade, a civilização, o planeta. Essa nova linguagem começou a ser forjada por artistas maiores do cinema desde os anos 1920, antes do entendimento generalizado de que documentário é visão particular, quando apenas esses precursores pensavam assim — documentaristas como o fracês JeanVigo (“documentário é um discurso ilustrado”), o russo Dziga Vertov (“cinema olho, cinema verdade”), o holandês Joris Ivens (que considerava a poesia como componente essencial do
documentário) , os americanos Robert Flaherty (que transformava personagens em atores nos anos 1930) e Orson Welles (contrapondo realidades e imitações, verdades e mentiras em F for Fake, de 1974).

Nessa linhagem de artistas maiores, ou seja, de artistas que inventam linguagem, que descobrem novos caminhos, que alimentam a evolução estética e a evolução da comunicação humana, tem lugar de honra o cubano Santiago Alvarez e seu cinema transgressor, radical,
panfletário. Foi o último dos grandes mestres documentaristas do século 20, produzindo até o último dia de sua vida, em 1998, ano em que realizou dois documentários e completou sua impressionante filmografia de mais de cem documentários e seiscentos Noticieros. O
último dos grandes e também o mais instigante, o que mais impactou os jovens cineastas da segunda metade do século passado e o que deixou mais influências na revolução estética do documentário que está acontecendo neste momente. Santiago inventou o clipe, utilizou cenas
ficcionais distorcidas, fez reconstituição de fatos com atores, utilizou dramática e visualmente as palavras, explodiu e implodiu a imagem com um grafismo inédito no cinema e incendiou a reflexão e a percepção teóricas ao inventar e defender o conceito Informaturgia, a dramaturgia da informação, a organização artística de fatos, imagens e opiniões.


Ele dizia e demonstrava na prática que não lhe interessava registrar e sim “participar da realidade”. Sobre o ponto de vista individual, a verdade de cada um na tela, era muito claro: "yo informo de acontecimientos a partir de ideas que tengo sobre esos acontecimientos". E certeiro, ao se referir ao futuro: “a impaciência criadora do artista produzirá a arte dessa época”. Essas declarações estão em entrevistas à revista Cine Cubano nos anos 1960 e no livro El Ojo de la Revolución-El Cine Urgente de Santiago Alvarez, de Amir Labaki, 1994. Não está registrado (a não ser que ainda exista uma entrevista que deu à Televisión Cubana nos anos 1980), mas muita gente ouviu de sua própria boca como se definia como documentarista, como
artista: “soy politikón y erotikón”. Pólis e Eros: a interação com a sociedade, com a civilização, com a história e o progresso fundida ao amor consciente, ao mito de Eros/Psique, carne e espírito, coração e consciência, real e imaginário, dualidade motora da Arte e dos artistas.

Pois, o que temos agora na internet e nas outras mídias é uma colheita da semeadura de Santiago, da sua teoria e prática da Informaturgia, do casamento da objetividade com a subjetividade, das propostas de linguagem que estão em Now, LBJ, Hanoi Martes 13, La
importancia universal del hueco, La soledad de los dioses. Essa nova onda de documentários criativos (assim também estão sendo chamados) e/ou ensaios audiovisuais é a mais importante arte contemporânea. É a única manifestação artística vestida com os parâmetros do século 21,
por superar e digerir a dualidade audiovisual do século 20 (real/imaginá rio, documentário/ ficção) e por estar na vanguarda da utilização das novas tecnologias da comunicação. É a manifestação que abre o caminho para uma nova etapa do Cinema, para uma arte audiovisual capaz de filosofar e que já está sendo chamada de Oitava Arte. Atrás desse cenário o que vejo é Santiago em seu campo de luzes, sorrindo e semeando.

Orlando Senna

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Catálogo do Festival Internacional de Documentales Santiago Alvarez In Memoriam

10ª edição – Santiago de Cuba, 8 a 13/3/200


Veja mais uma produção do ICAIC!

