sábado, 10 de outubro de 2009

Vitória da democracia

Senado argentino aprova nova lei de mídia

A liberdade de imprensa ganhou novo fôlego na Argentina na madrugada deste sábado, 10, com a aprovação, por parte do Senado, da inovadora lei de radiodifusão, mais conhecida como "lei da mídia", que aumentará a participação da sociedade e do governo nas decisões envolvendo a concessão de licenças para canais de TV e rádio.

A aprovação da lei só é uma má notícia para os interesses coroporativos dos poderosos grupos de mídia no país, que até então usavam como bem entendiam o espaço comunicacional por eles explorados.

Para obter esse trunfo democrático, a presidente Cristina Kirchner mobilizou sua base no parlamento e contou com o apoio dos movimentos sociais para conseguir a aprovação da lei. Além da própria base, o governo obteve a adesão de diversos senadores opositores, que concordaram em votar a favor dos Kirchners. A lei foi aprovada depois de 15 horas de debates com 44 votos a favor. A oposição reuniu 24 votos contra o projeto de lei. A Câmara dos Deputados já aprovou a proposta, no último dia 17

O ex-presidente Kirchner havia denominado este embate no Parlamento de "a mãe de todas as batalhas". O mais radical adversário da lei é o principal grupo de mídia do país, o Grupo Clarín. Desde o ano passado, o Clarín está em pé de guerra contra o governo Kirchner. Cristina e o ex-presidente Nestor Kirchner acusam o Clarin de tentar implementar um "golpe de Estado" midiático.

Direitos ampliados

Para tentar justificar a derrota, a oposição alegou que houve "compra de votos" no parlamento. O governo contra-argumentou, acusando os representantes da oposição de defender os "monopólios" de comunicação.

O senador governista Nicolás Fernández defendeu a lei com o argumento de que propiciaria "pluralidade" nos meios de comunicação.

Do lado de fora do edifício do Congresso Nacional milhares de manifestantes comemoraram com bumbos e faixas a aprovação do projeto de lei, que abrirá espaço nos meios de comunicação para sindicatos, ONGs e a Igreja Católica, além de universidades públicas.

Controle social sobre a mídia


A lei impedirá os monopólios, pois impede que qualquer rede privada de TV possa concentrar mais do que 35% do mercado de mídia. Outro ponto positivo da lei é o impedimento aos grupos de mídia de manter um canal de TV aberta de forma simultânea a um canal de TV a cabo. Além disso, a lei determina que as licenças para canais de TV em cidades maiores de 500 mil habitantes serão concedidas diretamente pelo próprio governo. A nova lei ainda regulamenta a publicidade oficial.

As licenças, que até esta lei tinham duração de 20 anos, passarão a ter um prazo de 10 anos, com a possibilidade de serem renovadas por outra década. No entanto, as licenças serão revisadas a cada dois anos, aumentano o controle público sobre estas concessões.

Fúria da mídia rendeu votos a favor da lei


A mídia atacou de forma tão violenta e despropositada a nova lei, com ameaças e denúncias falsas, que até mesmo senadores da oposição que eram contra o projeto passaram a ser a favor da lei de mídia.

O senador Carlos Salazar, integrante do partido Força Republicana, da província de Tucumán, que há poucas semanas havia assinado uma ata na qual afirmava que o projeto de lei de mídia da presidente Cristina era "inconstitucional" - votou a favor do projeto dos Kirchners. Ele afirmou que estava indignado pela "perseguição" da mídia aos políticos.

Vários outros senadores que foram alvo da imprensa ao longo das últimas duas décadas, apesar das divergências ideológicas com a presidente Cristina, também optaram por apoiar o governo.

A aprovação da lei argentina abre espaço para que legislações semelhantes sejam aprovadas em oputros países da região. No Brasil, o processo preparatório da 1ª Conferência Nacional de Comunicação já está debatendo propostas para democratizar a comunicação no país.
Fonte Vermelho

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Prezados Pontos de Cultura do Estado de São Paulo

Iremos realizar entre os dias 11 e 15 de dezembro, na cidade de Guarulhos, a I Teia Paulista e o II Fórum Paulista dos Pontos de Cultura.

