sexta-feira, 20 de março de 2009

DJ Saddam: Regulamentação da profissão DJ: Como? Pra quem? por Especial Hip-Hop*

A regulamentação da profissão DJ no Brasil vem ocupando com destaque a mídia e provocando discussões acaloradas nos profissionais do toca-discos.

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O projeto de lei 740/2007 do Senador Romeu Tuma – polítioco que realmente tem um “vínculo intrínseco com a categoria e com a cultura”- altera a Lei 6533/78 que dispõe sobre a regulamentação de Artistas e de Técnicos em Espetáculo de Diversões. O projeto já começa mal, pois coloca o DJ como profissional técnico, retirando o artístico da profissão, que há tempos vem ocupando lugar de destaque no cenário musical, com profissionais de ponta como Marky, Patife, Anderson Noise e Marlboro conquistando mercado em outras praças. Vários festivais são realizados, reunindo milhares de pessoas, onde os Djs são as únicas atrações. Nestes espetáculos, os técnicos: sonoplastas, iluminadores, contra-regras e outros, trabalham em função do DJ que está no palco e é o artista.
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Muitos abraçam este projeto de lei como fosse o “ovo do Colombo”, a “salvação da lavoura” pois finalmente reconhece legalmente a profissão DJ. Isso é defendido principalmente pelos mais antigos que sonham se aposentar como tal. Mas a lei, na verdade, não atende a maior parte da categoria que é de autônomos. Prevê como carga máxima horária diária 6 horas, quando na verdade, qualquer profissional do ramo sabe que isso é extremamente desgastante para o DJ e, ao mesmo tempo, pode influenciar a dispensa de Djs por proprietários de casas noturnas, uma vez que já que a carga máxima é de 6 horas, um único DJ pode muito bem conduzir sozinho uma festa, recebendo o mesmo cachê mixuruca que é praticado na maioria dos lugares.
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A categoria dos Djs tem uma peculiaridade: como é composta em sua maioria por autônomos, fica mais difícil um convívio maior com outros profissionais do ramo e torna o mercado cada vez mais cruel, com a competição forte e muitas vezes desleal. Ao contrário de outras categorias em que aquele velho antagonismo de classes “patrão X empregado” é o que dita a une, no ramo dos toca-discos, na maioria das vezes o grande vilão dos Djs é o próprio colega de cabine de som, que tenta de todas as formas queimar o trabalho do outro, cobra mais barato pra tirar o serviço do colega, fala que contrato é coisa de estrela, entre outras pérolas do mau-caratismo.
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Há mais ou menos 4 anos atrás, convoquei uma reunião para o Teatro Casa Grande, no Leblon, que havia sofrido um incêndio, com o objetivo de fundar uma Associação dos Djs profissionais. Compareceram mais de 30 pessoas, entre elas vários “top Djs” como Marlboro, Roger Lyra e Marcelinho Da Lua, entre outros. Este encontro foi noticiado pela grande imprensa, que me colocava como líder do movimento. Coisa de 15 dias depois, eu bati de frente com a direção de uma grande casa noturna da Baixada Fluminense, quando me recusei a dar exclusividade à casa naquela região ( eu só tocava lá aos domingos e os donos não queriam que eu tocasse em outras casas por lá). Convoquei os outros Djs a fazerem o mesmo, pois a casa não teria como mandar todo mundo embora e o momento era bom, pois estávamos nos organizando. Resultado: fui o único a bater de frente e, por conseguinte, o único a perder o trabalho.
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Há um tempo rolaram reuniões para tratar deste projeto do Tuma. Mas, quando recebi o convite para a primeira reunião e vi que estava marcada para a sede do PMDB do Rio, desisti de ir na hora. Não é hipocrisia. É público que sou militante do Partido Comunista do Brasil, mas acho profundamente temerário, que seja marcado este tipo reunião de organização profissional em sede de partido político. Quando li o projeto de lei e vi que era ruim, conclui que era perda de tempo. Depois de conversar com alguns músicos importantes como o cantor e compositor Tibério Gaspar e o Maestro Silvio Barbato, percebi que eles tinham simpatia na tese dos Djs serem regulamentados pela Ordem dos Músicos do Brasil como uma categoria especial de músico-praticante. Isso teria uma série de vontade, pois não dependeria da aprovação de lei específica e sim de um aditivo ao estatuto da OMB, como também elevaria o DJ à condição de artista da música, que é o que ele realmente é. Vários colegas viram com simpatia esta tese. Mas quando a apresentei à comunidade dos Djs do Rio no orkut, o pessoal da ADJ-RJ – que é uma associação que representa pequena parcela da classe – veio descendo o pau, dizendo que eu não tinha participado da discussão (aquela que começou na sede do PMDB) e que tinha que ter um sindicato próprio da categoria.
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Aí, verificando o tal projeto do Tuma, percebi que após a regulamentação, os Djs para obterem seus registros profissionais junto ao Ministério do Trabalho, deveriam ter diploma expedido por curso registrado no MEC (o que não existe) ou autorizado pelo sindicato. Aqueles que já fossem atuantes e, portanto garantidos pelo direito adquirido, deveriam ir ao sindicato para retirar a sua carta de apresentação. Aí caiu a ficha: se o interesse fosse tão somente na regulamentação, a hipótese da OMB seria abraçada com louvor. Mas como existe o interesse na formação do sindicato e na consequente arrecadação na emissão das cartas e nas autorização dos cursos, a regulamentação, por pior que o projeto do Tuma a apresente, tornou-se algo interessante.
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No fim de fevereiro, eu e o maestro Sílvio Barbato participamos de um painel do evento Rio Music Conference, que reuniu Djs na Marina da Glória aqui no Rio. Apesar do tempo curto do debate, foi o suficiente para a tese da OMB passar a ser ventilada.
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Vejam: eu sou favorável à regulamentação, mas não da forma que está sendo proposta. A grande coisa deste movimento é a possibilidade de se abrir uma discussão ampliada em um fórum nacional, para que se discuta a melhor forma da regulamentação, seja pela OMB ou por sindicato próprio, mas não da forma que está sendo proposta, pois desvaloriza o DJ o retirando da condição de artista. Faço questão de afirmar isto, pois está rolando um maniqueísmo barato no sentido de quem é contra o projeto do jeito que está é contra a regulamentação. Vamos avançar no debate e construir uma proposta concreta e objetiva para a regulamentação e, principalmente a valorização da profissão DJ.
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DJ Saddam – Produtor cultural e membro da Nação Hip Hop – RJ e do Opalão76 Hip Hop Crew. Coluna originalmente publicada no site Bocada Forte.
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*Especial Hip-Hop, Espaço para convidados especiais do Hip-Hop a lápis.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Fórum Social da Juventude?