ATO DE FUNDAÇÃO


No próximo dia 12 de março de 2009 às 19 horas acontecerá o ato de fundação do Instituto Henfil, na sede da ABI no Rio de Janeiro. O Instituto Henfil terá como objetivo preservar a obra e a imagem do Henfil, organizando eventos culturais, além de apoiar e organizar projetos sociais, educacionais, ecológicos e de saúde, envolvendo assuntos como doação de sangue, hemofilia e AIDS.


Arte

Instituto Henfil eternizará o humor crítico do cartunista

“Morro mas meu desenho fica”. As palavras do cartunista Henfil se tornam ainda mais reais agora. No próximo dia 12 acontecerá o ato de fundação do Instituto Henfil, na sede da ABI no Rio de Janeiro. Atualmente, seus quadrinhos são publicados diariamente no jornal O Globo.

O Instituto terá como objetivo preservar a obra e a imagem do Henfil, organizando eventos culturais, além de apoiar e organizar projetos sociais, educacionais, ecológicos e de saúde, envolvendo assuntos como doação de sangue, hemofilia e AIDS.
O Instituto será organizado por Ivan Cosenza, filho de Henfil. Em seu conselho, o Instituto terá nomes como Ziraldo, Zuenir Ventura, Sergio Cabral, Eduardo Suplicy, Paulo Betti, Mauricio Azedo, Aldir Blanc, Wagner Tiso, João Bosco, Tarik de Souza, Chico Caruso e Joffre Rodrigues, entre outros.

“Este é um projeto que, tento realizar há muito tempo e que finalmente se torna realidade. Como único filho do Henfil, venho batalhando para manter viva a memória do meu pai, apresentando sua obra às novas gerações e participando, através de seus desenhos, de campanhas e atividades sociais. Com o Instituto Henfil espero poder cada vez mais contribuir, utilizando sua obra e sua imagem da maneira que ele sempre usou, além de poder preservar sua obra da maneira que ela merece”, diz o confiante Ivan Consenza.
Segundo Consenza, o instituto ainda não tem sede, que será providenciada após sua fundação, local onde será feito o primeiro projeto do Instituto Henfil e a catalogação de sua obra, que ficará disponível para consulta do público.
No lançamento, às 19hs, será feita uma homenagem a Henfil que nesse ano completaria 65 anos. Haverá ainda uma pequena exposição com alguns de seus principais trabalhos.

A arte contra a ditadura
Henfil nasceu em Ribeirão das Neves e cresceu em Belo Horizonte. Em 1965, começou a fazer caricatura política para o Diário de Minas. Fez charges esportivas para o Jornal dos Sports do Rio de Janeiro, em 1967, colaborando também nas revistas Visão, Realidade, Placar e O Cruzeiro.

A partir de 1969, fixou-se no semanário Pasquim e no Jornal do Brasil. Em 1970, lançou a revista Os Fradinhos, com personagens tipicamente brasileiros e que retratavam as situações da época.

Henfil teve uma atuação marcante nos movimentos políticos e sociais do país, lutando contra a ditadura, pela democratização do país, pela anistia aos presos políticos e pelas Diretas Já.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Diálogo sobre Cultura de Paz

Amanhã vai ter a Roda de conversa promovida pelo Instituto Pólis (SP) em parceria com o Tá Na Rua, CUCA da UNE e diversas organizações da sociedade civil.

A proposta é estabelecer um diálogo sobre cultura de paz, com foco no protagonismo da juventude, mas a roda é aberta para jovens de todas as idades....


A atividade será amanhã 4ª feira, 18:00h, na Casa do Tá Na Rua - Av. Mem de Sá, 35 - Lapa.

