quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Mostra CineBH 2008 - 30 de outubro a 04 de novembro de 2008

O CUSTO DA INDEPENDÊNCIA É A TEMÁTICA DA MOSTRA CINEBH 2008
EM FILMES, HOMENAGEM E REFLEXÃO

A produção independente de cinema no Brasil estará em pauta na perspectiva de mercado e na homenagem à produtora Sara Silveira

A Mostra CineBH 2008, que se consolida no calendário cultural da capital mineira a partir desta sua segunda edição, se propõe este ano o desafio de discutir a produção independente de cinema no Brasil – aquela que, sem contar com o apoio de grandes empresas de distribuição e divulgação, suscita importantes debates e atinge repercussão crítica no Brasil e no exterior, sem contudo chegar a um número expressivo de espectadores no circuito comercial.

Em um país que jamais conseguiu consolidar sua indústria cinematográfica, há um senso mais ou menos comum de que toda a produção é independente. Porém, quando se analisam os filmes brasileiros que chegam efetivamente ao grande público (bem como suas fontes de financiamento e divulgação), vê-se que há claramente uma diferença, de produção e resultados, entre filmes que contam com um aparato financeiro e mercadológico constituído e outros realizados à margem dessa estrutura.

Assim como ocorre em Hollywood, o Brasil também possui suas chamadas majors – os grandes estúdios norte-americanos com sede no Brasil, como Columbia, Fox, Warner, Universal e Buena Vista. Grande parte de nossa produção depende delas e da Globo Filmes, braço cinematográfico do grande conglomerado midiático brasileiro, sem as quais, na concorrência pela ocupação das salas de cinema, estaria sem uma forte rede de divulgação/exibição.

Conseqüentemente, se existem as majors brasileiras (mesmo sendo, no caso dessas distribuidoras-produtoras, de matrizes americanas), existem os que se viabilizam sem essas empresas, os independentes, cujo valor não é medido por quantidade de cabeças, ou de dígitos, mas pela capacidade de ser expressivo no audiovisual contemporâneo, seja pelo tratamento do assunto sobre o qual se debruça, seja por suas opções estéticas formais.

Entre os 25 filmes brasileiros com maior bilheteria nos anos 2000, 21 foram distribuídos pelas majors e apenas um não teve apoio da Globo Filmes– o fenômeno de pirataria Tropa de Elite. Esses 25 filmes representam menos de 8% do total de longas-metragens brasileiros lançados em circuito comercial no mesmo período, mas responderam por quase 70% do público da produção nacional nos últimos oito anos. A má distribuição de renda do país encontra seu correlato no campo dos filmes lançados em salas de exibição.

O cenário é completamente diferente quando levamos em conta alguns dos filmes de maior repercussão em festivais nacionais e internacionais. Se tomarmos como referências filmes como Madame Satã (selecionado para Cannes, Sundance e Toronto), Lavoura Arcaica (premiado em Brasília, Havana e Biarritz), Amarelo Manga (premiado em Berlim, Brasília e Toulouse), Cidade Baixa (premiado em Cannes, Huelva e Miami), O Invasor (premiado em Brasília, Havana e Sundance), O Céu de Suely (selecionado para Veneza) e Cinema, Aspirinas e Urubus (premiado em Cannes), veremos um cenário distinto: distribuidoras nacionais, sem vínculos com emissoras de TV; produções de orçamento mais modesto e realizadas muitas vezes em co-produção com países europeus; e uma média de público no circuito comercial entre 70 e 150 mil espectadores.

“Quando se discute cada vez mais a necessidade de preservação da diversidade cultural, é urgente e fundamental colocarmos em pauta essa produção que se viabiliza sem o apoio das majors e da Globo Filmes. Não para tratá-la como vítima de um mercado que, ademais, não tem dado na maioria das vezes retorno expressivo nem mesmo para aqueles filmes que contam com essa rede de distribuição e divulgação, mas sim para analisar suas particularidades e escolhas, buscando encontrar caminhos pelos quais tal produção possa chegar ao seu público”, afirma Leonardo Mecchi, crítico e curador juntamente com Cléber Eduardo desta edição da Mostra CineBH.