A TEIA Paulista será um grande encontro da diversidade cultural do Estado de São Paulo. Reunirá mostra Artística, seminários, oficinas, debates e o Fórum que proporcionarão um encontro de reflexões e encantamentos. Acreditamos que esse encontro sedimentará o trabalho de uma rede de agentes que produzem e disseminam cultura em um novo patamar, no desafio de construir saberes coletivos, na cooperação recíproca da utilização.

Será um espaço de diálogo, articulação e formação da rede de Pontos de Cultura, a fim de encontrar e sedimentar pontos de confluência, cooperação técnica, logística e cultural, contribuindo para a sustentabilidade dos projetos locais.

A teia visa garantir a expressão da pluralidade brasileira na construção de uma memória presente, através das novas possibilidades de difusão e acesso à cultura. O encontro regional dos pontos de cultura também tem a perspectiva de envolver a comunidade local, contribuindo para gerar raízes e dinamizar a produção cultural local e sua atuação em rede.

Estamos buscando parceiros que possam ajudar na construção desse encontro, e gostaríamos que todos os Pontos de Cultura cooperassem nesse processo de construção coletiva da TEIA. E pra isso queremos você ponteiro construindo conosco!

Nesse sentido, marcamos uma 1ª reunião e convidamos todos os Pontos do Estado de São Paulo interessados, para participarem desse processo. A mesma ocorrerá no dia 13 de outubro, terça-feira, às 19h, na sede da Regional do MinC em São Paulo, localizada na rua Formosa, 367,21º Andar, São Paulo – SP.

A comissão já pensou em alguns Grupos de Trabalho e a partir das próximas reuniões e planejamentos poderão ser sugeridos outros: Produção; Logística; Transporte; Infraestrutura; Metodologia e Programação artística; Comunicação; Mobilização; Memória e Registro;

Contamos com a participação de todos



Comissão Paulista dos Pontos de Cultura

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Nova lei de comunicação argentina compra briga contra monopólios

Aprovada por ampla maioria, a "Nueva Ley de Medios" cria uma comissão bicameral de controle, um Conselho Federal de Comunicação Audiovisual e a figura do Defensor Público de consumidores de serviços audiovisuais. Entre outras coisas, a nova legislação estabelece que uma mesma empresa não possa possuir canais de TV aberta e a cabo, além de reduzir de 24 para dez o limite das concessões de rádio e TV em mãos de um mesmo proprietário.

Clarissa Pont

Durante as últimas semanas, os debates em Buenos Aires giram em torno da nova lei de comunicação proposta pelo governo de Cristina Kirchner: esteve em audiências públicas lotadas, nos jornais, televisões e nas ruas. Conhecida pelos portenhos como “Nueva Ley de Medios”, o projeto quer regulamentar o setor e, apesar das críticas de opositores, que temem um maior controle do Estado, na última quinta-feira (17), após quase 14 horas de debate, o projeto governista obteve 146 votos, contra três votos contrários e três abstenções. A medida ainda passa pelo Senado, possivelmente em outubro. Entre outros pontos, a nova lei cria uma comissão bicameral de controle, um Conselho Federal de Comunicação Audiovisual e a figura do Defensor Público de consumidores de serviços audiovisuais.

O grande debate que a possibilidade de mudança na legislação vigente desde a ditadura militar (1976-1983) gerou no país pode ser avaliado como a primeira vitória da proposta do governo. Jornais estamparam o tema durante toda semana que antecedeu a votação. No dominical Miradas al Sur, de 6 de setembro último, a manchete “Papeles manchados” abria a matéria de capa que explicava “por qué Clarín defiende la ley de la dictadura”e trazia fotografia onde aparecem diretores do diário argentino brindando com ninguém menos que Jorge Videla, em agosto de 1978. Miradas al Surtambém denunciava na mesma edição que os outdoors espalhados pela cidade que estampavam a foto foram cobertos por cartazes de propagandas falsas. Enquanto isso, a presidente Cristina Kirchner anunciava em entrevistas a certeza de que a nova lei reforçará a democracia ao dar maior acesso aos canais de transmissão para pequenos grupos e ONGs, além de restringir o número de concessões que possam ser outorgadas a uma só empresa.

