terça-feira, 17 de março de 2009

Boletim MinC - Regional Nordeste

MÍDIA LIVRE
Até o dia 12 de março, próxima quinta-feira, estão abertas as inscrições para o Prêmio Pontos de Mídia Livre. O edital visa premiar 60 iniciativas de comunicação compartilhada e participativa, realizadas por Pontos de Cultura e/ou instituições sem fins lucrativos e legalmente constituídas, que desenvolvam ou apoiem diretamente iniciativas com este propósito. Outras informações: (61) 3316 0656 / Ana Paula Rodrigues ou www.cultura.gov.br/.
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ESTUDO NO SEMIÁRIDO
Nesta sexta-feira (13), na Fundação Joaquim Nabuco - Fundaj (PE), a Secretária de Articulação Institucional do Mais Cultura, Silvana Meireles e a coordenadora de Ações do Programa, Mônica Monteiro, se reunem com integrantes da entidade. A fundação deve eleborar uma pesquisa de avaliação e monitoramento da ação de Microprojetos Culturais, em 2009, na região do semiárido. O encontro visa discutir como será tal estudo. Outras informações: www.mais.cultura.gov.br/ .
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ARTES CÊNICAS
Acontece nos Centros Culturais Banco do Nordeste-Fortaleza, Cariri (em Juazeiro do Norte, região sul do Ceará) e Sousa (no alto sertão paraibano), o III Festival BNB das Artes Cênicas. O evento, realizado pelo Banco do Nordeste, vai até 31 de março e marca o Dia Mundial do Teatro (27 de março). Aberto ao público, a programação do Festival abrange um total de 227 eventos sendo realizadas doze mostras cênicas (Brasil, Nordeste, Teatro de Rua, Infantil, de Dança, Ceará, Paraíba, Cariri, Alto Sertão, Primeiro Ato, de Esquetes e de Contos), compreendendo 71 espetáculos de companhias de sete estados brasileiros : São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Bahia). Programação e outras informações: (85) 3464.3178.

sábado, 14 de março de 2009

Cineclube CUCA Araguaia 2009 apresenta “O livro de cabeceira”

Dia 14 de março de 2009, às 19hs, na garagem da casa do Danilo (UFMT), exibição do filme “O Livro de cabeceira”.
Entrada franca.
Contamos com a presença de todos.
Renovação cultural, já!
Endereço: Rua Simião Arraia, 1077 – Centro (Próximo à Barra Chaves) Contato: 3401-3595
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Sinopse
Em Kiotto, no Japão dos anos 70, a jovem Nagiko comemora seu aniversário com um estranho ritual. Seu pai escreve em seu rosto uma benção enquanto sua tia lê “um livro de cabeceira” escrito por Sei Shonagon, há quase mil anos. Nagiko cresce entre livros, papéis e escritas em corpos nus e essa odisséia sexual, se repete como um ritual a cada ano, mesmo com sua vida tomando rumos cada vez mais excitantes. Obrigada a aceitar um casamento arranjado, ela descobre segredos íntimos de seu pai enquanto o desejo pela escrita em seu corpo cresce a cada dia se transformando em uma verdadeira obsessão... até conhecer Jerome um tradutor inglês. Um homem bissexual que irá mudar seu destino e transformar seus desejos mais secretos em realidade!
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Ficha técnica
Nome Original: The Pillow Book
País(es): França, Holanda, Inglaterra, Japão
Ano: 1996
Gênero: Ação
Duração: 126 minutos
Classificação: 18 Anos
Cor: Colorido
Diretor: Peter Greenaway
Roteirista: Peter Greenaway

domingo, 8 de março de 2009

Quando o aborto é mais grave que o estupro!

O caso está na boca do povo, em todos os meios de comunicação e chocou o mundo pela monstruosidade cometida contra uma criança de apenas 9 anos e pela postura que a Igreja Católica tomou diante do fato.

A criança – que fora estuprada pelo padrasto desde os 6 anos de idade, conforme o mesmo confessou após a descoberta de que a menina estava grávida de gêmeos – foi submetida à interrupção da gravidez. O procedimento realizado na menina está entre os permiti
dos pela legislação que trata do tema, já que no Brasil, o aborto é legal em casos de estupro e risco de morte para a mãe.