Em torno do conceito central da mostra, O CUSTO DA INDEPENDÊNCIA, estarão em questão pontos nevrálgicos da discussão sobre essa produção independente, como seu enfoque e abrangência. É viável conciliar projetos autorais regidos pelo desejo de expressão com o atual cenário do circuito exibidor, onde mesmo projetos milionários e com forte apoio da mídia não são garantia de sucesso de bilheteria? São questões como essa que pautarão a programação de filmes e debates da Mostra CineBH 2008, que se lança ao desafio de expor as características dessa independência e o espaço cultural ocupado (ou não) por ela, sem com isso se converter em palco de reclamações, mas, ao contrário, procurando esboçar um diagnóstico e ao mesmo tempo proposições para expandir o alcance desses filmes.

“A Mostra CineBH é um novo espaço de formação, reflexão, discussão e exibição do cinema brasileiro em intercâmbio com o mundo com foco no mercado audiovisual. A edição de 2008 pretende gerar uma visibilidade e discussão sobre o contexto da produção e distribuição independente – qual o espaço de exibição do cinema brasileiro no seu país?”, ressalta Raquel Hallak, coordenadora geral do evento e diretora da Universo Produção.

HOMENAGEM A SARA SILVEIRA

Para representar essa produção independente, que busca espaço em meio a um mercado dominado, viabilizando produções de orçamento modesto e apostando no risco e no talento de novos diretores, a Mostra CineBH 2008 escolheu como homenageada desta edição a produtora gaúcha, radicada em São Paulo, Sara Silveira.

“Me sinto honradíssima de ser homenageada pela Mostra CineBH, feita por pessoas que eu tanto prezo. Fico feliz pois é muito difícil se homenagear produtor no Brasil”, declara Sara Silveira. “Produção independente é um ato de heroísmo mesclado com competência, disciplina e muita vontade. Com as leis de incentivo do país, fazer filmes não é tão difícil, mas distribuí-los continua muito complicado. Aí está o problema do cinema brasileiro, aí está o gargalo: entre a produção e a exibição".

Sócia-fundadora da Dezenove Som e Imagens, Sara Silveira tornou-se conhecida justamente a partir de um momento difícil para a produção de cinema – o início dos anos 90 – quando manteve-se fiel a um espírito cinematográfico que, com toda a distância cultural e de contexto, remete ao cineasta americano Samuel Fueller, para quem o cinema é um campo de batalha.

Sara, nesse campo, é uma guerreira. Aliou-se ao segmento mais autoral dessa produção, produzindo jovens realizadores – como Anna Muylaert (Durval Discos) e Marcelo Gomes (Cinema, Aspirinas e Urubus) –, até um realizador experiente, porém de espírito inquieto, como Carlos Reichenbach – opções essas bastante claras de seu gosto pela expressão e não pela expansão.

“Sara Silveira tem como prática associar-se a filmes que ela acredita que precisam existir, independentemente dos resultados que possam vir a ter nas bilheterias, resultados esses que advém de contingências que não dizem respeito exclusivamente aos filmes propriamente ditos, mas à estrutura na qual estão inseridos”, analisa Cléber Eduardo.

Formada em Ciências Jurídicas e Sociais, Sara Silveira iniciou-se no cinema como assistente de produção em Nasce Uma Mulher (1982), de Roberto Santos, função que exerceu também em filmes como Além da Paixão (1984), de Bruno Barreto, Filme Demência (1985), de Carlos Reichenbach, e O País dos Tenentes (1986), de João Batista de Andrade. Passou depois pelas funções de diretora de produção e produtora executiva, até fundar em 1991, juntamente com o cineasta Carlos Reichenbach, a Dezenove Som e Imagens.

Foi através da Dezenove que Sara Silveira produziu alguns dos mais importantes filmes brasileiros dos últimos 20 anos, como Cinema, Aspirinas e Urubus, de Marcelo Gomes, Durval Discos, de Anna Muylaert, Bicho de Sete Cabeças, de Laís Bodanzky, Ação Entre Amigos, de Beto Brant, além dos filmes de seu sócio e parceiro, Carlos Reichenbach, como Alma Corsária, Bens Confiscados e Falsa Loura.