No mesmo domingo, o diário Clarín trazia matéria intitulada “El formidable enriquecimiento de los amigos del poder K”, denunciando a multiplicação de capital do casal Kirchner e de aliados. Durante toda semana seguinte, o diário reuniu munição contra a lei e o governo. Segundo o diário, todos que defendem um pluralismo ideológico devem estar preocupados com a decisão da Câmara dos Deputados argentina. Segundo o líder da bancada do governo, deputado Agustín Rossi, a lei "é profundamente antimonopolista, propicia uma maior quantidade de vozes com a mesma potência. Propicia uma sociedade mais democrática, com maior quantidade de opções”. Mas, ao contrário do que diz a oposição, "não coloca a destruição da grande empresa, mas a convivência entre a grande empresa e as empresas pequenas”.

Os críticos do chamado “poder K” denunciam que a mudança na lei reflete apenas a briga comprada pela presidente e o seu marido e antecessor, Néstor Kirchner, contra o Grupo Clarín, principalmente pela postura crítica de seus veículos na disputa do governo com o campo.

O projeto, com 157 artigos, realmente aumenta a regulação dos meios de comunicação audiovisuais por parte do Estado. Entre outras coisas, estabelece que uma mesma empresa não possa possuir canais de TV aberta e a cabo, além de reduzir de 24 para dez o limite das concessões de rádio e TV em mãos de um mesmo proprietário. Cria uma entidade de supervisão das comunicações, com a presença da sociedade civil e do governo. A recente revogação de uma cláusula que permitia que empresas telefônicas atuassem no mercado de TV a cabo assegurou o apoio de parlamentares de esquerda ao novo projeto. De acordo com a presidente, a nova redação da lei afastará os temores de que as telefônicas criem novos monopólios. A oposição tentou adiar a votação para dezembro, quando assumem os deputados e senadores eleitos no final de junho.

Para Macri, nova lei demonstra “fascismo” do governo

As críticas à lei não partem apenas do Grupo Clarín. Para o prefeito de Buenos Aires e ex-dirigente do Boca Juniors, Mauricio Macri, as mudanças na lei de radiodifusão representam "mais um retrocesso institucional dos Kirchners" e são a prova do "fascismo" do governo. Macri, que se tornou a grande voz contra os Kirschner pela direita, avalia que a proposta restringe a liberdade de imprensa e torna as empresas do setor vulneráveis a pressões do governo. A oposição se reuniu para afirmar que fará de tudo para barrar as mudanças. Agustín Rossi descarta a possibilidade de anulação ou revisão. "A oposição não poderá anular a lei, seja com este Parlamento ou com o novo", disse. O governo agora prepara seus aliados para a votação no Senado, as estimativas no âmbito parlamentar indicam que o governo contaria com 38 dos 72 votos no Senado.

“A lei possui muitos aspectos positivos”, diz Esquivel.

Para o argentino Pérez Esquivel, Nobel da Paz de 1980, o mecanismo de concentração e contaminação da informação não está apenas na Argentina, mas existe em escala mundial. “Pretende-se confundir liberdade de imprensa com liberdade de empresa, que não são sinônimos. A Nova Lei de Serviços de Comunicação Audiovisual causa revolta e preocupação principalmente àqueles que não querem mudança alguma e pretendem continuar com a lei vigente, imposta durante a ditadura militar”, avalia Esquivel, que em 1974 coordenou a fundação do Servicio Paz y Justicia en América Latina (Serpaj). Ele sublinha que a todos os governos que se sucederam no país desde 1983 até agora, faltou vontade política para solucionar e democratizar os meios de comunicação. Ao contrário, grifa Esquivel, Menem apenas impulsionou políticas de entrega do patrimônio público, dos recursos do país aos grandes capitais estrangeiros e permitiu que o monopólio dos meios de comunicação seguisse em poucas mãos.