T
od@s são muito bem vind@s, para momento de encontro e reflexão - vai rolar até um lanchinho.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

“O abre alas que eu quero passar”: UEE-RJ põe o bloco na rua pela meia passagem universitária


No Ultimo sábado dia 14 de fevereiro a União Estadual dos Estudantes do Rio de Janeiro, realizou uma plenária na sede da UNE para discutir com o conjunto do movimento a Campanha da meia passagem e comemorar os dois anos de retomada do Terreno da UNE na Praia do Flamengo 132.
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Durante o processo eleitoral o até então candidato Eduardo Paes, hoje atual prefeito da Cidade do Rio de Janeiro se comprometeu com os estudantes assinando uma carta de compromisso entregue pela UEE-RJ e pela UNE que dizia que se eleito aprovaria a Meia passagem Universitária na Cidade do Rio de janeiro. Eduardo Paes passou em algumas universidades, como a Castelo Branco em Realengo e a Celso Lisboa em Sampaio no Grande Meier, ambas as universidades, lotaram seus auditórios para ouvir a promessa do candidato.
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Agora que está eleito, não poderia ser diferente, os estudantes vão cobrar a fatura!
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Na primeira plenária do ano, os estudantes aprovaram a nova arte da campanha e a confecção de milhares de cartazes e adesivos que foram feitos para dar maior visual à campanha. De acordo com a UEE, todos os ônibus da cidade do Rio de Janeiro, terão colado em seu interior o adesivo da campanha assim como trens, barcas e metrô.
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Também estiveram presentes na plenária o CUCA-RJ que vai atuar na campanha dando um ar mais lúdico com intervenções de circo e teatro e dois membros da executiva da UNE, Lucia Stumpf e Rafael Simões, Presidente e diretor de cultura respectivamente e o Vice-rio Rodrigo Lua.
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De Acordo com Daniel Iliescu, presidnte da UEE a idéia e levar o bloco da meia passagem para as instituições de ensino agora, na época das calouradas e fazer uma grande manifestação em defesa da meia passagem com banda de carnaval, palhaços e é claro muito estudante. Além do bloco na porta das universidades os estudantes também passarão em sala recolhendo assinaturas para serem entregues ao Prefeito Eduardo Paes.
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O bloco da meia passagem vai fazer sua primeira intervenção amanhã de 10:00 às 14:00 e das 17:00 as 22:00 na Universidade Castelo Branco em realengo. Na quarta-feira, as 11h é a vez dos estudantes da UERJ fazerem sua folia.
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O bloco promete também invadir com cara própria diversos outros blocos já tradicionais do carnaval carioca como: Céu na Terra, Boitátá e Escravos da Mauá. No dia 28 na ressaca do carnaval o bloco volta ao terreno da UNE.
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Além da Plenária, no dia 14 foi comemorada a retomada do Terreno com um baile de carnaval promovido pelo CUCA-Rio.
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A já tradicional roda de samba do CUCA em parceria com o “Canto da Fofoca” que acontece duas vezes ao mês, Teve uma edição atípica para comemorar os dois anos de retomada do terreno situado na praia do flamengo, 132 e um ano da roda de samba e do samba UNE.
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Nesta edição a roda de samba homenageou o compositor Mauro Duarte e contou com a participação de Eliane Duarte, filha do Compositor, que interpretou algumas de suas mais saudosas canções.
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Durante a roda de samba. Foram distribuídos confetes e serpentinas aos participantes e também fantasias cedidas pelo grupo Tá Ná Rua. No paredão do prédio visinho ao terreno, foram feitas projeções de filmes, imagens de carnavais e o vídeo da bienal da UEE-RJ.
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Mais informações: http://www.meiapassagemjá.blogspot.com/
Fernando Marray

domingo, 15 de fevereiro de 2009

A JUVENTUDE PEDE MAIS DIREITOS!

No Brasil, a juventude tem ganhado espaço na mídia, nas pesquisas acadêmicas e nos debates públicos, principalmente nos últimos 15 anos. Uma das razões para essa recente visibilidade é que atualmente, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), cerca de 50,5 milhões de brasileiros, um quarto da população do país, tem entre 15 e 29 anos. Esse grupo etário nunca foi tão numeroso, em termos absolutos, como é hoje.

Entretanto, o fato é que o Estado não se preparou para receber adequadamente esse enorme contingente de jovens. A oferta de bens e serviços públicos é insuficiente para atender toda a demanda. O ensino Médio ou o mercado de trabalho, por exemplo, ainda estão longe de atender a todos. Soma-se a isso o baixo conhecimento do poder público sobre a realidade juvenil, o que em muitos casos provoca um desencontro entre as demandas dos jovens e as políticas públicas.