Diante da Sagrada Igreja, os pecadores dessa história são a mãe e os médicos. Eles, que promoveram a morte de um ser humano, mereceram a excomunhão da Igreja. O pai cometeu um delito. E a menina? Essa ‘alma’ perante a Igreja tem valor menor, não importa o que já se passou com ela e o que poderia
 se passar caso se mantivesse a gravidez.

A sociedade brasileira não pode mais se calar diante da hipocrisia de uma instituição caduca e irresponsável como a Igreja Católica. A declaração do arcebispo de Olinda e Recife é um desrespeito às mulheres, às crianças e pior, é uma palavra de incentivo aos criminosos, aos estupradores.
Como uma pessoa pode dizer que o aborto é algo mais grave que o estupro, qualquer estupro que seja, nesse caso, mais grave porque foi feito contra uma criança indefesa? Que perversidade representa essa Igreja, uma instituição machista, que mandava às mulheres para a fogueira, pelo simples fato de serem mulheres independentes em seus tempos?

Onde estão os defensores da vida nesse momento? 
Aqueles que querem promover uma nova Inquisição, uma nova caça às bruxas contra as mulheres que exercem o legítimo direito de decidir sobre suas vidas e seus corpos? Os que querem comandar uma CPI do aborto na Câmara dos Deputados para condenar as mulheres? Eles estão de que lado nesse caso? Do lado do estuprador? E a vida da menina de 9 anos, não importa?

É o triste resgate do famigerado bordão “Estupra mas não mata”.

O Brasil e a sociedade brasileira não podem mais estar coniventes com esse tipo de postura. É hora de tratarmos dessa questão como um problema social e não religioso, uma questão de saúde pública, de dever do Estado em dar assistência médica às mulheres que tomarem a difícil decisão de interromper uma gravidez.

Quanto a excomunhão, sentimo-nos - todos os que lutam pelos direitos das mulheres -, excomungados com muito orgulho.

Autor: Renata Mielli

sexta-feira, 6 de março de 2009

Buraco do Getulio apresenta :


O "Buraco" mantém sua atividade cineclubista desde julho de 2006, exibindo principalmente filmes de curtas metragens, em sessões temáticas ou não. As exibições acontecem todo 1ª sábado do mês no Espaço Cultural Sylvio Monteiro (Rua Getúlio Vargas, 51 - Centro - Nova Iguaçu). É também parte integrante da ASCINE-RJ (Associação de Cineclubes do Rio de Janeiro) e do CNC (Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros).

Clique aqui e caia no buraco!

Cine Mulher

O Ponto de Cultura MARIA MULHER, convida a todos para para participarem da campanha contra todos os tipos de violencia!

Ação Mulher

 CINEMA MEIO REAL
SALA SAYAONARA DA LUZ SANTOS

Programação Cine Mulher

Data: 10 a 14 de março - sessões diárias
Horário: 15 horas

10 de março - terça-feira: Salão do Barulho
11 de março - quarta-feira: Antonia
12 de março - quinta-feira: Alimento da Alma
13 de março - sexta-feira: Osama
14 de março - sábado- Filhas do Vento (sessão comentada)


A programação poderá sofrer alteração, caso necessário. Favor confirmar via telefone. As atividades ocorrerão às 15hs na sala de cinema Sayonara Santos em MARIA MULHER- Av. Cruzeiro do Sul, 2035 Vila Cruzeiro -Porto Alegre/RS.
As escolas poderão agendar horários. Fones: (051) 3219.0180 com Ariane ou Franciele (051) 8405.7057 Com Cristina

Cineclube Pólis

O Cineclube Pólis inicia suas atividades em 2009 com duas experiências documentais do projeto ¿Onde Está América-Latina? (OEAL). Serão exibidos dois filmes do diretor Pedro Dantas que tratam de questões, ao mesmo tempo, históricas e atuais da Bolívia e do Chile. No dia 12 de março às 19h será exibido o premiado KollaSuyo - A Guerra do Gás e dia 19 de março às 19h será a pré-estréia de La Moneda. Buscando registrar um retrato amplo e coerente da América Latina, esses dois documentários do projeto OEAL demonstram grandes similitudes históricas, econômicas e sociais na questão dos recursos minerais na Bolívia (em KollaSuyo) e no Chile (em La Moneda).

