Boletim MinC - Regional Nordeste
ESTUDO NO SEMIÁRIDO
ARTES CÊNICAS
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O "Buraco" mantém sua atividade cineclubista desde julho de 2006, exibindo principalmente filmes de curtas metragens, em sessões temáticas ou não. As exibições acontecem todo 1ª sábado do mês no Espaço Cultural Sylvio Monteiro (Rua Getúlio Vargas, 51 - Centro - Nova Iguaçu). É também parte integrante da ASCINE-RJ (Associação de Cineclubes do Rio de Janeiro) e do CNC (Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros).
Clique aqui e caia no buraco!
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O Ponto de Cultura MARIA MULHER, convida a todos para para participarem da campanha contra todos os tipos de violencia!
Ação Mulher
CINEMA MEIO REAL
SALA SAYAONARA DA LUZ SANTOS
Programação Cine Mulher
Data: 10 a 14 de março - sessões diárias
Horário: 15 horas
10 de março - terça-feira: Salão do Barulho
11 de março - quarta-feira: Antonia
12 de março - quinta-feira: Alimento da Alma
13 de março - sexta-feira: Osama
14 de março - sábado- Filhas do Vento (sessão comentada)
A programação poderá sofrer alteração, caso necessário. Favor confirmar via telefone. As atividades ocorrerão às 15hs na sala de cinema Sayonara Santos em MARIA MULHER- Av. Cruzeiro do Sul, 2035 Vila Cruzeiro -Porto Alegre/RS.
As escolas poderão agendar horários. Fones: (051) 3219.0180 com Ariane ou Franciele (051) 8405.7057 Com Cristina
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O acontecimento mais importante da linguagem audiovisual, neste início do século 21, é a evolução artística do documentário. Um fenômeno alimentado por ousadia estética e transgressões, superação de dogmas, superposição e diluição de gêneros acontecendo neste momento de câmbios profundos na atividade, de natureza tecnológica e industrial. Estão circulando na internet, nos DVDs, na televisão, nos cinemas, nos iPhones uma quantidade enorme de documentários, muitos deles de concepção clássica e muitos deles de concepção inovadora, revolucionária, extrapolando os limites de registro e edição que definiam o território documental no século passado. São obras audiovisuais que mesclam o registro da realidade com cenas ficcionais, animação, videoarte, clipe musical, chroma key, efeitos especiais. Desdobram-se por vários tipos, vários comportamentos de realização:
documentário de arquivo, documentário de encenação (na linha de Flaherty), documentário espontâneo, docudrama, docfic e outros, além dos produtos híbridos, misturando distintos
comportamentos. Ainda são classificados como “documentários” mas provavelmente serão rebatizados em algum momento, há teóricos e documentaristas que preferem classificá-los como ensaios, como “cine-ensaios” .
Essa explosão da linguagem documental é o corolário, o resultado da posta em prática do entendimento alcançado em meados do século passado de que documentário não é reprodução da realidade, inclusive porque um registro isento da realidade é impossível, mas sim a expressão da verdade de quem faz o documentário. O que importa, o que interessa, é a qualidade da verdade de cada documentarista, a qualidade humanista de seu ponto de vista, de sua apreensão particular e de sua opinião sobre a vida, a sociedade, a humanidade, a civilização, o planeta. Essa nova linguagem começou a ser forjada por artistas maiores do cinema desde os anos 1920, antes do entendimento generalizado de que documentário é visão particular, quando apenas esses precursores pensavam assim — documentaristas como o fracês JeanVigo (“documentário é um discurso ilustrado”), o russo Dziga Vertov (“cinema olho, cinema verdade”), o holandês Joris Ivens (que considerava a poesia como componente essencial do
documentário) , os americanos Robert Flaherty (que transformava personagens em atores nos anos 1930) e Orson Welles (contrapondo realidades e imitações, verdades e mentiras em F for Fake, de 1974).
Nessa linhagem de artistas maiores, ou seja, de artistas que inventam linguagem, que descobrem novos caminhos, que alimentam a evolução estética e a evolução da comunicação humana, tem lugar de honra o cubano Santiago Alvarez e seu cinema transgressor, radical,
panfletário. Foi o último dos grandes mestres documentaristas do século 20, produzindo até o último dia de sua vida, em 1998, ano em que realizou dois documentários e completou sua impressionante filmografia de mais de cem documentários e seiscentos Noticieros. O
último dos grandes e também o mais instigante, o que mais impactou os jovens cineastas da segunda metade do século passado e o que deixou mais influências na revolução estética do documentário que está acontecendo neste momente. Santiago inventou o clipe, utilizou cenas
ficcionais distorcidas, fez reconstituição de fatos com atores, utilizou dramática e visualmente as palavras, explodiu e implodiu a imagem com um grafismo inédito no cinema e incendiou a reflexão e a percepção teóricas ao inventar e defender o conceito Informaturgia, a dramaturgia da informação, a organização artística de fatos, imagens e opiniões.
Ele dizia e demonstrava na prática que não lhe interessava registrar e sim “participar da realidade”. Sobre o ponto de vista individual, a verdade de cada um na tela, era muito claro: "yo informo de acontecimientos a partir de ideas que tengo sobre esos acontecimientos". E certeiro, ao se referir ao futuro: “a impaciência criadora do artista produzirá a arte dessa época”. Essas declarações estão em entrevistas à revista Cine Cubano nos anos 1960 e no livro El Ojo de la Revolución-El Cine Urgente de Santiago Alvarez, de Amir Labaki, 1994. Não está registrado (a não ser que ainda exista uma entrevista que deu à Televisión Cubana nos anos 1980), mas muita gente ouviu de sua própria boca como se definia como documentarista, como
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No próximo dia 12 de março de 2009 às 19 horas acontecerá o ato de fundação do Instituto Henfil, na sede da ABI no Rio de Janeiro. O Instituto Henfil terá como objetivo preservar a obra e a imagem do Henfil, organizando eventos culturais, além de apoiar e organizar projetos sociais, educacionais, ecológicos e de saúde, envolvendo assuntos como doação de sangue, hemofilia e AIDS.
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