“A lei possui muitos aspectos positivos, mas é necessário o debate para que se avance em algumas propostas. Isso, para conquistar a democratização de imprensa como fundamento dos direitos humanos, que a liberdade de informar e ser informado seja maior que os interesses dos monopólios. A nova lei deve abrir espaços de liberdade de expressão e valores que nos permitam construir um novo amanhecer da pátria. Uma palavra, uma participação e um pensamento esquecido que devemos recuperar. A dominação não começa pelo econômico, começa pelo cultural”, resume Esquivel.

Proyecto Sur apóia a proposta, mas mantém ressalvas

“Queremos discutir esta norma que é a lei das leis na democracia e uma grande política de Estado”, explicou o deputado nacional eleito e cineasta Pino Solanas durante coletiva de imprensa que também teve a presença do deputado Cláudio Lozano. A força política encabeçada por Solanas, chamada de Proyecto Sur, representa a crítica pela esquerda ao governo e à proposta de lei. “No Proyecto Sur confluem tanto o campo cultural como o social, atores que participaram durante as últimas duas décadas no debate sobre a necessidade da democratização do sistema de meios na Argentina”, explicou Lozano. “Para todos nós, existe um conceito central que é o tema de entender o espaço do audiovisual como um patrimônio do conjunto da sociedade que deve ser administrado pelo Estado com um controle público adequado”, completou.

A revisão de licenças a cada dois anos, a convivência entre cooperativas de serviços públicos e distribuidoras de TV a cabo no interior do país e a participação das telefônicas na comunicação são os principais pontos de conflito entre os Kirschner e Solanas, que considera pontos positivos na nova lei, mas apresentou modificações no projeto. “O Proyecto Sur não chegou a este debate nem por uma circunstancial confrontação com o Grupo Clarín, nem tampouco como parte daqueles que a cada vez que se planteia a necessidade de regular o sistema, colocam isso como se fosse autoristarismo”, comparou Solanas. O diretor de “Sur” é uma das grandes pedras no sapato do casal Kirchner e possível candidato à prefeitura de Buenos Aires ou até a presidência da república nas próximas eleições.

fonte Carta Maior

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Acontece em João Pessoa

O Fórum Permanente do Audiovisual da Paraíba é promovido pela Divisão de Audiovisual da FUNJOPE (Fundação Cultural de João Pessoa) em parceria com ABD-PB, cujo tema geral é organização política do setor do cinema e do audiovisual paraibanos.

Para este espaço de conversa estarão convidados a participar todos os realizadores, produtores, exibidores e demais interessados na área do audiovisual do estado, abrindo canais de comunicação com instâncias governamentais e privadas que possam dar suporte, firmar parcerias ou buscar formas de assegurar o pleno desenvolvimento desta área na Paraíba.

O encontro e é uma oportunidade importante para se conhecer melhor e discutir as possibilidades e objetivos não só para os Cines, mas para todo o audiovisual paraibano.

O encontro será realizado nesta quinta-feira, dia 08 de outubro de 2009, (pontualmente) de 14:00 às 17:30 na Academia Paraibana de Letras (Rua Duque de Caxias, 25/37, Centro, Tel: 3221.8741)

Estão sendo aguardados representantes dos(as):

17 Cines paraibanos (localizados em Aparecida, Bayeux, Cabaceiras, Cabedelo, Cajazeiras, Campina Grande (3 Cines), João Pessoa (3 Cines), Lucena, Monteiro, Nazarezinho, Pilões, Serra Branca, Sousa);
Oficineiros do Cine Mais Cultura;
Representante da Regional Nordeste do MinC;
Sub-Secretaria de Cultura da Paraíba;
Fundação Cultural de João Pessoa;
Superintendência do IPHAN-PB;
SEBRAE-PB;
NPD-PB;
Delegacia estadual do MDA (por conta da parceria do Cine Mais Cultura com as Casas Rurais Digitais);
cineclubes;
instituições da Paraíba não contempladas pelo edital nacional (aberto de fevereiro a abril de 2009) da ação Cine Mais Cultura;
pontos de cultura que lidam com audiovisual;
associados da Programadora Brasil;
parceiros do programa Vidas Paralelas (do Ministério da Saúde)

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Confecom | São Paulo

A Conferência irá eleger os representantes da sociedade civil que irão participar da 1ª Confecom

São Paulo realiza a sua Conferência Estadual de Comunicação entre os dias 30 de outubro e 1º de novembro na Assembleia Legislativa. A convocação foi publicada na edição de 22 de setembro do Diário Oficial.

