sexta-feira, 10 de abril de 2009

Rafael Gomes: Desafios de São Paulo ao 51º Congresso da UNE


A mobilização ao 51º Congresso abriu com milhares nas ruas, entre os dias 30 de março e 3 de abril, para exigir que a fatura da crise não seja cobrada dos estudantes e dos trabalhadores. O momento é de mobilização.

Nas universidades, as lideranças já preparam a construção do maior congresso da UEE de sua história. É em São Paulo que se concentram as forças que irão antagonizar a cena de 2010 contra a onda popular que os movimentos sociais se preparam para conduzir. O clima no movimento estudantil é de que mais uma vez os estudantes irão protagonizar esse momento.
Inspirada pela mote da radicalização da democratização do acesso à universidade, a UNE já deu seu aviso “Quando eu soltar a minha voz, por favor, entenda”, é o que já anda sendo estampado nos seus materiais. Assim a UNE garante que irá defender sua proposta de reforma universitária na Conferência Nacional de Educação.

É crescente a participação de lideranças no movimento “Da unidade vai nascer a novidade” que realizará a maioria das assembléias para eleição de delegados, que segundo a UNE, chegará a duas mil universidades, mobilizando 2 milhões de estudantes pelo Brasil. Essa meta corresponde ao dobro do que a UNE mobilizou no seu último 50º congresso, quando 1 milhão de estudantes participaram do processo de escolha de delegados nas universidades brasileiras.

Balanço positivo

Em tempo de crise, no Brasil a juventude reclama: Essa crise não é nossa! O movimento estudantil encara esse momento com o desafio de quem enfrentou mais de uma década de neoliberalismo e, nos últimos anos, deu sentido às mudanças que contrariaram os interesses dos setores da elite, que concentram sua hegemonia em São Paulo.

Foi na contramão desses interesses que a luta dos estudantes brasileiros foi protagonizada dentro e fora das universidades de São Paulo, como se demonstrou no encontro dos estudantes do Prouni, na ocupação do Largo São Francisco, na Jornada de Lutas, na realização de um amplo Conselho de Entidades Estudantis (CEE) da UEE, na luta contra a privatização da Cesp e no calendário de memória do ano de 1968, onde, em conjunto com o Ministério da Cultura foi realizado um ciclo de debates, homenagem, além de oficinas e mostras de audiovisual e teatro na programação que rememorou a geração rebelde de 68.

Essa trajetória traduz a capacidade de um movimento combativo, que mesmo atuando no palco dominado pelos setores mais conservadores do país, manteve os estudantes em franco combate, sobretudo nas principais universidades particulares, cujo desafio se apresenta na tarefa de enraizar sua atuação.

Geração 2010

Entre a juventude, a noção é de que o mundo já é globalizado, o que justifica hoje o entendimento acerca do papel estratégico do Brasil no alinhamento com um projeto de integração da América Latina e sua aproximação com a comunidade dos países em desenvolvimento, porque as consequências da crise se abatem sobre todos os povos e sua superação é contra – hegemônica, porém de caráter global.

Essa noção se mistura com a energia acumulada na luta por transformações mais profundas na sociedade e que nesse momento adquire uma roupagem nova. Nós somos o setor que estava certo quando realizou cada passeata contra a entrega do patrimônio nacional, quando resistiu à ofensiva do capital nas universidades e quando apoiou toda luta pelas reformas democráticas e estruturais do país.

Hoje, o temor do desemprego se abate sobre a grande parte dos estudantes que estão na universidade. A maioria deles tem mais de 25 anos, dos quais, muitos já têm filhos. A universidade é dos que querem torná-la guardiã do desenvolvimento e do progresso do país, dos trabalhadores e dos seus filhos. A juventude e os estudantes têm sede de lutar pelo Brasil.

O que nos cabe afirmar nesse momento é que somos a geração de 2010. Nossa trajetória demonstra que, apesar das incertezas do porvir, chegamos até aqui e estamos em posição de combate. Diferente de momentos recentes de nossa história, nos dias de hoje nossa luta não nos causa baixa. Somos maiores, em quantidade e em capacidade de conduzir nossa realidade para o patamar dos nossos sonhos.