Suas produções têm ótima repercussão junto à crítica e em festivais nacionais e internacionais – já tendo sido selecionados ou premiados em festivais como Cannes, Veneza, Rotterdam, Sundance, Locarno, Trieste, Biarritz, Montreal, Toronto, Mar del Plata, Guadalajara, San Sebastian, Havana, Brasília e Gramado – embora dificilmente alcance resultados expressivos nas bilheterias.

Sara Silveira também se destaca por apostar no lançamento de novos cineastas, tendo produzido os longas de estréia de Marcelo Gomes, Anna Muylaert e Laís Bodanzky. Suas próximas apostas são Esmir Filho, Juliana Rojas e Marco Dutra, diretores já veteranos no Festival de Cannes com seus curtas e que terão suas estréias em longa-metragem produzidas pela Dezenove.

Além de sua participação em debates do 2º Seminário do Cinema Brasileiro: perspectivas de mercado e linguagens, onde compartilhará suas experiências e aprendizados em mais de 20 anos de produção, serão exibidas algumas amostras de seus trabalhos, como Alma Corsária e Durval Discos, além de uma sessão de curtas-metragens produzidos por ela, símbolo de sua aposta em jovens realizadores.

“Esses dois títulos foram escolhidos por simbolizarem, na filmografia da Sara, duas faces de uma mesma aposta autoral como produtora. Alma Corsária é uma produção de um cineasta já experiente, Carlos Reichenbach, que acabou tornando-se seu principal parceiro, enquanto Durval Discos é uma aposta em uma nova realizadora, Anna Muylaert, que possui um universo muito particular, característica comum aos diretores com quem ela trabalha”, explica Cléber Eduardo.

A Mostra CineBH 2008 acontecerá entre os dias 30 de outubro e 04 de novembro na Vila do Cinema, a ser erguida em Santa Tereza, tradicional bairro da capital mineira. A Vila é composta pelo Cine-Praça (espaço para mais de 1.000 espectadores), Cine-Tenda (com 400 lugares), e o precioso Cine Santa Tereza (com uma platéia de 500 lugares), prédio arquitetônico e urbanístico expressivo da história cultural e do cinema em Belo Horizonte, fundado em 1944 e desativado desde 1980, que ressurge mais uma vez como protagonista da Mostra CineBH.

A Mostra CineBH é novo esforço da Universo Produção em ajudar a conhecer, compreender e difundir o cinema nacional – a exemplo do que já faz, de forma diferenciada e complementar, nas edições anuais da Mostra de Cinema de Tiradentes [centrada na produção contemporânea, em janeiro] e na CineOP [que difunde o audiovisual como patrimônio, em junho, em Ouro Preto.

Entre 30 de outubro e 4 de novembro serão exibidos 68 filmes em 37 sessões gratuitas e abertas ao público. O roteiro de atividades pode ser acessado pelo site oficial do evento: www.cinebh.com.br. Mais informações pelo telefone (31) 3282-2366.

Mostra CineBH 2008

30 de outubro a 04 de novembro de 2008

Idealização e realização: Universo Produção
Promoção: Prefeitura de Belo Horizonte
Parceria: APPA – Associação Pró-Cultura do Palácio das Artes
Patrocínio: Oi, Petrobras, BNDES
Incentivo: Lei Federal de Incentivo à Cultura

Assessoria de Imprensa - e-mail: imprensa@universoproducao.com.br
Sinal de Fumaça – A comunicação original Telefone: (31) 3264-4404
Sérgio Stockler (31) 9143-1001 e Ariane Lemos (31) 9751-0445
Ana d’Angelo – (11) 8215.7359 anadangelo@universoproducao.com.br

Festival de Tecnologias Sociais e Economia Solidária - dias 23 e 24 de outubro

O Núcleo de Solidariedade Técnica (SOLTEC) da Universidade Federal doRio de Janeiro realizará o Io Festival de Tecnologias Sociais eEconomia Solidária. O evento acontecerá nos dias 23 e 24 de outubro eacontecerá no Centro de Tecnologia da UFRJ, Cidade Universitária, nocampus do Fundão.

O objetivo do Festival é promover o intercâmbio entre a academia, osmovimentos sociais, os empreendimentos de Economia Solidária e osprodutores de Tecnologias Sociais. O Festival será dividido em trêspartes: Trocas de Conhecimento, Trocas de Cultura e Mostra deProdutos, Serviços e Organizações.