Após as sessões será realizado um debate com o diretor Pedro Dantas e membros das comunidades bolivianas e chilenas de São Paulo.



quarta-feira, 4 de março de 2009

o homem com a câmera

O acontecimento mais importante da linguagem audiovisual, neste início do século 21, é a evolução artística do documentário. Um fenômeno alimentado por ousadia estética e transgressões, superação de dogmas, superposição e diluição de gêneros acontecendo neste momento de câmbios profundos na atividade, de natureza tecnológica e industrial. Estão circulando na internet, nos DVDs, na televisão, nos cinemas, nos iPhones uma quantidade enorme de documentários, muitos deles de concepção clássica e muitos deles de concepção inovadora, revolucionária, extrapolando os limites de registro e edição que definiam o território documental no século passado. São obras audiovisuais que mesclam o registro da realidade com cenas ficcionais, animação, videoarte, clipe musical, chroma key, efeitos especiais. Desdobram-se por vários tipos, vários comportamentos de realização:
documentário de arquivo, documentário de encenação (na linha de Flaherty), documentário espontâneo, docudrama, docfic e outros, além dos produtos híbridos, misturando distintos
comportamentos. Ainda são classificados como “documentários” mas provavelmente serão rebatizados em algum momento, há teóricos e documentaristas que preferem classificá-los como ensaios, como “cine-ensaios” .
Essa explosão da linguagem documental é o corolário, o resultado da posta em prática do entendimento alcançado em meados do século passado de que documentário não é reprodução da realidade, inclusive porque um registro isento da realidade é impossível, mas sim a expressão da verdade de quem faz o documentário. O que importa, o que interessa, é a qualidade da verdade de cada documentarista, a qualidade humanista de seu ponto de vista, de sua apreensão particular e de sua opinião sobre a vida, a sociedade, a humanidade, a civilização, o planeta. Essa nova linguagem começou a ser forjada por artistas maiores do cinema desde os anos 1920, antes do entendimento generalizado de que documentário é visão particular, quando apenas esses precursores pensavam assim — documentaristas como o fracês JeanVigo (“documentário é um discurso ilustrado”), o russo Dziga Vertov (“cinema olho, cinema verdade”), o holandês Joris Ivens (que considerava a poesia como componente essencial do
documentário) , os americanos Robert Flaherty (que transformava personagens em atores nos anos 1930) e Orson Welles (contrapondo realidades e imitações, verdades e mentiras em F for Fake, de 1974).

Nessa linhagem de artistas maiores, ou seja, de artistas que inventam linguagem, que descobrem novos caminhos, que alimentam a evolução estética e a evolução da comunicação humana, tem lugar de honra o cubano Santiago Alvarez e seu cinema transgressor, radical,
panfletário. Foi o último dos grandes mestres documentaristas do século 20, produzindo até o último dia de sua vida, em 1998, ano em que realizou dois documentários e completou sua impressionante filmografia de mais de cem documentários e seiscentos Noticieros. O
último dos grandes e também o mais instigante, o que mais impactou os jovens cineastas da segunda metade do século passado e o que deixou mais influências na revolução estética do documentário que está acontecendo neste momente. Santiago inventou o clipe, utilizou cenas
ficcionais distorcidas, fez reconstituição de fatos com atores, utilizou dramática e visualmente as palavras, explodiu e implodiu a imagem com um grafismo inédito no cinema e incendiou a reflexão e a percepção teóricas ao inventar e defender o conceito Informaturgia, a dramaturgia da informação, a organização artística de fatos, imagens e opiniões.


Ele dizia e demonstrava na prática que não lhe interessava registrar e sim “participar da realidade”. Sobre o ponto de vista individual, a verdade de cada um na tela, era muito claro: "yo informo de acontecimientos a partir de ideas que tengo sobre esos acontecimientos". E certeiro, ao se referir ao futuro: “a impaciência criadora do artista produzirá a arte dessa época”. Essas declarações estão em entrevistas à revista Cine Cubano nos anos 1960 e no livro El Ojo de la Revolución-El Cine Urgente de Santiago Alvarez, de Amir Labaki, 1994. Não está registrado (a não ser que ainda exista uma entrevista que deu à Televisión Cubana nos anos 1980), mas muita gente ouviu de sua própria boca como se definia como documentarista, como
artista: “soy politikón y erotikón”. Pólis e Eros: a interação com a sociedade, com a civilização, com a história e o progresso fundida ao amor consciente, ao mito de Eros/Psique, carne e espírito, coração e consciência, real e imaginário, dualidade motora da Arte e dos artistas.