*Rafael Gomes é CUCA SP e diretor da UEE SP

Fonte: Vermelho

Fotos: Vanessa Stropp

terça-feira, 24 de março de 2009

levante sua bandeira!

Estamos falando da Proposta de Emenda Constitucional (PEC42/2008), que insere no capítulo dos Direitos e Garantias Fundamentais, o termo juventude na Constituição Federal. Ao reconhecer esta parcela da população, como segmento prioritário para a elaboração de políticas públicas, como já fora feito com idosos, crianças e adolescentes, avançaremos no sentido de superarmos o binômio juventude-problema para um patamar onde a juventude seja compreendida como um grupo de sujeitos detentores de direitos.

O texto da PEC da Juventude, como ficou conhecida, indica ainda necessidade de aprovação de uma segunda matéria, um Projeto de Lei (PL) estabelecendo o Plano Nacional de Juventude. Tal plano aponta uma série de metas que deverão ser cumpridas pela União, em parceria com Estados, Municípios e organizações juvenis nos próximos 10 anos. Formado por diversas ações articuladas nas áreas de cultura, saúde, esporte, cidadania, trabalho, inclusão digital, educação, etc.

O PL 4530/2004, que trata do Plano Nacional de Juventude, já foi aprovado por uma comissão especial na Câmara dos Deputados e aguarda apenas a votação em plenário. Como o relatório foi aprovado em dezembro 2006, o Conselho Nacional de Juventude – Conjuve, está propondo sua atualização e votação ainda este ano. Para tanto necessitaremos de um esforço concentrado de parlamentares, governo federal, lideranças dos movimentos juvenis e da sociedade civil, visando a negociação de uma nova versão.

O que para muitos pode parecer uma questão organizativa e sem resultado no curtíssimo prazo, na verdade representa uma visão estratégica sem precedentes sobre este importante segmento populacional, por vezes tratado numa perspectiva de futuro, mas nunca construído como uma realidade do presente, ou até mesmo encarado de maneira imediatista e reativa aos “problemas da juventude”.

A cristalização deste tema em nossa Carta Magna, a atualização e aprovação de um Plano Nacional, estabelecendo metas para as Políticas Públicas de Juventude nos próximos 10 anos, são a melhor expressão da luta desta geração por mais direitos e, em última instância, pela efetiva democratização do Estado.

O mais importante, porém, é que para a concretização desta vitória o caminho escolhido não ficou restrito à articulação em gabinetes governamentais e parlamentares, sempre muito receptivos, diga-se de passagem. Todas as vezes que estes foram procurados, foi sempre em nome de uma ampla mobilização social dos próprios movimentos juvenis e com forte envolvimento dos mais diversos setores da sociedade civil organizada. Basta constatar os resultados da 1ª Conferência Nacional de Juventude, realizada em 2008, envolvendo mais de 400 mil participantes, e que indicou a necessidade da PEC e do Plano Nacional de Juventude ente suas mais fortes prioridades.

Caminhamos para os dois últimos anos do governo Lula, que teve como mérito o ineditismo na criação de uma Política Nacional de Juventude. Não devemos, porém, nos contentar com este avanço e muito menos deixar que esta iniciativa fique circunscrita ao período de um governo, sem garantias de continuidade após 2010. Por isso, é que precisamos extrapolar os limites da luta entre ‘governo’ e ‘oposição’ e colocar este tema na agenda do projeto de país que queremos, podemos e estamos construindo como legado a esta e às próximas gerações. É chegado o momento de alçar definitivamente política de juventude à condição de política de Estado. O Brasil precisa, a juventude quer.