O Fórum Social da Juventude é um evento jovem\cultural\social, que pretende resgatar as reflexões, organização, experiências, formas de debates e ações de transformação social e cultural construídas no Acampamento da Juventude do FSM.
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O Fórum Social da Juventude tem como objetivo mobilizar os estudantes, jovens, movimentos sociais, movimentos culturais, acadêmicos, movimentos sindicais e ONGs de SC, da região Sul (RS, PR e SC), do Brasil, países do Mercosul e regiões do planeta, para integrar as pessoas participantes, permitir que possam voltar a sonhar e construir “Um Outro Mundo Possível”.
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A intenção é estabelecer novas práticas entre a juventude e sociedade, além de subsidiar o debate sobre a necessidade de ações conjuntas para enfrentar toda e qualquer forma de discriminação ou exploração social no Mercosul e Planeta.
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O projeto geral é uma fusão da proposta de realização do Acampamento da Juventude com os Eixos Temáticos e de debates do FSM, valorizando as atividades culturais, realizando palestras, seminários, debates públicos sobre temas de interesse do público jovem do Brasil, Mercosul e Planeta.
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OBS: A experiência reconhecida do Acampamento da Juventude foi realizada no período de 2001 (10 mil participantes), 2002 (20 mil participantes), 2003 (25 mil participantes) e 2005 (mais de 30 mil pessoas), em Porto Alegre, integrando a programação oficial do Fórum Social Mundial, e Belém do Pará em 2009 (mais de 15 mil pessoas). SAIBA MAIS! Os Comitês Estaduais de Mobilização e Divulgação do FSJ 2009 já estão em plena atividade e realizando reuniões e encontros de organização nos estados. Hoje são 13 Comitês criados e em atividades no Brasil - RS, SC, PR, SP, RJ, MG, DF, MS, BA, PE, RN, SE, AL.
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Quem desejar participar desses Comitês pode entrar em contato por telefone diretamente com os "animadores" nos estados, ou enviar email ao Comitê Geral Executivo. Criamos uma página para divulgar as agendas de ações dos Comitês Estaduais, através dos links - Como participar FSJ, depois clicando em Agenda Comitês Brasil.
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As ONGs do Brasil e internacinais já podem propor atividades no evento através da Programação Alternativa que está sendo construída coletivamente.
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"BINHO Perinotto" - Fábio Riani Costa Perinotto
COMISSÃO NACIONAL dos PONTOS DE CULTURA - Gt de JUVENTUDE
COMISSÃO ESTADUAL PAULISTA dos PONTOS DE CULTURA
8poesias.blogspot.com

terça-feira, 17 de março de 2009

Rádio Perifa (89.3 FM): Aqui os manos e as minas têm voz!