Sob a coordenação conjunta da Comissão de Transportes e Comunicações da Alesp e da Comissão Paulista Pró-Conferência de Comunicação (que representa os movimentos sociais paulistas), a Conferência Estadual irá eleger os representantes da sociedade civil que irão participar da 1ª Confecom, Conferência Nacional de Comunicação, que será realizada em dezembro por iniciativa do governo Lula.

O cronograma das etapas municipais, regionais e estaduais da Confecom foi definido em Brasília pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara em parceria com dezenas de entidades da sociedade civil, das universidades, jornalistas e empresas de comunicação. Atualmente, existem 24 Comissões Estaduais preparatórias à Confecom em atividade no País.

Contra o monopólio

A democratização dos meios de comunicação - tema central das conferências - é alvo de debates há muitos anos no País. De 2003 até hoje já foram mais de 50 pré-conferências pelo País. O debate público sobre a função social dos meios de comunicação esbarra no forte monopólio das empresas de mídia, que integravam a Comissão Organizadora Nacional da Conferência. Só que no dia 13 de agosto, a maioria dos empresários do setor abandonou a Comissão, por divergências no regimento interno em relação ao número de delegados.

Em maio, o Diretório Estadual do PT deu a largada para uma série de ações para a realização das conferências nos municípios administrados pelo partido em São Paulo. Nos dias 10 e 11 de setembro, o Grupo de Trabalho de Comunicação do Diretório Nacional do PT realizou, na Fundação Perseu Abramo, oficina com a participação de dirigentes do partido para definir diretrizes para a Conferência.

No dia 12 de setembro, a Câmara Municipal promoveu a I Conferência Livre de Comunicação do PT-SP, que reuniu parlamentares e militantes pela democratização da Comunicação. Entre as regiões paulistas que já realizaram as Conferências Regionais estão Suzano, ABC e Guarulhos.

Reivindicações

Os participantes da 1ª Conferência Municipal de Comunicação de Guarulhos apresentaram um documento com mais de 50 sugestões para o aperfeiçoamento da imprensa. Destaque para a criação de conselhos de comunicação para acompanhamento e controle público das concessões e renovações de outorgas de rádios e TVs, para a universalização do acesso à banda larga tornando-a pública e gratuita, e incentivo a um sistema público de rádio e televisão, com conteúdos que privilegiem a cultura brasileira local.

Em Suzano, a Conferência realizada em 22 de agosto teve cerca de 200 participantes, que elaboraram um documento com 25 propostas, como a legalização das rádios comunitárias e a destinação de uma parcela dos orçamentos dos Municípios, Estados e União para apoio a projetos de comunicação comunitária;

Já a 1ª Conferência Regional de Comunicação do ABC reuniu representantes do setor de sete cidades da região em Mauá, no dia 27 de agosto, para debater temas como a democratização da mídia e as TVs públicas. Entre os debatedores, o professor Luis Roberto Alves, da Universidade Metodista, o empresário Eduardo Guimarães, do blog Cidadania.com, o gerente-executivo da Nova TV Brasil, Marco Antônio Filho, e o jornalista Luiz Carlos Azenha, do blog Vi o Mundo.

As cidades de Campinas, Osasco, Araçatuba, São José do Rio Preto, Piracicaba e Jacareí vão realizar conferências preparatórias em outubro. Haverá também uma Conferência Livre Infantil. As propostas e conclusões das Conferências Regionais serão encaminhadas às Conferências Estadual e Nacional.