Pois, o que temos agora na internet e nas outras mídias é uma colheita da semeadura de Santiago, da sua teoria e prática da Informaturgia, do casamento da objetividade com a subjetividade, das propostas de linguagem que estão em Now, LBJ, Hanoi Martes 13, La
importancia universal del hueco, La soledad de los dioses. Essa nova onda de documentários criativos (assim também estão sendo chamados) e/ou ensaios audiovisuais é a mais importante arte contemporânea. É a única manifestação artística vestida com os parâmetros do século 21,
por superar e digerir a dualidade audiovisual do século 20 (real/imaginá rio, documentário/ ficção) e por estar na vanguarda da utilização das novas tecnologias da comunicação. É a manifestação que abre o caminho para uma nova etapa do Cinema, para uma arte audiovisual capaz de filosofar e que já está sendo chamada de Oitava Arte. Atrás desse cenário o que vejo é Santiago em seu campo de luzes, sorrindo e semeando.

Orlando Senna

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Catálogo do Festival Internacional de Documentales Santiago Alvarez In Memoriam

10ª edição – Santiago de Cuba, 8 a 13/3/200


Veja mais uma produção do ICAIC!

ATO DE FUNDAÇÃO


No próximo dia 12 de março de 2009 às 19 horas acontecerá o ato de fundação do Instituto Henfil, na sede da ABI no Rio de Janeiro. O Instituto Henfil terá como objetivo preservar a obra e a imagem do Henfil, organizando eventos culturais, além de apoiar e organizar projetos sociais, educacionais, ecológicos e de saúde, envolvendo assuntos como doação de sangue, hemofilia e AIDS.


Arte

Instituto Henfil eternizará o humor crítico do cartunista

“Morro mas meu desenho fica”. As palavras do cartunista Henfil se tornam ainda mais reais agora. No próximo dia 12 acontecerá o ato de fundação do Instituto Henfil, na sede da ABI no Rio de Janeiro. Atualmente, seus quadrinhos são publicados diariamente no jornal O Globo.

O Instituto terá como objetivo preservar a obra e a imagem do Henfil, organizando eventos culturais, além de apoiar e organizar projetos sociais, educacionais, ecológicos e de saúde, envolvendo assuntos como doação de sangue, hemofilia e AIDS.
O Instituto será organizado por Ivan Cosenza, filho de Henfil. Em seu conselho, o Instituto terá nomes como Ziraldo, Zuenir Ventura, Sergio Cabral, Eduardo Suplicy, Paulo Betti, Mauricio Azedo, Aldir Blanc, Wagner Tiso, João Bosco, Tarik de Souza, Chico Caruso e Joffre Rodrigues, entre outros.

“Este é um projeto que, tento realizar há muito tempo e que finalmente se torna realidade. Como único filho do Henfil, venho batalhando para manter viva a memória do meu pai, apresentando sua obra às novas gerações e participando, através de seus desenhos, de campanhas e atividades sociais. Com o Instituto Henfil espero poder cada vez mais contribuir, utilizando sua obra e sua imagem da maneira que ele sempre usou, além de poder preservar sua obra da maneira que ela merece”, diz o confiante Ivan Consenza.
Segundo Consenza, o instituto ainda não tem sede, que será providenciada após sua fundação, local onde será feito o primeiro projeto do Instituto Henfil e a catalogação de sua obra, que ficará disponível para consulta do público.
No lançamento, às 19hs, será feita uma homenagem a Henfil que nesse ano completaria 65 anos. Haverá ainda uma pequena exposição com alguns de seus principais trabalhos.

A arte contra a ditadura
Henfil nasceu em Ribeirão das Neves e cresceu em Belo Horizonte. Em 1965, começou a fazer caricatura política para o Diário de Minas. Fez charges esportivas para o Jornal dos Sports do Rio de Janeiro, em 1967, colaborando também nas revistas Visão, Realidade, Placar e O Cruzeiro.

A partir de 1969, fixou-se no semanário Pasquim e no Jornal do Brasil. Em 1970, lançou a revista Os Fradinhos, com personagens tipicamente brasileiros e que retratavam as situações da época.

Henfil teve uma atuação marcante nos movimentos políticos e sociais do país, lutando contra a ditadura, pela democratização do país, pela anistia aos presos políticos e pelas Diretas Já.