*Danilo Moreira é Secretário-Adjunto da Secretaria Nacional de Juventude, presidiu o Conselho Nacional de Juventude - Conjuve, em 2008 e foi Coordenador da 1ª Conferência Nacional de Políticas Públicas de Juventude

Fonte: Portal Vermelho

ECOTROTE 2009

Mesmo com a aprovação do projeto de lei nº 1.023/95, que pune o trote violento nas instituições brasileiras de ensino superior, o país continua presenciando ações agressivas contra calouros neste começo de ano letivo. Contrária às atitudes violentas e a favor do trote como rito de passagem, a União Estadual dos Estudantes (UEE-SP), em parceria com a UNE, promove, a partir desta terça-feira, 24/03, o 1º Ecotrote 2009, gincana ecológica que envolverá cinco grandes universidades de São Paulo. Filiada à UNE, a UEE-SP é a entidade estudantil que representa todos os universitários do estado de São Paulo.


Estimulando os novatos a terem uma postura solidária e pró-ativa, o 1º Ecotrote 2009 convida os estudantes da FEA-USP, Mackenzie, São Judas Tadeu, Unisa e FMU a se unirem na coleta de alimentos, agasalhos e materiais recicláveis que serão doados para ONGs. O início das atividades será marcado pela realização de uma oficina de confecção de flores de plástico feitas de garrafas PET. Ministrada por Sandro Freitas, integrante da Cooperaacs (Cooperativa Social de Trabalho e Produção de Arte Alternativa e Coleta Seletiva), o workshop acontecerá no Mackenzie, a partir das 10h da terça-feira.

Numa jornada de 40 dias de atividades para marcar o início da vida acadêmica, o 1º Ecotrote 2009 envolve, além da gincana, um ciclo de debates e uma festa de confraternização no dia 14 de maio. A expectativa é que o evento, em suas três etapas, envolva os 25.500 novos alunos das cinco universidades, além dos veteranos e toda a comunidade acadêmica.
"A nossa proposta é promover a integração respeitosa entre veteranos e calouros, buscando formas alternativas e sustentáveis de contribuir para o bem estar da sociedade. Queremos também reverter a visão contrária sobre o trote que acabou se formando no país. Primeiro, é necessário que haja a punição aos trotes violentos porque, ao invés de criar cisões, desavenças e traumas, o trote deve ser o momento de celebração para receber da melhor maneira possível o estudante na comunidade acadêmica", avalia o presidente da UEE-SP, Augusto Chagas.

Como funciona a gincana?

Do dia 24 de março até 30 de abril, cada sala de calouros das cinco universidades envolvidas poderá participar da gincana, doando alimentos, agasalhos, latinhas, garrafas PETs e garrafas PEAD (embalagens de plástico de produto de limpeza). O cadastro das equipes é feito em stands de coleta instalados em cada uma das instituições. Basta que o aluno forneça nome, CPF e e-mail no ato de entrega de um material para que sua turma comece a participar. 

A contagem dos pontos poderá ser acompanhada pelo site www.ecotrote.com.br e também nos stands, onde estarão instaladas TVs para exibir o ranking de pontos da gincana.

PARCEIROS
União Nacional dos Estudantes (UNE); Centro Universitário de Cultura e Arte (CUCA) da UNE; Prefeitura de São Paulo, via Secretaria do Verde e Meio Ambiente; DCEs do Mackenzie e da Unisa e CA da FEA-USP; ONG Gotas de Flor com Amor; Jetro Menezes - Consultoria Ambiental; Cooperativa de Reciclagem Crescer - Central de Triagem de Pirituba; Jetro Menezes Conultoria e Gestão Ambiental; Cooperativa Social de Trabalho e Produção de Arte Alternativa e Coleta Seletiva (Cooperaacs)

APOIO
Rádio 89 FM
VLCS

SUGESTÕES DE ENTREVISTAS
Augusto Chagas – Presidente da UEE-SP
Representante Cooperativa de Reciclagem Crescer – Jair do Amaral
Representantes DCEs

