segunda-feira, 10 de maio de 2010

Rio Unido dia 17

O coletivo Rio Unido, um grupo de artistas e produtores culturais voluntários que se articularam pela internet a fim de realizar eventos para arrecadar doações em função das chuvas no estado, realizará dia 17 de maio mais um evento, o terceiro do seu calendário. O evento acontece na chopperia Buxixo, na Tijuca, e contará com a presença de Ana Élle, Glaucia Chris, Bleffe, Turbilhão Carioca e Farofa Carioca.


Rio Unido em Niterói

A praça da Cantareira, tradicional ponto de encontro de jovens e universitários de Niterói, contou nesta última quinta-feira (6) com uma presença especial: os jovens cariocas da Orquestra Voadora se apresentaram pela primeira vez na cidade, recebendo doações para os desabrigados pela chuva.

Este foi o segundo evento organizado pelo coletivo Rio Unido. Com um público em torno de 400 pessoas, a atividade contou também com o apoio do DCE Fernando Santa Cruz e o Centro Universitário de Cultura e Arte, CUCA da UFF.

As roupas, alimentos e material de higiene recebidos foram entregues ao Comitê de Mobilização das Favelas de Niterói, organização dos próprios moradores atingidos pelas chuvas e voluntários, que tem se encarregado da arrecadação e distribuição dos donativos.

Acompanhe as atividades do Rio Unido no twitter: www.twitter.com/riounido

Mais informações, acesse http://riounido.wordpress.como

Confira a programação completa

Palco principal Júlio Prestes
Buena Vista Social Club
A banda Los Sebozos Postizos saiu da programação oficial, dando lugar para Instituto e Z’África Brasil.

18h00 Barbarito Torres e Ignacio Mazacote (Cuba)
21h00 Zélia Duncan
00h00 Céu
03h00 Living Colour (Eua)
06h00 Instituto & Z’africa Brasil
09h00 Palavra Cantada
12h00 Toquinho
15h00 ABBA – the Show (Suécia -Inglaterra)
18h00 Cantoria – Elomar, Xangai, Vital Farias e Geraldo Azevedo

domingo, 9 de maio de 2010

Manifesto pela Cultura Viva

Nós, cidadãos brasileiros, reconhecendo que a cultura de um povo é capaz de determinar o seu destino, convocamos a todos que se preocupam com a cultura brasileira a apoiar este manifesto. Sabemos que sua produção artística, a diversidade de sua expressão simbólica, suas relações sociais e seu imaginário são capazes de fecundar utopias e ampliar as possibilidades de atuação política deste povo. Tudo isso amplia sua capacidade de intervir e transformar sua realidade social, contribuindo para a construção de um país mais justo, mais humano e mais feliz.

Nossa cultura, gestada e enraizada nas entranhas do Brasil, é pulsante, criativa e forte. Queremos garantir esta Cultura Viva! Queremos continuar a “desesconder” o Brasil, reconhecendo e reverenciando a cultura de um povo capaz de assumir sua história e construir no presente, o futuro desejado. Queremos garantir a expressão da pluralidade brasileira, esta revolução silenciosa que fazemos, trazendo os atores de baixo para cima, na construção de uma memória presente, através das novas possibilidades de difusão e acesso à cultura.

É preciso reconhecer nossa latente criatividade e afirmar que nós, atores sociais, produzimos cultura e, portanto, fazemos a nossa história. Nesse sentido, os Pontos de Cultura cumprem um importante papel no confronto aos padrões produtivos hegemônicos, intervindo na democratização dos meios de produção e acesso à cultura, valorizando as demandas produtivas de parcelas da população que anteriormente foram alijadas do acesso ao recurso público, não sendo reconhecidas em seus direitos e possibilidades históricas. Incentiva a preservação e promove a diversidade cultural brasileira, contemplando manifestações culturais de todo o país, reconhecendo a cultura em toda a sua complexidade, desde as que ocorrem nas grandes cidades, em favelas e periferias, às que se encontram em pequenos municípios, ou em aldeias indígenas, assentamentos rurais, comunidades quilombolas e universidades. Sempre preservando a autonomia, visando o exercício máximo da potência de cada sujeito envolvido e reconhecendo os Pontos como protagonistas da sua realidade.

Por isso, estamos propondo a criação de uma Lei que garanta os princípios desta Cultura Viva e a torne uma política de Estado. Queremos a Lei Cultura Viva!