A administração atual e as que se seguirão, terá esse grande desafio, o de superar essa lacuna histórica, entre o Estado e a juventude. Segundo dados do IBGE, quase metade dos desempregados do país é jovem. E de acordo com o PNAD-2006 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), em média, os trabalhadores jovens ganham menos da metade do que ganham os adultos.

Dados da UNESCO afirmam que a taxa de homicídio entre os jovens é duas vezes e meia maior do que entre os outros segmentos etários. Enquanto o número de assassinatos se manteve estável no restante da população, entre a juventude esse índice cresceu 81,6% nos últimos 22 anos.

Segundo dados do PNAD – 2003, apenas 3,6% dos jovens entre 20 e 24 anos chegam a universidade, e cerca de 1,3 milhões de jovens são analfabetos. Segundo dados da UNESCO, 2004, apenas 10,1% dos jovens costumam ir sempre ao cinema. Em relação ao acesso as tecnologias da informação, 77,4% dos jovens das classes D e E não sabem usar o computador. Entre os jovens da classe A, essa taxa cai para apenas 12,5%.

Esses dados efetivamente também incluem nossa cidade. Basta-nos uma visita nas periferias de Marília para conhecer a realidade da juventude. Desprovidos de políticas públicas que assegurem o acesso à educação, ao trabalho, a saúde, ao esporte e ao lazer, centenas de jovens rumam para a marginalidade, a criminalidade ou para o consumo desenfreado de drogas.

Quando surge uma vaga de emprego, o jovem se depara com a exigência de experiência em seu currículo. Precisamos criar condições para que eles possam ter o seu primeiro emprego. Entre as jovens adolescentes é muito comum a ocorrência da gravidez precoce. Isso decorre da ausência de políticas públicas na área da saúde para esse segmento. Muitas garotas e garotos sentem-se constrangidos ao procurar as UBS e PSF de nossa cidade em busca de informações e até mesmo de procedimentos contraceptivos.

Por essas e outras razões, podemos afirmar que a juventude de Marília foi afetada pelo modelo econômico adotado nas últimas décadas e também pela seqüência de administrações que não estiveram maduras para a necessidade do debate das políticas públicas de juventude.

É verdade que houve muitos avanços no debate de PPJ em muito pouco tempo. O Governo Federal criou a importante Secretaria Nacional de Juventude que por sua vez elegeu o Conselho Nacional de Juventude, cuja tarefa principal em 2008 foi organizar a I Conferência Nacional de Juventude, onde definimos nossas prioridades, planos e metas para o desenvolvimento e crescimento sadio do nosso país.

A juventude mariliense não ficou fora desse debate e também realizou em março de 2008 sua I Conferência Regional de Juventude com a participação de cerca de 300 jovens vindos de cinco municípios de nossa região. Na ocasião muitos foram os debates realizados, cultura, educação, esporte, sexualidade, cultura hip hop, entre outros. Todos convergiram para a mesma necessidade, a da criação de uma Secretaria Municipal de Juventude.

Nossa cidade também navega na onda desses avanços, prova disso é a louvável iniciativa da administração municipal em criar a Secretaria Municipal de Juventude. Nesse sentido, podemos afirmar que a luta pela efetivação da Secretaria, nada mais é que a luta do movimento social de Marília. E certamente uma dívida que a cidade tem com essa grande parcela de nosso município, a juventude.

Por todas essas razões, nós, entidades abaixo-assinadas, vimos por meio deste documento, solicitar aos nobres vereadores a APROVAÇÃO do Projeto de Lei que cria a Secretaria Municipal de Juventude. Somente com política pública de/para e com a juventude poderemos assegurar que os jovens protagonizem e ajudem a crescer a nossa cidade.
Sabemos que os vereadores desta respeitada Casa sabem da importância da juventude como grande segmento social, e tem responsabilidade com o conjunto dos jovens de Marília.

Assinam esse documento:
UNE
UBES
UEE SP
UPES
CUCA
UMES
Nação Hip Hop
UJS

* Foto: Keka, liderança do movimento de juventude de Marília