A Rádio Nova Santa Marta(89.3 FM), de Santa Maria/RS é comunitária como tantas que existem. Irradia as expressões da gente humilde de uma das maiores ocupações urbanas do país. O programa Rádio Perifa, dos rappers Magrão e MC Borracha, procura ser a voz dos manos e das minas da periferia, todos os domingos, das 18 às 19h. Leia mais no www.igordefato.blogspot.com e deixe seu comentário.

CUCA Cuiabá propõem atividades para receber calouros da UFMT

Durante todo o mês de março, departamentos, centros acadêmicos e grupos estão organizando atividades de boas-vindas aos calouros da UFMT, entre eles está o Centro CUCA Cuiabá. Com oficinas, intervenções e atividades esportivas a proposta do coletivo é realizar atividades que oponham de forma criativa aos trotes violentos.
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CUCA é o apelido de Circuito – ou Centro – Universitário de Cultura e Arte. A palavra Circuito remete à construção de uma rede e os Centros são os coletivos hoje existentes em vários estados brasileiros. O CUCA Cuiabá começou suas atividades no final de 2008 e agora articula um calendário de eventos e discussões de política cultural dentro da UFMT.
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Vivência
As atividades propostas pelo CUCA Cuiabá tem foco na vivência acadêmica e proporcionam o encontro de estudantes em atividades interdisciplinares. De segunda até sexta-feira, o Movimento Panamby, coletivo de estudantes que participa do projeto, está realizando no Restaurante Universitário a Trocaria, uma feira onde objetos se encontram a disposição para serem trocados, o objetivo da ação é discutir a valoração dos produtos e criar um ambiente de socialização. No dia 12, às 9h30 acontece uma reunião para a criação do Fórum dos Estudantes de Origem Popular no Centro Acadêmico de Geografia; às 14h, o Ateliê - grupo de extensão de estudantes de Arquitetura e Urbanismo – realiza uma oficina de fabricação de móveis com material reciclado. Na quinta e sexta-feira, acontecem os Jogos Sedentários para a Juventude, realizado em parceria com os Centros Acadêmicos de Física, Química, Engenharia Sanitária, Matemática e Engenharia Civil no Saguão do Instituto de Ciência, Engenharia e Tecnologia (ICET).
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De 16 a 20 de março, acontece a Pelada CUCAlouro, um campeonato de futsal que acontece nas Quadras Externas e é realizado em parceria com o Centro Acadêmico de Engenharia Sanitária. No dia 19 de março, acontecem as oficinas de Toy Art e Confecção de Máscaras Africanas e as atividades se encerram no dia 20 com o Sarau do Calouro Lunático e a presença das bandas Triêro e Vida Seca (GO), que vem à Cuiabá lançar seu 1º cd “Som de Sucata”. Todas as atividades acontecem com o apoio da Pró-reitoria de Cultura, Extensão e Vivência.
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Mais informações: www.blogdocuca. wordpress. com
cucacuiaba@gmail. com 65 3615-8378

Boletim MinC - Regional Nordeste

MÍDIA LIVRE
Até o dia 12 de março, próxima quinta-feira, estão abertas as inscrições para o Prêmio Pontos de Mídia Livre. O edital visa premiar 60 iniciativas de comunicação compartilhada e participativa, realizadas por Pontos de Cultura e/ou instituições sem fins lucrativos e legalmente constituídas, que desenvolvam ou apoiem diretamente iniciativas com este propósito. Outras informações: (61) 3316 0656 / Ana Paula Rodrigues ou www.cultura.gov.br/.
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ESTUDO NO SEMIÁRIDO
Nesta sexta-feira (13), na Fundação Joaquim Nabuco - Fundaj (PE), a Secretária de Articulação Institucional do Mais Cultura, Silvana Meireles e a coordenadora de Ações do Programa, Mônica Monteiro, se reunem com integrantes da entidade. A fundação deve eleborar uma pesquisa de avaliação e monitoramento da ação de Microprojetos Culturais, em 2009, na região do semiárido. O encontro visa discutir como será tal estudo. Outras informações: www.mais.cultura.gov.br/ .
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ARTES CÊNICAS
Acontece nos Centros Culturais Banco do Nordeste-Fortaleza, Cariri (em Juazeiro do Norte, região sul do Ceará) e Sousa (no alto sertão paraibano), o III Festival BNB das Artes Cênicas. O evento, realizado pelo Banco do Nordeste, vai até 31 de março e marca o Dia Mundial do Teatro (27 de março). Aberto ao público, a programação do Festival abrange um total de 227 eventos sendo realizadas doze mostras cênicas (Brasil, Nordeste, Teatro de Rua, Infantil, de Dança, Ceará, Paraíba, Cariri, Alto Sertão, Primeiro Ato, de Esquetes e de Contos), compreendendo 71 espetáculos de companhias de sete estados brasileiros : São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Bahia). Programação e outras informações: (85) 3464.3178.