AGENDAMENTO E OUTRAS INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA
(11) 2503.1978
Maria Lutterbach – 11 8254.9120 – marialutterbach@gmail.com
Rafael Minoro – 31 9401.0828 – rafaelminoro@yahoo.com.br

sexta-feira, 20 de março de 2009

Protógenes defende investigações feitas pela Operação Satiagraha

Em entrevista ao UOL Notícias na manhã desta quinta-feira (19), o delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz, centro das polêmicas envolvendo a Operação Satiagraha, afirmou que é impossível fazer investigações de casos de crime organizado no Brasil sem o uso de escutas telefônicas e outras tecnologias, devido à complexidade das ações dos criminosos atualmente. Ele acusa a mídia de ter fabricado a acusação de escutas ilegais. "Isso é uma história fabricada pela mídia não sei para servir interesse de quem", disse.
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"Eu não cometi nenhuma ação ilegal quando investiguei o banqueiro Daniel Dantas. Não pratiquei nenhum ato ilícito no processo investigativo. Isso é uma história fabricada pela mídia não sei para servir interesse de quem. Todas as escutas da Operação Satiagraha foram realizadas com autorização judicial, com fiscalização do Ministério Público Federal, inclusive até com uma auditoria. Porque essa investigação contra mim foi uma auditoria. Fizeram uma varredura em todos os autos da operação tentando encontrar algo contra mim e não se encontrou", disse Protógenes aos jornalistas Diogo Pinheiro e Rosanne D'Agostino, na sede do portal UOL, na capital paulista.
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"É normal, é legal, é constitucional o exercício de compartilhamento de dados", diz o delegado, que também reforça a necessidade de autorização judicial para o uso deste instrumento. "É necessária e muito pelo contrário, nos auxilia [a intervenção da Justiça]. O Judiciário vai avaliar se é pertinente aquele pedido e o Ministério Público para fiscalizar essas ações", afirma o delegado.
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"Devido à complexidade de como agem hoje as organizações criminosas no país, é impossível agir sem esse instrumento. Inclusive, o Brasil deveria se alinhar a outros países no mundo. Sem escuta não se combate o crime organizado no mundo, eu diria. E é preciso se ampliar o prazo mínimo [da autorização para escuta] de 12 meses e máximo de 24 meses", completou Protógenes.
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Segundo o delegado, não somente a Satiagraha, como também mais de 160 operações da Polícia Federal foram compartilhadas com a Abin (Agência Brasileira de Inteligência). "Isso é absolutamente normal."
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Acusações de espionagem
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Protógenes também comentou sobre reportagem da revista "Veja" que o acusa de ter montado uma "máquina tenebrosa de espionagem" e realizar grampos ilegais de autoridades como o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso e até a vida amorosa da ministra da Casa Civil, Dilma Roussef.
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"Não é verdade, é mentira. A reportagem foi criação, uma montagem, que não merece o mínimo de credibilidade. Não reconheço nenhuma linha daquele texto como verdadeiro. Foi destinada a um fim específico, prorrogar a CPI, que já estava se encerrando, e criar um fato para o indiciamento. Não reconheço os documentos expostos na matéria", disse.
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Após a publicação da reportagem, a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) dos Grampos na Câmara dos Deputados, presidida por Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), foi prorrogada por 60 dias. "Isso atinge a Polícia Federal", disse Protógenes: "O povo brasileiro não é mais analfabeto; ninguém é idiota mais no plano político nesse país; todo mundo sabe o que é certo e o que é errado".
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O delegado disse também que não havia um interesse especial da Presidência da República sobre a investigação dos envolvidos na Satiagraha e que em nenhum momento usou o nome do presidente Lula ou do Palácio do Planalto durante a Satiagraha. "Eu disse que ali [na investigação] se passavam dados de competência da Abin , e que eram procedimentos normais."
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CPI dos Grampos
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Sobre sua estratégia diante dos questionamentos dos parlamentares, Protógenes disse que só vai "dar nomes aos bois" se for confrontado com algum documentos que parlamentares venham a apresentar.