Acreditamos que os Pontos de Cultura, ao incorporarem novos atores – que reconhecidamente despertam para um novo formato de execução e disseminação de sua produção cultural – criam possibilidades históricas que aproximam esses atores sociais da dinâmica do Estado. Isso porque são eles que iniciam todas as cadeias produtivas da cultura – onde o acesso às tecnologias produtivas, é condição essencial para a participação no processo de formulação de políticas públicas plurais e afirmativas. A lei Cultura Viva visa garantir uma produção cultural criativa, que se realize de baixo para cima, potencializando desejos e criando situações de encantamento social, por meio dos Pontos de Cultura.

Defendemos a inclusão da cultura no capítulo dos direitos sociais da constituição brasileira, a implantação do sistema nacional de cultura, a ampliação e democratização do financiamento público para a atividade cultural.

Reforçamos a campanha pela Lei Cultura Viva, garantindo de maneira democrática e participativa que o reconhecimento e o apoio aos Pontos de Cultura se transformem em uma política de Estado!

Cultura como direito de cidadania e dever do Estado!

Cidadania Cultural como direito de todos!

Vamos todos juntos, unidos, abraçar esta causa!


Clique aqui para assinar o manifesto

quinta-feira, 6 de maio de 2010

9ª Mostra de cinema Infantil

Florianópólis - Mostra de Cinema Infantil prorroga inscrições para 3º Pitching

Inscrições para o pitching foram ampliadas até o dia 10 de maio, quando será divulgada também a relação de filmes selecionados para a mostra competitiva

Estão prorrogadas até 10 de maio as inscrições para o 3º Pitching da 9ª Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis. Na mesma data, serão divulgados os filmes selecionados para a Mostra Competitiva deste ano. O projeto vencedor do pitching participará do fórum de financiamento de coproduções no BUFF (Festival de Cinema para Crianças e Jovens de Malmö), na Suécia, em março de 2011. Para o pitching, serão selecionadas seis propostas de longa-metragem, com temática infanto-juvenil.

Já estão confirmadas as presenças de Annette Brejner, diretora do Fórum de Financiamento do BUFF, e do produtor Lennart Strom, ex-diretor geral do BUFF por 25 anos. Anualmente, a Mostra tem recebido o apoio da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura com o custeio da passagem internacional. A defesa e as entrevistas individuais com os produtores ocorrem no domingo, 27 de junho. Interessados podem acessar o regulamento em www.mostradecinemainfantil.com.br.


SELECIONADOS

No dia 10 também será divulgado no site da mostra os filmes selecionados para a edição deste ano. Estão concorrendo 146 curtas, um número 25% maior que em 2009, quando foram inscritos 116 títulos.

A premiação em 2010 foi ampliada através de uma parceria com a TV Brasil. São quatro prêmios de aquisição no valor de R$ 5.000,00, cada um, para Melhor Ficção e Melhor Animação, que serão escolhidos por um júri formado por profissionais de cinema e de educação, Melhor Filme Júri Popular, com votação do público, e Prêmio Especial, que será indicado por um júri formado por crianças. A Mostra ocorre em Florianópolis, Santa Catarina, de 19 de junho a 4 de julho de 2010.

CONTATO
Luiza Lins
Diretora da Mostra
luizalins@mostradecinemainfantil.com.br
(48) 3232-5996, 9980-6908

Fifo Lima
Assessoria de Imprensa
imprensa@mostradecinemainfantil.com.br
(48) 4141-2116, 9146-0251

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Em Campina Grande

O CUCA Campina Grande convida para um evento que será realizado no próximo dia 07/05. A iniciativa é uma parceiria entre o CUCA-PB e a NATURA como parte integrante do Projeto "Na Area" (NATURA), e vai levar para a faculdade de Comunicação Social na Universidade Estadual da Paraíba a Banda Cidadão Instigado e o Edgard Scandurra (ex-guitarista da Banda IRA!).

Rock, pop, progressivo, eletrônico, cult e brega, mistura de estilos quando sobem ao palco 2 dos mais conceituados e originais guitarristas do Brasil: Edgard Scandurra e Fernando Catatau. Cidadão Instigado é rock original, banda onde Catatau mistura influências diversas do brega ao psicodélico. Ele é requisitado por vários artistas da nova MPB por criar timbre único com acordes distorcidos, sua marca registrada. Saiu do Ceará e ganhou o mundo, é produtor do recente CD de Arnaldo Antunes e lançou em ago/09 seu novo e aclamado CD “Uhuuu!”.