Conheça as entidades que participarão da Conferência Estadual de Comunicação de São Paulo

ABCCom - ABRAÇO (SP) - Ação da Cidadania (SP) - Com. Dem. Informativo - Ação Educativa - ACESP - Agência Pressenza - Andep - APEOESP - Articulação Mulher e Mídia - Artigo 19 - Ass. da Parada Orgulho GLBT - Associação Cantareira - Atuadoras - Campanha pela Ética na TV - Centro Informação Mulher - Centro Academ. Benevides Paixão - Comunicação Social - PUC-SP - Centro Camará de Pesquisa e Apoio à Infância e a Adolescência - Ciranda Internacional Informação Independente - Coletivo Cidadania Ativa - Coletivo Demover - Coletivo Digital - Coletivo Esquerda - Coordenaçao Nacional de Entidades Negras - CONEN - Conselho Regional de Psicologia de S. Paulo CRP-SP - Cursinho da Poli - CUT Nacional - CUT-SP Educafro - ENECOS - Escritório Modelo PUC/SP - Fa. Saúde Pública USP - Fórum de Mídia Livre - Fórum Centro Vivo FCV – FRINATEC - Gab. Dep. Luiza Erundina - GENS - Educação e Cultura - GPOPAI - USP - Grupo Baixada Santista Pró-Conferência - IBCCRIN - Instituto Alana - Instituto de Cultura Árabe - Instituto Paulo Freire - Intervozes - Juventude do PT - Liga Brasileira de Lésbicas LBL-SP - Marcha Mundial pela Paz e pela Não Violência - Memória Magnética - MMM-Marcha Mundial de Mulheres - Moradia MMLM-FCV - Mopat - Movimento Palestina para Tod@s - Mov. Anistia - Movimento dos Jornalistas de São Paulo Sindicato é Pra Lutar! - Mov. Moradia Flagelados Enchentes de Guaianazes - Mov. Nac. Moradores de Rua - Movimento de Moradia de Sao Paulo e Interior UMM - Newswire Comunicaçao - Núcleo de Cinema e Vídeo COM-Olhar - OBORÉ Projetos Especiais em Comunicações e Artes - Observatório da Mulher - Proj. Cala-boca já morreu - Proj. Catraca Pede Passagem - Proj. O Que Pode ser Diferente Rede Anid Brasil - Sec. Executiva - Revista Viração - Sind. Bancários PS - Sind. Radialistas - Fitert - Sociedade de Desenvolvimento Cultura Ecológica e Social de S. Paulo - Soma Comunicação - Sumaré - int. Sind. Radialista - TV Cidade - TV Comunit. Bauru - União Brasileira de Mulheres UBM-SP - UMC - União de Mulheres de São Paulo UMSP - UNEAFRO - União de Mulheres - União de Mulheres SP - USJT - Vermelho - PML.

Empacotando o Cine Brasília

No dia 08 de outubro, quinta-feira, às 16h, realizaremos (Adeilton Lima, Wellington Abreu, Walter Sarça e Doriva) mais uma ação artística na rua. A propota é empacotar o Cine Brasília com sacos de lixo, numa espécie de abraço. Quem que quiser se somar a nós, é só chegar.


O Cine Brasília é símbolo da cultura brasiliense e mais uma vez será maquiado para receber o Festival de Cinema/2009, enquanto o Secretário de Cultura anuncia que vai antecipar o edital do FAC de 2010, considerando que sequer divulgou os contemplados de 2009 ou zerou os pagamentos dos editais anteriores. Em defesa de nossa cidade e de nossos artistas e devido ao fato de o governo até aqui não ter apresentado sua política cultural para a cidade, voltaremos à rua para mostrar à sociedade que mais uma vez o governo Arruda e o seu Secretário de Cultura, Silvestre Gorgulho, blefam.

PS: Isso não é uma consulta, mas um informe!