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"A notícia que me foi colocada é que foi afastado o sigilo do inquérito que é presidido pelo delegado Amaro [Vieira Ferreira, responsável pelo inquérito em que ele foi indiciado na Corregedoria da PF] e que esse dado tinha sido compartilhado com a CPI. Não foi me dado acesso. Não sei os dados que os excelentíssimos deputados hoje portam", afirmou.
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O delegado disse também que só poderá dar dados concretos da investigação após a audiência na CPI. "Ainda não recebi a convocação oficial, soube pela imprensa que será no dia 1º de abril."
Possível candidatura
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A perguntas de internautas sobre se o delegado pretende sair candidato a algum cargo político, Protógenes descartou a possibilidade. "No momento, eu não penso em ser candidato. Não tenho filiação partidária alguma e essa possibilidade até me surpreende e me deixa feliz. É o respeito que a população tem demonstrado pelo trabalho dessa autoridade policial. Mas não tenho nenhuma pretensão desse tipo."
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Entretanto, na continuidade da resposta, sinalizou com uma mudança de posicionamento. "É de interesse da população que eu venha a seguir alguma proposta política. Há grupos no Rio de Janeiro e em São Paulo que me procuram para que eu concorra a algum cargo eletivo. Para falar a verdade, eu não tenho simpatia por cargos políticos, não. Minha simpatia é por ser delegado. Mas não posso desprezar a vontade popular. Considero com carinho e respeito."
"Banqueiro bandido"
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Questionado sobre suas últimas afirmações, ao classificar o banqueiro Daniel Dantas, como "bandido", Protógenes disse não temer ser processado e voltou a atacar o dono do Opportunity. "Ele é um banqueiro que já foi condenado, e como condenado, é bandido. Está no Aurélio [dicionário]. Mas o Brasil não soube ainda dar uma resposta à altura a este caso, o país espera o ato final, que é o encarceramento deste indivíduo. Tem que ser feito a exemplo do que foi feito nos Estados Unidos com o megainvestidor Bernard Madoff ([nvolvido em fraude bilionária], que foi preso, condenado e saiu algemado do tribunal pela porta da frente."
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"Já houve uma condenação, com uma sentença perfeita", alfinetou mais uma vez o delegado, referindo-se à decisão do juiz federal Fausto Martin De Sanctis, da 6ª Vara Federal paulista, que condenou Daniel Dantas a dez anos de prisão por supostamente ter oferecido US$ 1 milhão a um delegado, por meio de dois assessores, para se livrar da Satiagraha.
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Na opinião de Protógenes, "o sistema processual brasileiro é um pouco atrasado. Permite que o indivíduo, acusado, condenado, percorra todas as instâncias. Precisamos de uma reformulação nas leis processuais", disse. Para ele, é interessante que só se prevaleçam de instrumentos efetivos de defesa os ricos. "Pobre, desempregado e negro está na cadeia, cumprindo pena. Há um desequilíbrio, um desrespeito à sociedade brasileira."
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O delegado foi questionado ainda sobre a possibilidade de prisão do banqueiro Daniel Dantas. "A prisão do banqueiro condenado só ocorre realmente se a lei permitir que ele não tenha mais recurso. Isso é fato." Mas o delegado disse acreditar na Justiça brasileira.
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"Acho que juízes brasileiros desempenham seu papel de dar boas respostas à sociedade. Mas, no caso específico de Dantas, esse processo é mais difícil e tormentoso, devido ao poder que esse indivíduo tem e ao acesso de recursos que disponibiliza."
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Polêmica entre Gilmar Mendes e De Sanctis
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Já sobre os dois habeas corpus concedidos a Dantas pelo presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, Protógenes disse: "Acho que a decisão do Supremo tem que ser respeitada, ainda que tenha sido permitida a sua soltura [do banqueiro] em 48 horas. É a decisão da Suprema Corte do Brasil. Agora, que a segurança jurídica é permitida só para quem tem dinheiro, é verdade", desabafou.
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Protógenes disse ainda não temer a CPI nem uma possível prisão, além da morte. "Eu só tenho medo da desonra", disse. "E tenho medo de atentarem contra a minha família", completou. Questionado se os fins justificam os meios, Protógenes respondeu: "Não, de maneira nenhuma. Temos que fazer tudo dentro da legalidade".
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Questionado por um internauta: "Valeu à pena?", o delegado finalizou: "Faria tudo de novo, até com mais esforço e com maior número de policiais e agentes da Abin, que muito dignificou o trabalho da Satiagraha."
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Fonte: Vermelho.org.br com UOL