sábado, 14 de março de 2009

Cineclube CUCA Araguaia 2009 apresenta “O livro de cabeceira”

Dia 14 de março de 2009, às 19hs, na garagem da casa do Danilo (UFMT), exibição do filme “O Livro de cabeceira”.
Entrada franca.
Contamos com a presença de todos.
Renovação cultural, já!
Endereço: Rua Simião Arraia, 1077 – Centro (Próximo à Barra Chaves) Contato: 3401-3595
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Sinopse
Em Kiotto, no Japão dos anos 70, a jovem Nagiko comemora seu aniversário com um estranho ritual. Seu pai escreve em seu rosto uma benção enquanto sua tia lê “um livro de cabeceira” escrito por Sei Shonagon, há quase mil anos. Nagiko cresce entre livros, papéis e escritas em corpos nus e essa odisséia sexual, se repete como um ritual a cada ano, mesmo com sua vida tomando rumos cada vez mais excitantes. Obrigada a aceitar um casamento arranjado, ela descobre segredos íntimos de seu pai enquanto o desejo pela escrita em seu corpo cresce a cada dia se transformando em uma verdadeira obsessão... até conhecer Jerome um tradutor inglês. Um homem bissexual que irá mudar seu destino e transformar seus desejos mais secretos em realidade!
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Ficha técnica
Nome Original: The Pillow Book
País(es): França, Holanda, Inglaterra, Japão
Ano: 1996
Gênero: Ação
Duração: 126 minutos
Classificação: 18 Anos
Cor: Colorido
Diretor: Peter Greenaway
Roteirista: Peter Greenaway

domingo, 8 de março de 2009

Quando o aborto é mais grave que o estupro!

O caso está na boca do povo, em todos os meios de comunicação e chocou o mundo pela monstruosidade cometida contra uma criança de apenas 9 anos e pela postura que a Igreja Católica tomou diante do fato.

A criança – que fora estuprada pelo padrasto desde os 6 anos de idade, conforme o mesmo confessou após a descoberta de que a menina estava grávida de gêmeos – foi submetida à interrupção da gravidez. O procedimento realizado na menina está entre os permiti
dos pela legislação que trata do tema, já que no Brasil, o aborto é legal em casos de estupro e risco de morte para a mãe.

Diante da Sagrada Igreja, os pecadores dessa história são a mãe e os médicos. Eles, que promoveram a morte de um ser humano, mereceram a excomunhão da Igreja. O pai cometeu um delito. E a menina? Essa ‘alma’ perante a Igreja tem valor menor, não importa o que já se passou com ela e o que poderia
 se passar caso se mantivesse a gravidez.

A sociedade brasileira não pode mais se calar diante da hipocrisia de uma instituição caduca e irresponsável como a Igreja Católica. A declaração do arcebispo de Olinda e Recife é um desrespeito às mulheres, às crianças e pior, é uma palavra de incentivo aos criminosos, aos estupradores.
Como uma pessoa pode dizer que o aborto é algo mais grave que o estupro, qualquer estupro que seja, nesse caso, mais grave porque foi feito contra uma criança indefesa? Que perversidade representa essa Igreja, uma instituição machista, que mandava às mulheres para a fogueira, pelo simples fato de serem mulheres independentes em seus tempos?

Onde estão os defensores da vida nesse momento? 
Aqueles que querem promover uma nova Inquisição, uma nova caça às bruxas contra as mulheres que exercem o legítimo direito de decidir sobre suas vidas e seus corpos? Os que querem comandar uma CPI do aborto na Câmara dos Deputados para condenar as mulheres? Eles estão de que lado nesse caso? Do lado do estuprador? E a vida da menina de 9 anos, não importa?

É o triste resgate do famigerado bordão “Estupra mas não mata”.

O Brasil e a sociedade brasileira não podem mais estar coniventes com esse tipo de postura. É hora de tratarmos dessa questão como um problema social e não religioso, uma questão de saúde pública, de dever do Estado em dar assistência médica às mulheres que tomarem a difícil decisão de interromper uma gravidez.

Quanto a excomunhão, sentimo-nos - todos os que lutam pelos direitos das mulheres -, excomungados com muito orgulho.

Autor: Renata Mielli

sexta-feira, 6 de março de 2009

Buraco do Getulio apresenta :


O "Buraco" mantém sua atividade cineclubista desde julho de 2006, exibindo principalmente filmes de curtas metragens, em sessões temáticas ou não. As exibições acontecem todo 1ª sábado do mês no Espaço Cultural Sylvio Monteiro (Rua Getúlio Vargas, 51 - Centro - Nova Iguaçu). É também parte integrante da ASCINE-RJ (Associação de Cineclubes do Rio de Janeiro) e do CNC (Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros).

Clique aqui e caia no buraco!