Benzina é o trabalho de Scandurra, onde a batida orgânica da bateria é acompanhada de beats digitais e o som da guitarra se mistura aos efeitos eletrônicos num livre trânsito entre o rock e a e-music. Com a banda Ira!, Scandurra virou referência de rock brasileiro, em 2008 foi eleito na revista Rolling Stone um dos 100 maiores artistas da música brasileira de todos os tempos.

Tambem ocorrerá no Auditório do Departamento de Arte e Mídia na UFCG, apartir das 14:00h do dia 07 uma palestra com o Edgard Scandurra e com o Catatau (Cidadão Instigado) sobre Mercado Cultural Independente.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Censo Nacional das Bibliotecas

biblioteca recém inaugurada em Manguinhos RJ
O 1º Censo Nacional das Bibliotecas Públicas Municipais mostra que, em 2009, 79% dos municípios brasileiros possuíam ao menos uma biblioteca aberta, o que corresponde a 4.763 bibliotecas em 4.413 municípios. Em 13% dos casos, as BPMs ainda estão em fase de implantação ou reabertura e em 8% estão fechadas, extintas ou nunca existiram. Considerando aquelas que estão em funcionamento, são 2,67 bibliotecas por 100 mil habitantes no país.

O levantamento aponta que as BPMs emprestam 296 livros por mês e têm acervo entre dois mil e cinco mil volumes (35%). Quase a metade possui computador com acesso à Internet (45%), mas somente 29% oferecem este serviço para o público. Os usuários frequentam o local quase duas vezes por semana e utilizam o equipamento preferencialmente para pesquisas escolares (65%). Quase todas as bibliotecas funcionam de dia, de segunda à sexta (99%), algumas aos sábados (12%), poucas aos domingos (1%). No período noturno, somente 24% estão abertas aos usuários. A maioria dos dirigentes das BPMs são mulheres (84%) e tem nível superior (57%).

Foram pesquisados todos os 5.565 municípios brasileiros. Em 4.905 municípios foram realizadas visitas in loco para a investigação sobre a existência e condições de funcionamento de BPMs, no período de setembro a novembro de 2009. Os 660 municípios restantes - identificados sem bibliotecas entre 2007 e 2008 pelo Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas e atendidos pelo Programa Mais Cultura com a instalação de BPMs - foram pesquisados por contato telefônico, até janeiro deste ano.

O Censo Nacional tem por objetivo subsidiar o aperfeiçoamento de políticas públicas em todas as esferas de governo – federal, estadual e municipal – voltadas à melhoria e valorização das bibliotecas públicas brasileiras. Segundo o levantamento, em 420 municípios as BPMs foram extintas, fechadas ou nunca existiram. O MinC - por meio da Fundação Biblioteca Nacional, com recursos do Programa Mais Cultura - em parceira com as prefeituras municipais, promoverá a implantação ou reinstalação dessas bibliotecas, com a distribuição de kits com acervo de dois mil livros, mobiliário e equipamentos, no valor de R$ 50 mil/cada, totalizando R$ 21 milhões. As BPMs receberão, ainda, Telecentros Comunitários do Ministério das Comunicações.

Região Sul tem mais bibliotecas por 100 mil habitantes

O Sul é a região brasileira com mais bibliotecas por 100 mil habitantes (4,06), seguida do Centro-Oeste (2,93), Nordeste (2,23), Sudeste (2,12) e Norte (2,01). Tocantins (7,7 por 100 mil) é a unidade da federação com melhor índice, bem à frente das demais: Santa Catarina (4,5), Minas Gerais (4,1) e Rio Grande do Sul (4,0). Entre os piores índices estão Amazonas (0,70), Distrito Federal (0,76), Rio de Janeiro (0,86), Acre (1,44), Pará (1,60) e São Paulo (1,62).

Já o município brasileiro com maior número de bibliotecas neste quesito é Barueri, em São Paulo (4,07 por 100 mil habitantes), seguido por Curitiba (2,97) e Santa Rita, na Paraíba (2,36). Entre os piores índices estão Fortaleza (0,03), Manaus (0,05) e Salvador (0,06).