DJ Saddam: Regulamentação da profissão DJ: Como? Pra quem? por Especial Hip-Hop*

A regulamentação da profissão DJ no Brasil vem ocupando com destaque a mídia e provocando discussões acaloradas nos profissionais do toca-discos.

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O projeto de lei 740/2007 do Senador Romeu Tuma – polítioco que realmente tem um “vínculo intrínseco com a categoria e com a cultura”- altera a Lei 6533/78 que dispõe sobre a regulamentação de Artistas e de Técnicos em Espetáculo de Diversões. O projeto já começa mal, pois coloca o DJ como profissional técnico, retirando o artístico da profissão, que há tempos vem ocupando lugar de destaque no cenário musical, com profissionais de ponta como Marky, Patife, Anderson Noise e Marlboro conquistando mercado em outras praças. Vários festivais são realizados, reunindo milhares de pessoas, onde os Djs são as únicas atrações. Nestes espetáculos, os técnicos: sonoplastas, iluminadores, contra-regras e outros, trabalham em função do DJ que está no palco e é o artista.
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Muitos abraçam este projeto de lei como fosse o “ovo do Colombo”, a “salvação da lavoura” pois finalmente reconhece legalmente a profissão DJ. Isso é defendido principalmente pelos mais antigos que sonham se aposentar como tal. Mas a lei, na verdade, não atende a maior parte da categoria que é de autônomos. Prevê como carga máxima horária diária 6 horas, quando na verdade, qualquer profissional do ramo sabe que isso é extremamente desgastante para o DJ e, ao mesmo tempo, pode influenciar a dispensa de Djs por proprietários de casas noturnas, uma vez que já que a carga máxima é de 6 horas, um único DJ pode muito bem conduzir sozinho uma festa, recebendo o mesmo cachê mixuruca que é praticado na maioria dos lugares.
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A categoria dos Djs tem uma peculiaridade: como é composta em sua maioria por autônomos, fica mais difícil um convívio maior com outros profissionais do ramo e torna o mercado cada vez mais cruel, com a competição forte e muitas vezes desleal. Ao contrário de outras categorias em que aquele velho antagonismo de classes “patrão X empregado” é o que dita a une, no ramo dos toca-discos, na maioria das vezes o grande vilão dos Djs é o próprio colega de cabine de som, que tenta de todas as formas queimar o trabalho do outro, cobra mais barato pra tirar o serviço do colega, fala que contrato é coisa de estrela, entre outras pérolas do mau-caratismo.
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Há mais ou menos 4 anos atrás, convoquei uma reunião para o Teatro Casa Grande, no Leblon, que havia sofrido um incêndio, com o objetivo de fundar uma Associação dos Djs profissionais. Compareceram mais de 30 pessoas, entre elas vários “top Djs” como Marlboro, Roger Lyra e Marcelinho Da Lua, entre outros. Este encontro foi noticiado pela grande imprensa, que me colocava como líder do movimento. Coisa de 15 dias depois, eu bati de frente com a direção de uma grande casa noturna da Baixada Fluminense, quando me recusei a dar exclusividade à casa naquela região ( eu só tocava lá aos domingos e os donos não queriam que eu tocasse em outras casas por lá). Convoquei os outros Djs a fazerem o mesmo, pois a casa não teria como mandar todo mundo embora e o momento era bom, pois estávamos nos organizando. Resultado: fui o único a bater de frente e, por conseguinte, o único a perder o trabalho.
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Há um tempo rolaram reuniões para tratar deste projeto do Tuma. Mas, quando recebi o convite para a primeira reunião e vi que estava marcada para a sede do PMDB do Rio, desisti de ir na hora. Não é hipocrisia. É público que sou militante do Partido Comunista do Brasil, mas acho profundamente temerário, que seja marcado este tipo reunião de organização profissional em sede de partido político. Quando li o projeto de lei e vi que era ruim, conclui que era perda de tempo. Depois de conversar com alguns músicos importantes como o cantor e compositor Tibério Gaspar e o Maestro Silvio Barbato, percebi que eles tinham simpatia na tese dos Djs serem regulamentados pela Ordem dos Músicos do Brasil como uma categoria especial de músico-praticante. Isso teria uma série de vontade, pois não dependeria da aprovação de lei específica e sim de um aditivo ao estatuto da OMB, como também elevaria o DJ à condição de artista da música, que é o que ele realmente é. Vários colegas viram com simpatia esta tese. Mas quando a apresentei à comunidade dos Djs do Rio no orkut, o pessoal da ADJ-RJ – que é uma associação que representa pequena parcela da classe – veio descendo o pau, dizendo que eu não tinha participado da discussão (aquela que começou na sede do PMDB) e que tinha que ter um sindicato próprio da categoria.
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Aí, verificando o tal projeto do Tuma, percebi que após a regulamentação, os Djs para obterem seus registros profissionais junto ao Ministério do Trabalho, deveriam ter diploma expedido por curso registrado no MEC (o que não existe) ou autorizado pelo sindicato. Aqueles que já fossem atuantes e, portanto garantidos pelo direito adquirido, deveriam ir ao sindicato para retirar a sua carta de apresentação. Aí caiu a ficha: se o interesse fosse tão somente na regulamentação, a hipótese da OMB seria abraçada com louvor. Mas como existe o interesse na formação do sindicato e na consequente arrecadação na emissão das cartas e nas autorização dos cursos, a regulamentação, por pior que o projeto do Tuma a apresente, tornou-se algo interessante.
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No fim de fevereiro, eu e o maestro Sílvio Barbato participamos de um painel do evento Rio Music Conference, que reuniu Djs na Marina da Glória aqui no Rio. Apesar do tempo curto do debate, foi o suficiente para a tese da OMB passar a ser ventilada.
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Vejam: eu sou favorável à regulamentação, mas não da forma que está sendo proposta. A grande coisa deste movimento é a possibilidade de se abrir uma discussão ampliada em um fórum nacional, para que se discuta a melhor forma da regulamentação, seja pela OMB ou por sindicato próprio, mas não da forma que está sendo proposta, pois desvaloriza o DJ o retirando da condição de artista. Faço questão de afirmar isto, pois está rolando um maniqueísmo barato no sentido de quem é contra o projeto do jeito que está é contra a regulamentação. Vamos avançar no debate e construir uma proposta concreta e objetiva para a regulamentação e, principalmente a valorização da profissão DJ.
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DJ Saddam – Produtor cultural e membro da Nação Hip Hop – RJ e do Opalão76 Hip Hop Crew. Coluna originalmente publicada no site Bocada Forte.
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*Especial Hip-Hop, Espaço para convidados especiais do Hip-Hop a lápis.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Fórum Social da Juventude?