Toda a programação do Festival é gratuita e aberta ao público. Maioresinformações no endereço www.soltecfestival.poli.ufrj.br ou através doe-mail festivalecosol2008@gmail.com.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Caravana segue a Bienal da UNE

Já foi dada a largada para o recolhimento de projetos, trabalhos e materiais para a VI Bienal de Arte, Ciência e Cultura da UNE, que será realizada entre os dias 21 e 26 de Janeiro de 2006.
.
O Instituto CUCA da UNE está catalizando a coleta e reunindo videos e projetos que poderão ser exibidos e apresentados durante os dias de evento. A Bienal é o maior evento cultural estudantil da América Latina, cujo tema em sua sexta edição será Raízes do Brasil.
.
Os projetos podem ser entregues nas Unversidades durante a passagem da Caravana da UNE. A responsável pelo recebimento é a coordenadora de comunicação do CUCA, que acompanha a Caravana desde o estado do Piauí. De lá pra cá, inúmero trabalhos já foram recolhidos e a expectativa da coordenação do evento é receber cada vez mais.
.
"Estamos passando sala de aula, em departamentos de cursos de arte, TVs Universitárias, Pontos de Cultura e cineclubes e acredito que com as mobilizações do movimento estudantil para o Conselho Nacional de Encontros de Base (CONEB da UNE) e para as iscrições para a Bienal que estão rolando por todo o país, vamos ter, nessa grande festa de são salvador, muitas produções pra colocar-mos pra circular pela rede cultural que o CUCA vem articulando antes e também nessa caravana, conclui Alessandra Stropp.
.
Você, estudantes ou Ponto de Cultura que que se interessa e já desenvolveu um projeto cientifico ou artístico, tem videos e gostaria de apresentar sua produção para milhares de estudantes durante a Bienal, confira em Roteiro e Programação Local a data em que a Caravana estará em seu estado e entregue seu projeto na Tenda da Caravana, sempre montada na Universidade, onde a Caravana realiza suas atividades.
.
As inscrições para o evento também já estão disponíveis no site http://www.une.org.br/
.
Para mais informações sobre a VI Bienal de Arte, Cultura e Ciência acesse também o Blog do CUCA, www.cucadaune.org/blog e veja o que a Equipe de Salvador está preparando pra janeiro do próximo ano.
.
Escreva para a bienal: bienal2009@gmail.com e participe de seu forum virtual.
.
Fonte: Caravana da UNE

SEMINÁRIO: Um Novo Caminho para Salvador "Juventude, Gênero e Raça"

Acontece nesta sexta-feira (23/10), às 17h, na Senzala do Barro Preto - Curuzu (sede do Ilê Aiyê), Salvador-BA, o Seminário: Um Novo Caminho para Salvador "Juventude, Gênero e Raça". O evento irá reunir jovens oriundos de diferentes setores e lideranças sociais (núcleos universitários, grupos culturais, quilombos educacionais, organizações e rádios comunitárias, movimento hip-hop, articulação de mulheres negras, glbt e etc...).
.
O objetivo é possibilitar um espaço de dialogo e reflexão entre os diversos grupos de jovens em torno do tema geral proposto "Um Novo Caminho para Salvador "Juventude, Gênero e Raça", levando-as ao desenvolvimento do senso critico, a capacidade análise, fazerem uso da articulação como estratégia viável para busca de soluções coletivas e em rede através da pratica da autonomia juvenil.
.
Palestrantes:
- Ângela Guimarães – UNEGRO
- Elder Costa – Fórum Nacional de Juventude Negra
- Tricia Lima– Núcleo de Estudantes Negras e Negros da UFBA – NENU
- Paulo Rogério – Instituto de Mídia Étnica
- Deise Queiroz – Coletivo de Entidades Negras - CEN
- Anderson – Programa Jovens Baianos – SEDES
- Luiza Passos – CEAFRO
- Mediador: Ademario Costa
.
Confraternização entre a juventude com, intervenções de Poesia, Teatro e Baile Black com: Dj Bandido, Dj Branco e Samba de Cozinha.
.
ENTRADA FRANCA !!!
.
Contatos: Dj Branco - (71) 9151-0631 E-mail: cmahiphop@yahoo.com.br
Marcelo Somdipret@ - (71) 8784-3227 E-mail: marcelowoork@hotmail.com