Segundo a pesquisa, a região Sudeste é a que possui mais municípios com bibliotecas abertas (92%), seguida do Sul (89%), Centro-Oeste (81%), Norte (66%) e Nordeste (64%). O Distrito Federal, com apenas uma cidade, Brasília, é a unidade da Federação que tem mais localidades com bibliotecas (100%), seguida pelo Espírito Santo (97%) e Santa Catarina (94%). O Piauí (34%) e o Amazonas (37%) têm os menores percentuais.

O Nordeste do país é a região que receberá mais kits do Governo Federal para a implantação de bibliotecas: 161 municípios, seguida pelo Sudeste (104), Sul (67), Norte (51) e Centro-Oeste (37). As cidades que não receberão kits já estão reabrindo ou implantando suas bibliotecas. Capitais têm índices baixos de bibliotecas por 100 mil habitantes. De uma lista com 263 municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes, as capitais têm índices mais baixos. A exceção é Curitiba (2,97). A segunda melhor no ranking é Palmas (1,06) – mas está em 28º na lista, enquanto a terceira é Brasília (0,76) – 100ª colocação. Todas as demais capitais ficam abaixo desta colocação. A única capital que não possuía BPM aberta na ocasião da pesquisa era João Pessoa. O prédio encontrava-se em reforma e a BPM já havia recebido kit de modernização do Programa Mais Cultura.

Maioria usa BPMs para pesquisa escolar

Em todo o país, os frequentadores das bibliotecas municipais vão aos estabelecimentos para fazer pesquisas escolares (65%), pesquisas em geral (26%) e para o lazer (8%). Os nordestinos e os nortistas registram a maior frequência para pesquisa escolar (75%), enquanto os usuários do Sudeste são os que mais frequentam para o lazer (14%).

Entre os estados em que o uso da biblioteca para pesquisas escolares é maior está o Amapá (91%) Por sua vez, os frequentadores de São Paulo são os que mais vão às bibliotecas para o lazer (22%).

Os assuntos mais pesquisados nas bibliotecas são Geografia e História (82%); Literatura (78%), e obras gerais – enciclopédias e dicionários – (73%). Neste quesito, a resposta era de múltipla escolha e, portanto, a soma é superior a 100%.

Usuário visita biblioteca cerca de duas vezes por semana

Segundo o levantamento, a média de visita ao estabelecimento é de 1,9 vez por semana. Os moradores do Nordeste são os que mais frequentam bibliotecas municipais (2,6 vezes por semana), enquanto a média do Sul e do Sudeste é a mais baixa (1,6 por semana). Norte e Centro-oeste têm frequências de 2 e 1,8 vezes por semana, respectivamente.

Roraima é o destaque, com ida de 4,1 vezes por semana, seguida por Pernambuco (3,7) e do Distrito Federal (3,5). Os piores índices de frequência ocorrem no Acre, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Sergipe (ambos com uma vez por semana).

Origem do acervo da maioria das bibliotecas é doação

O acervo da maioria das bibliotecas é constituído por doação (83%). O Nordeste é a região onde as doações são maiores (90%), seguido pelo Sudeste (85%) e Centro-Oeste (84%). Por outro lado, o Sul tem o maior índice de compra de acervo (28%), seguido pelo Norte (19%).

Na média brasileira, a maior parte das bibliotecas tem acervo entre dois mil e cinco mil volumes (35%). Nas demais faixas: até dois mil volumes (13%), entre cinco mil e dez mil (26%) e mais de dez mil (25%). É no Sudeste que se concentra a maior quantidade de bibliotecas com acervo superior a dez mil volumes (36%). Por outro lado, a maior quantidade de bibliotecas com até dois mil volumes está concentrada no Norte (25%).

Sudeste lidera média de empréstimos de livros

A média nacional de empréstimos domiciliares é de 296/mês. Os moradores do Sudeste são os que mais fazem empréstimos (421/mês), seguidos do Sul (351/mês), Centro-Oeste (157/mês), Nordeste (118/mês) e Norte (90/mês).

Entre os estados, São Paulo faz mais empréstimos (702/mês), seguido do Distrito Federal (559/mês) e Paraná (411/mês). As menores médias ocorrem no Amapá (11,7/mês), Tocantins (43,5/mês) e Maranhão (52/mês).

Menos de 10% das BPMs oferecem serviço para pessoas com deficiência

Apenas 9% das BPMs oferecem serviços para deficientes visuais (audiolivros, livros em Braille etc). No caso dos serviços especializados para surdo-mudos, deficientes mentais ou físicos, o índice cai para 6% das bibliotecas.