O Fórum Social da Juventude é um evento jovem\cultural\social, que pretende resgatar as reflexões, organização, experiências, formas de debates e ações de transformação social e cultural construídas no Acampamento da Juventude do FSM.
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O Fórum Social da Juventude tem como objetivo mobilizar os estudantes, jovens, movimentos sociais, movimentos culturais, acadêmicos, movimentos sindicais e ONGs de SC, da região Sul (RS, PR e SC), do Brasil, países do Mercosul e regiões do planeta, para integrar as pessoas participantes, permitir que possam voltar a sonhar e construir “Um Outro Mundo Possível”.
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A intenção é estabelecer novas práticas entre a juventude e sociedade, além de subsidiar o debate sobre a necessidade de ações conjuntas para enfrentar toda e qualquer forma de discriminação ou exploração social no Mercosul e Planeta.
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O projeto geral é uma fusão da proposta de realização do Acampamento da Juventude com os Eixos Temáticos e de debates do FSM, valorizando as atividades culturais, realizando palestras, seminários, debates públicos sobre temas de interesse do público jovem do Brasil, Mercosul e Planeta.
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OBS: A experiência reconhecida do Acampamento da Juventude foi realizada no período de 2001 (10 mil participantes), 2002 (20 mil participantes), 2003 (25 mil participantes) e 2005 (mais de 30 mil pessoas), em Porto Alegre, integrando a programação oficial do Fórum Social Mundial, e Belém do Pará em 2009 (mais de 15 mil pessoas). SAIBA MAIS! Os Comitês Estaduais de Mobilização e Divulgação do FSJ 2009 já estão em plena atividade e realizando reuniões e encontros de organização nos estados. Hoje são 13 Comitês criados e em atividades no Brasil - RS, SC, PR, SP, RJ, MG, DF, MS, BA, PE, RN, SE, AL.
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Quem desejar participar desses Comitês pode entrar em contato por telefone diretamente com os "animadores" nos estados, ou enviar email ao Comitê Geral Executivo. Criamos uma página para divulgar as agendas de ações dos Comitês Estaduais, através dos links - Como participar FSJ, depois clicando em Agenda Comitês Brasil.
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As ONGs do Brasil e internacinais já podem propor atividades no evento através da Programação Alternativa que está sendo construída coletivamente.
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"BINHO Perinotto" - Fábio Riani Costa Perinotto
COMISSÃO NACIONAL dos PONTOS DE CULTURA - Gt de JUVENTUDE
COMISSÃO ESTADUAL PAULISTA dos PONTOS DE CULTURA
8poesias.blogspot.com