NÓIA divulga selecionados para mostras competitivas

Clique sobre a imagem para ampliá-la
Acesse: www.festivalnoia.com

André Gomes: Pintar a universidade de periferia por Especial Hip-Hop*

Já faz uma cota que to prá escrever este artigo, desisti algumas vezes devido algumas adversidades, mas como pra nós, tudo é com muita luta, superamos as dificuldades e cá estamos, como dizia o finado e saudoso Wellington Alemão indo pras cabeças.

Começo lembrando um diálogo que tive com Paulinho Loco em dezembro do ano passado, nos bastidores do grito da consciência negra, atividade que já realizamos pelo segundo ano consecutivo e em breve vamos inclui-lá no calendário oficial do município, o projeto já está tramitando na Câmara municipal de Marília.

Mas a idéia aqui não é falar deste evento, por isso vamos retornar ao diálogo com o Paulinho.

- E ai André, como é que tá muleque monstro!?- Firmão Paulinho, sempre na correria mano, trampando igual loco. Mas que nada, assim que é bom não é não parceiro? Ficar moscando é que não vira.- Isso mesmo, ai, fala lá praquele gordão (Aliado G), que se ele não vim na minha formatura o barato vai ficar loco.

Eu já ia perguntar como estava a faculdade, mas o maluco se adiantou.- Vixe mano to no segundo ano do baguio, Paulinho psicótico, vai virar Paulinho psicólogo.- Ó irmão, mó alegria, tinha certeza que você ia comandar guerreiro.- É, mas o barato tá loco mano, to sem grana pra fazer a matricula, mas que nada, vou fazer uns corre ai, negociar com os caras lá e vou estudar de qualquer jeito.- Isso mesmo mano, é nóis na universidade guerreiro, eu, o Thiago, o Luciano e uma pá de guerreiro e guerreira da quebrada estão prestando o vestibular, a Luciana hippie já ta lá na Fatec, o Markito na Unesp, vai vendo ó truta.- Mó satisfação André, vamos curtir esse evento ai que os manos da capoeira já estão organizando a roda ali na rua.

Logo o Paulinho Loco mano, teve uma pá de gente que não acreditou, nós acreditamos sempre e continuamos acreditando, logo ele vira o psicólogo da quebrada.

O resultado do vestibular da Unesp saiu agora em fevereiro, fiquei muito feliz em ter passado e tenho certeza que vou viver intensamente a universidade e o que adquirir por lá estará a serviço da luta do povo da periferia.

O Thiagão não passou, mas o moleque é novo e tem bastante tempo ainda, ano que vem ele passa, o Luciano tragédia também não passou e esse fato me desmotivou inclusive a escrever este artigo.

Não porque tenha sido uma derrota, até porque o maluco se dedica igual loco a militância e nem estudou o tanto que poderia, mas alguns dias depois chega a notícia, segunda chamada do prouni, ó o guerreiro lá na Unimar fazendo comunicação social.

Há dois anos atrás, intensificamos o debate sobre o acesso a universidade, por enquanto só da Nação Hip-Hop já são quatro lá, sendo que três deles na universidade pública.

Podemos não ser modelo de organização e ter nossas inúmeras dificuldades, mas nossa participação tem contribuído para politizar e potencializar o movimento Hip-Hop local, nunca querendo descaracterizá-lo e sim sempre reforçando seu caráter revolucionário.

Precisamos insistir neste debate e sempre divulgar seus resultados, cada um de nós que entra na universidade é um guerreiro armado de idéias a mais pra somar na nossa luta.

Vamos pintar a universidade de periferia e pintar a periferia de sociólogos, psicólogos, publicitários, jornalistas, engenheiros, etc.

A luta pelo acesso a universidade é uma luta também do hip-hop, afinal somos nós os principais interessados em que elas sejam acessíveis.

André Gomes, estudante de graduação em ciências sociais na Unesp/Marília e dirigente nacional da Nação Hip-Hop Brasil.
.