· VLADIMIR CARVALHO - CINEASTA

· DÁCIA IBIAPINA - CINEASTA, PROFESSORA (UNB)

· JOÃO ANTONIO - DIRETOR, ATOR E PROFESSOR (UNB)

· HUMBERTO PEDRANCINI - DIRETOR, ATOR E PROFESSOR

· DEP. PAULO TADEU

· DEP. ÉRIKA KOKAY

· DEP. CABO PATRÍCIO

· DEP. CHICO LEITE

· BERÊ BAHIA - PESQUISADORA DE CINEMA

· ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DO CINE BRASÍLIA

· WALTER SARÇA - ATOR

· WELLINGTON ABREU- ATOR

· DORIVAL BRANDÃO - PRODUTOR CULTURAL

· ADEILTON LIMA – ATOR

· LAURA CAVALHEIRO - PRESIDENTE – COOP. BRASILIENSE DE TEATRO

· EDIVALDO DA SILVA - CIA IMAGINÁRIA DE TEATRO

· MÁRCIO MENEZES

· JANETTE DORNELLAS CANTORA, ATRIZ, PROFESSORA DE CANTO

· LOURENÇO

· MARCIUS SIDDARTHA - ATOR.

· NANÁ MARIS - PRODUTORA CULTURAL

· SHEILA CAMPOS

· ROJER GARRIDO DE MADRUGA

· LIANE MARIA MÜHLENBERG PRODUTORA CULTURAL E ESTRATEGISTA FINANCEIRA

· ANDERSON FLORIANO – ATOR

· CLÁUDIA ANDRADE –

· WELDER RODRIGUES –

· DAYSE HANSA - PRODUTORA CULTURAL

· PEDRO LACERDA - CINEASTA - ABCV

· ALEXANDRA CAPONE – PRODUTORA

· DARAÍNA PREGNOLATTO ESPAÇO E MOVIMENTO CRIATIVO

· JULIA GUEDES -ATRIZ, BONEQUEIRA

· FLÁVIO DO CARMO – AMIVER – AMIGO DAS VEREDAS

· CIBELE CORREIA – CINEASTA

· ANGELO MACRIUS – MÚSICO E CINEASTA

· MARÍLIA DE ABREU – ATRIZ

· ADRIANA VASCONCELOS - CINEASTA E ATRIZ

· EVAN DO CARMO – ESCRITOR E JORNALISTA

· NÚBIA SANTANA – CINEASTA

· MARIA CARMEN DE SOUZA – TEATRO GOLDONI

· FRANCIS WILKER - O TEATRO DO CONCRETO E A ORGANIZAÇÃO CULTURAL FILHOS DO BECO

· MARBO

· SHEILA CAMPOS - TRINCHEIRA CIA DE TEATRO

· ADIRLEY QUEIRÓS – CINEASTA

· LEONARDO HERNANDES – ATOR

· ANDRÉA GLÓRIA - PRODUTORA INDEPENDENTE

· JOSÉ REGINO - O CELEIRO DAS ANTAS

· GUTO VISCARDI –

· MUNDIN CIA DE TEATRO

· RENATA CARDOSO – ATRIZ

· JOANA ABREU – ATRIZ

· BEATRIZ SALLES – IDA – UNB

· NINA - ASSOCIAÇÃO CULTURAL MENINO DE CEILÂNDIA

· WALTER CEDRO - MAMULENGO SEM FRONTEIRAS

· ANTONIA VILARINHO - PALHAÇA/ATRIZ

· ENGELS ESPIRITOS – MÚSICO

· PAULA ARAUJO – ASSESSORA PARLAMENTA

· DEUZANI CANDIDO NOLETO – APOSENTADO

· PEDRO RAFAEL M. G. GARCIA – PROFESSOR

· JOSE CESAR SILVA – PROFESSOR

· DARLY DALVA SILVA MAXIMO – PSICOLOGA

· LIDUINA GRANGEIRO SANTOS – APOSENTADA

· ISMAEL DE OLIVEIRA CAITANO – PREFEITO REGIONAL DA CIDADE ESTRUTURAL

· HÉLIO ROSA DOS PASSOS – PRESIDENTE DA VILA VIVA

· NAIDE CHAMONE – PRESIDENTE DA AGENDA 21

· LUIZ CARLOS V. SILVA - CONSELHO COMUNITÁRIO DA ASA SUL

. MATEUS GUIMARÃES - CUCA DA UNE/DF

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

IV ENCONTRO NACIONAL DE CINEMA DOS SERTÕES

Os primeiros Encontros de Cinema dos Sertões teve seu ponto inicial nas mostras promovidas durante as oficinas de audiovisual realizadas em cidades do interior do estado do Piauí, entre setembro 2006 e dezembro de 2008, nas cidades de Redenção do Gurgueia/PI, Picos/PI e São Raimundo Nonato/PI, oferecidas para comunidade em geral e participantes de Pontos de Cultura, programa implantado em 2004 pela Secretaria de Cidadania Cultural - SCC, para fomentar e difundir a cultura brasileira.