Apenas 24% das BPMs funcionam à noite e 1% aos domingos

A grande maioria dos estabelecimentos funciona de dia, de segunda à sexta-feira (99%). Somente 12% abrem aos sábados e 1% aos domingos. O Sudeste é onde existe um percentual maior de bibliotecas que funcionam aos sábados (14%), seguido do Centro-Oeste (13%), Sul (12%), Norte (11%) e Nordeste (6%).
À noite, 24% dos estabelecimentos estão abertos. No Nordeste é onde está a maior parte das bibliotecas que funciona à noite (46%), seguida do Norte (28%), Centro-Oeste (21%), Sul (18%) e Sudeste (12%).

Quase metade das bibliotecas tem acesso à Internet.

A pesquisa da Fundação Getúlio Vargas revelou, também, que 45% das bibliotecas têm computadores com acesso à internet. O Sul concentra o maior percentual de estabelecimentos com acesso à internet (65%), enquanto o Norte tem o menor (20%). No entanto, em apenas 29% das BPMs do país os usuários têm acesso direto à Internet. Mais uma vez o Sul lidera este item (45%), enquanto o Norte tem a menor quantidade (15%).

Maioria das BPMs desenvolve programação cultural

A maioria das BPMs oferecem alguma atividade cultural (56%). Entre os serviços prestados a seus usuários, o mais recorrente é a Hora do Conto – ocasião em são contadas histórias para as crianças e jovens. Este serviço é oferecido em 29% dos estabelecimentos. Já 25% promovem oficinas de leitura e 24% realizam roda de leitura.

Dirigentes das BPMs são mulheres e têm nível superior

O levantamento mostra que 84% dos dirigentes das bibliotecas são mulheres. Em Santa Catarina, Acre e no Rio Grande do Norte o índice chega a 90%, seguidos por Paraná (88%) e Pernambuco (87%). A maioria dos dirigentes tem nível superior (57%). O Acre é onde o grau de instrução é maior (80%) e o Amapá, a menor (27%).

Na média nacional, as BPMs têm 4,2 funcionários – o Nordeste tem o maior índice (5,7), seguido do Norte (4,5), Sudeste (4,1), Centro-Oeste (3,5) e Sul (3,0). O Distrito Federal é a unidade da Federação com a maior quantidade de funcionários (8,1) e Santa Catarina é a que tem a menor (2,4).

domingo, 2 de maio de 2010

Conversa de Cinema

Para inaugurar a nova fase do Cineclube Baixa Augusta, e o seu novo canal de comunicação, foi criado um Blog onde estão divulgadas suas atividades e debatidos os filmes apresentados no espaço do cineclube (e outros espaços também). Posteriormente, serão postadas todas as conclusões e a íntegra do debate para quem quiser se aprofundar nas discussões dos temas tratados. Essa sessão terá o nome de "conversa de cinema".

A retomada desta nova fase será na próxima 2ª feira, dia 3 de maio, às 19h30 com a exibição do filme e debate após a sessão

O Descobrimento do Brasil

Brasil, 1937
Duração 83 min.
Tipo Longa-metragem / P&B
Produtoras Brazilia Filme, Instituto do Cacau da Bahia

Diretor
Humberto Mauro
Roteiristas Affonso de Taunay, Bandeira Durte, Humberto Mauro
Elenco
Álvaro Costa, Manoel Rocha, Alfredo Silva, De Los Rios, Armando Duval, Reginaldo Calmon, João de Deus, João Silva, Artur Castro, J. Silveira, Arthur Oliveira, Hélio
Barroso, Costa Henrique, Humberto Mauro, João Mauro

SINOPSE



Clássico do cinema nacional que narra a chegada do navegador português Pedro Alvares Cabral ao Brasil. Uma das características do filme foi a reconstituição, em tamanho natural, da nau capitânia de Cabral, construída dentro dos estúdios da Cinédia. Já as miniaturas foram feitas por José Queiroz, que anteriormente desenvolveu o mesmo trabalho técnico em ''Bonequinha de Seda''.

Cultura livre e batalha digital

Muito tem se falado ultimamente sobre propriedade intelectual e novas tecnologias. Com as reformas da Lei de Incentivo à Cultura (conhecida como Lei Rouanet) e, principalmente, da Lei do Direito Autoral, o atual modelo de produção e distribuição de bens culturais vem gerando um intenso debate entre órgãos do poder público, sociedade civil organizada e academia.