Direitos Humanos: da violência estrutural à violência institucional

Clique sobre a imagem para ampliá-la
29 de outubro
Horário: 19h às 21h
Local: Centro Cultural João XXIII (r. Bambina, nº 115 - Botafogo. Estacionamento no local)
.
Proposta: No dia 10 de dezembro deste ano a Declaração Universal dos Direitos Humanos completa 60 anos. O Artigo I da Declaração Universal reza que todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos, sendo todos dotados de razão e consciência e devendo agir em relação uns para com os outros com espírito de fraternidade.
.
Sabemos que muita coisa mudou no mundo desde que a Organização das Nações Unidas promulgou essa Declaração e, no entanto, vemos que muita coisa ainda precisa ser modificada, para que aquilo que esta Declaração chamou de direitos inalienáveis da pessoa humana possa, de fato, assegurar o mínimo de dignidade às pessoas.
.
Por isso, cada vez mais cresce a importância de abrir debates sobre esses Direitos ainda mais quando se vê, a cada dia que passa, a crescente e injusta distância entre riqueza e pobreza que acaba colaborando com a onda de violência e criminalidade, visíveis em nossa cidade, em nosso país e no mundo. Uma violência que passa da estratificação social para a institucional, fazendo vítimas inocentes, e estimulando posturas geradoras de mais violência entre as pessoas.
.
Ligados à grande preocupação da Igreja sobre a questão da violência, apresentada pela CNBB, que aponta para 2009 o tema da Segurança Pública para ser trabalhado na Campanha da Fraternidade, e acreditando que não se combate a violência com mais violência, mas com justiça e respeito aos direitos humanos, o Centro Loyola está promovendo o Evento: Direitos Humanos – da violência estrutural à violência Institucional.
.
Exibição do DVD - documentário "Marco Universal". Filme: "Jonas, só mais um", de Jeferson De
.
Moderador Pe. Martinho Lenz, SJ - - Secretário Executivo da Conferência dos Provinciais da América Latina - CPAL
.
Palestrantes:
Dr. Joaquim Domingos - Juiz de Direito
Prof. Alexandre Mendes - Mestrando em Teoria do Estado e DIreito Constitucional e Membro do Observatório de Controle Social e Sistema Punitivo - Núcleo de Direitos Humanos/PUC-Rio
.
Entrada franca
.
Mais informações: www.puc-rio.br/centroloyola

3ª MOSTRA DE CINEMA DE ITABIRA - Pedra que Brilha

Temos a grata satisfação de informar que "MALABARES", de Maithê Lorena e Secy Jannuzzi, foi selecionado para a "3ª MOSTRA DE CINEMA DE ITABIRA - Pedra que Brilha", evento cuja grade de programação trás a Itabira filmes selecionados após longa e criteriosa escolha entre 200 produções inscritas e sugeridas, das mais diversas partes do país.
.
Como parte da agenda cultural, acontecerão debates no Espaço Cinemax e oficinas de "Cinema Digital" e "Vídeopoesia", no Museu de Itabira, que tem por objetivo despertar no participante a aptidão para a produção cinematográfica, além de aprofundar técnicas já praticadas por profissionais do ramo.
.
Além destas atividades, serão exibidos filmes no Espaço Cinemax durante a manhã e tarde. À noite, exibições de filmes e shows musicais no Centro de Eventos do Colégio Nossa Senhora das Dores. Tudo sobre a Mostra pode ser consultado no site http://www.pedraquebrilha.com.br/.
.
A 3ª Mostra de Cinema de Itabira pretende superar as edições anteriores em número de participação popular e em qualidade de atividades oferecidas. Em 2007, mais de 10 mil pessoas participaram das exibições, shows, oficinas, palestras e debates.
.
Convidamos a todos para assistir a exibição de nosso curta, no Centro de Eventos do Colégio Nossa Senhora das Dores, às 19:30 horas de 22 de outubro (4ª feira), em Itabira-MG. Em seguida será apresentado um longa-metragem e logo após, um magnífico show cuja banda promete levar o melhor do blues, influenciado pelo rock and roll e o jazz.
.

Antonio Sergio Martins de Oliveira
Jannuzzi Martins Produções
Av Sernambetiba n° 6600 / 206, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, RJ, CEP 22795-006
Tel/fax: 55 21 24336144
Celular: 55 21 96211529