terça-feira, 17 de março de 2009

Rádio Perifa (89.3 FM): Aqui os manos e as minas têm voz!

A Rádio Nova Santa Marta(89.3 FM), de Santa Maria/RS é comunitária como tantas que existem. Irradia as expressões da gente humilde de uma das maiores ocupações urbanas do país. O programa Rádio Perifa, dos rappers Magrão e MC Borracha, procura ser a voz dos manos e das minas da periferia, todos os domingos, das 18 às 19h. Leia mais no www.igordefato.blogspot.com e deixe seu comentário.

CUCA Cuiabá propõem atividades para receber calouros da UFMT

Durante todo o mês de março, departamentos, centros acadêmicos e grupos estão organizando atividades de boas-vindas aos calouros da UFMT, entre eles está o Centro CUCA Cuiabá. Com oficinas, intervenções e atividades esportivas a proposta do coletivo é realizar atividades que oponham de forma criativa aos trotes violentos.
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CUCA é o apelido de Circuito – ou Centro – Universitário de Cultura e Arte. A palavra Circuito remete à construção de uma rede e os Centros são os coletivos hoje existentes em vários estados brasileiros. O CUCA Cuiabá começou suas atividades no final de 2008 e agora articula um calendário de eventos e discussões de política cultural dentro da UFMT.
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Vivência
As atividades propostas pelo CUCA Cuiabá tem foco na vivência acadêmica e proporcionam o encontro de estudantes em atividades interdisciplinares. De segunda até sexta-feira, o Movimento Panamby, coletivo de estudantes que participa do projeto, está realizando no Restaurante Universitário a Trocaria, uma feira onde objetos se encontram a disposição para serem trocados, o objetivo da ação é discutir a valoração dos produtos e criar um ambiente de socialização. No dia 12, às 9h30 acontece uma reunião para a criação do Fórum dos Estudantes de Origem Popular no Centro Acadêmico de Geografia; às 14h, o Ateliê - grupo de extensão de estudantes de Arquitetura e Urbanismo – realiza uma oficina de fabricação de móveis com material reciclado. Na quinta e sexta-feira, acontecem os Jogos Sedentários para a Juventude, realizado em parceria com os Centros Acadêmicos de Física, Química, Engenharia Sanitária, Matemática e Engenharia Civil no Saguão do Instituto de Ciência, Engenharia e Tecnologia (ICET).
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De 16 a 20 de março, acontece a Pelada CUCAlouro, um campeonato de futsal que acontece nas Quadras Externas e é realizado em parceria com o Centro Acadêmico de Engenharia Sanitária. No dia 19 de março, acontecem as oficinas de Toy Art e Confecção de Máscaras Africanas e as atividades se encerram no dia 20 com o Sarau do Calouro Lunático e a presença das bandas Triêro e Vida Seca (GO), que vem à Cuiabá lançar seu 1º cd “Som de Sucata”. Todas as atividades acontecem com o apoio da Pró-reitoria de Cultura, Extensão e Vivência.
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Mais informações: www.blogdocuca. wordpress. com
cucacuiaba@gmail. com 65 3615-8378