É neste contexto que se insere o CopyFight, seminário organizado pelo Pontão de Cultura Digital da Escola de Comunicação da UFRJ, realizado dias 28 e 29 de abril. Declarando guerra ao “direito de cópia” (copyright, em inglês), a discussão girou em torno de questões como pirataria, compartilhamento em rede, cultura livre e direitos autorais. As mesas de debates, transmitidas pela Internet, geraram significativa interação pelo twitter entre os participantes presenciais e virtuais, e refletiram a movimentação em torno do tema.


Em uma sociedade regida em grande medida pela informação, o acesso ao conhecimento tornou-se uma questão de mercado, processo que Ivana Bentes, diretora da ECO/UFRJ, chama de “capitalismo cognitivo”. Por outro lado, a descentralização da internet e a propriedade do conhecimento possibilitam a produção e a troca cultural em novos modelos, através da auto-organização em rede.

Os chamados softwares livres possuem códigos abertos, ou seja, a fonte de programação do sistema está disponível para que os usuários possam alterar, incrementar e redistribuir estes programas de acordo com seus usos e preferências. Por sua vez, os softwares proprietários não permitem que o código-fonte seja modificado pela comunidade, dando menores possibilidades de escolha ao usuário, que tem que pagar para ter atualizações em seu sistema.

Os defensores de softwares livres alegam que, além de serem gratuitos, os programas com código aberto são mais funcionais, por estarem em constante desenvolvimento por colaboradores em rede: a
criação de um software livre em rede, como o sistema operacional Linux por exemplo, envolve em torno de 150 mil colaboradores de todo o mundo, e atualmente roda em cerca de 20 milhões de máquinas pelo planeta - entre elas o próprio Google. Para Sergio Amadeu, sociólogo e pesquisador em tecnologia da informação e comunicação, “o compartilhamento do conhecimento é a base da criatividade, a sociedade do conhecimento não depende e nunca dependeu da propriedade".

Porém, mais do que uma questão técnica, o uso de softwares livres é uma opção política. Principal mídia da sociedade em rede, o software é uma interface tecnológica fruto de decisões humanas, e, em uma sociedade regulada por códigos, impõe a ideologia de seus programadores.

Segundo o advogado e professor da UFRJ Pedro Ivo, as novas tecnologias demandam novos modelos de negócio, e temas como a arrecadação de direitos autorais, por exemplo, não devem ser pensados sob modelos tradicionais: “como explicar pra uma pessoa que vive há 30 anos em um modelo de negócio tradicional, que ela pode usar a internet de forma estratégica? ”. Hoje em dia milhares de profissionais que trabalham desenvolvendo plataformas livres, e diversos artistas disponibilizam suas obras na Internet, divulgando seu trabalho e estabelecendo outras trocas financeiras para além do produto em si. Para o músico Jards Macalé, "a ideia é que todos criem, troquem... quem diz quem é ou não é artista?".

Na discussão em torno dos direitos autorais, defende-se a flexibilização da legislação no sentido de reconhecer estas novas dinâmicas possibilitadas pela Internet e as novas tecnologias. Como alega Amadeu, "quando uma prática social como a cópia de produtos culturais é utilizada de maneira intensiva, não é a Lei que está errada?". 

O debate contou também com a presença de um representante do Escritório Central de Arrecadação de Direitos Autorais (ECAD), o principal agente de fiscalização do “uso indevido” de obras "protegidas". Argumentos como "você não gostaria que invadissem a sua casa ou pegassem o seu carro", que criminaliza um jovem que baixa uma música na Internet, por exemplo, foram facilmente questionados quando observado que o acesso à informação também é um direito previsto em Lei.

Sendo assim, a proposta do evento era “hackear o Copyright”, ou seja, saber usar os códigos e a linguagem do modelo tradicional para dialogar sobre novos modelos de negócio. Pedro Ivo exemplifica a questão brincando com termos jurídicos, defendendo o “compartilhamento colaborativo de um determinado produto cultural sob licenças privadas” – ou seja, “piratear”. 

Maior evento de inovação tecnológica e Internet do mundo, o CampusParty lançou este ano um adesivo que reflete bem esta preocupação: "adoraria mudar o mundo, mas não me deram o código fonte".
Por @alinecarvalho