O entusiasmo da comunidade artística e dos moradores fez com que todos se engajassem num movimento com o objetivo de transformar a iniciativa num evento de caráter oficial. Foi assim que o ESCALET Produções Cinematográficas saiu em defesa dessa idéia e a tornou uma realidade.

A realização do 4º Encontro Nacional de Cinema dos Sertões vem fortalecer o trabalho desenvolvido pelos profissionais da área, projetando principalmente as produções produzidas a partir de projetos sociais e Pontos de Cultura. Em sua programação haverá atividades diversificadas, desde a exibição de longa e curta-metragem ficção e documentário, oficinas, palestras e workshop.

O encontro acontecerá entre os dias 01 a 12 de dezembro de 2009 e terá Floriano/PI como cidade sede do evento, dando oportunidade a mais oitenta Pontos de Cultura do Brasil exibirem suas produções, o público estimado é de vinte mil espectadores, entre comunidade e artistas. O Encontro abre novas portas para o cinema brasileiro, tornando-se definitivamente o maior Encontro de Cinema para artistas veteranos e principalmente os estreantes.

O evento, em sua quarta edição, conta com o apoio da PETROBRAS, Ministério da Cultura e Governos Estadual e Federal. Como realizadores o Pontão de Cultura “Cultura Viva ao Alcance de Todos” e Escalet Produções Cinematográficas. Regulamento

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

II Congresso de Cultura Iberoamericana

A solenidade de abertura do II Congresso Iberoamericano de cultura contou com a Orquestra Sinfônica de Heliópolis, da cidade de São Paulo e o cantor João Bosco. Autoridades de todos os países da América Latina e da Península Ibérica participam do evento, além de cem pontos de cultura de todo Brasil. A abertura homenageou o dramaturgo Augusto Boal.

A mesa redonda foi uma troca de experiência entre gestores públicos de países iberoamericanos. Fizeram parte da mesa, Juca Ferreira, ministro da cultura do Brasil, Ticio Escobar, ministro da cultura do Paraguai, Jorge Coscia, secretário da secretaria da cultura da presidência da Nação Argentina e Enrique Iglesias, secretário geral da SEGIB (Secretaria General Iberoamericana), realizadora do evento, em parceria com o SESC São Paulo. A mesa foi presidida pela ministra da cultura da Espanha, Ángeles González.


O secretário Enrique Iglesias destacou a importância do debate acerca de todas as dimensões da cultura e o sentido de integração que o evento revela entre os países iberoamericanos.

Já o ministro da cultura do paraguai destacou a questão do projeto político como uma dimensão fundamental para o fortalecimento da cultura. "O destino da cultura do nosso povo depende do projeto politico", declarou Tiscio Escobar, ministro paraguaio

O slogan dos neoliberais que estiveram a frente do ministério da cultura até 2001 era "Cultura, um grande negócio". Diante desse olhar ultrapassado, o ministro Juca Ferreira realçou a mudança de paradigma na construção das políticas públicas para a cultura, com destaque para o que ele considera mais vitorioso, que é o programa Pontos de Cultura. Na opinião de Juca Ferreira, o programa traduz uma auto crítica do estado em relação ao potencial do povo brasileiro Ao discorrer sobre a política, o ministro falou da posição do Brasil diante da atual crise financeira mundial. Segundo ele, a linha que norteou as políticas públicas do Brasil nos últimos anos, como a que potencializa a capacidade de produção da cultura, contribuiu para que o Brasil assumisse uma posição alternativa ante a crise mas, destacou o viés conservador ainda presente na equipe econômica do governo, o que impede determinados avanços. Em cllima de muita amizade, Juca disse que esses economistas são como os zagueiros argentinos quando jogam contra nossa seleção, e foi muito aplaudido.