quinta-feira, 24 de março de 2011

Eleito o Conselho Consultivo

Frente Parlamentar da Cultura, do Congresso Nacional, um colegiado que reúne mais de 250 parlamentares, e por isso encontra-se entre as mais importantes do Congresso Nacional.

A frente parlamentar da cultura do congresso nacional escolheu seu conselho consultivo. O novo conselho, presidido por Jandira Feghali e que tem como vice-presidente o senador Cristovão Buarque, tem, segundo recentes declarações da deputada que hoje preside essa frente,
algumas pautas consideradas prioritárias.


Jandira é a deputada que no dia 16, ou seja, há pouco mais de uma semana publicou em seu Blog as prioridades do seu mandato e dentre elas consta: Aprovação do projeto lei 5798/2009, de autoria do executivo que regulamenta o Vale cultura, o Projeto nº 416/2005, que cria o Sistema Nacional de Cultura, de autoria do deputado Paulo Pimenta e a PEC 150/03 , que prevê a meta de 2% do Orçamento da União para Cultura.

Blog do CUCA

quarta-feira, 16 de março de 2011

Brasil no estandarte: Frevo é meu combate

A casa é ponto de encontro do carnaval de Olinda

A já tradicional Casa do Estudante era o ponto de encontro para quem desejava beber uma cerveja gelada, pegar um sombra (algo raro durante o carnaval pernambucano) e brincar o carnaval ao som do frevo. E foi de lá que saiu na segunda-feira de carnaval o bloco dos estudantes para percorrer o sobe e desce das ladeiras de Olinda ao som do Hino;

“ O Seu CUCA é da UNE e veio aqui pra agitar
em defesa da cultura, da cultura popular
O Seu CUCA é da UNE nossa força, nossa voz,
das ladeiras de Olinda, vem pra cá Seu CUCA é Nóis.”

Para a Presidente da União dos Estudantes de Pernambuco, Virgínia Barros (Vic), a Casa dos Estudantes merece atenção especial no calendário de gestão da UEP pois possibilita o encontro dos estudantes-foliões, a troca de idéias, além de ser fator mobilizador para os próximos desafios das entidades estudantis como é a jornada de lutas para a garantia dos 10% do PIB para a educação.

Rafael Buda, coordenador de mobilização e articulação do Instituto CUCA da UNE cita também que “a cada ano o bloco do CUCA está mais organizado. Nesse ano conseguimos garantir identidade própria com as camisas do bloco e algumas reuniões preparatórias com as entidades estudantis para se envolverem no processo. Não é à toa que todo ano recebemos em nossa casa pessoas de todo o Brasil que vêm brincar o carnaval conosco.”

A galera de Pernambuco está mesmo de parabéns. Ganhou a simpatia de paulistas, cariocas, baianos, gregos e troianos, para ao final do carnaval cantar em uníssono refrão na quarta-feira de cinzas “é de fazer chorar, quando o dia amanhece ouvindo o frevo acabar. Óh quarta-feira ingrata chega tão depressa, só pra contrariar” até o próximo carnaval chegar.

Do correspondente especial e testemunha ocular da história
Fellipe Redó ( HYPERLINK "mailto:felliperedo@gmail.com)

segunda-feira, 7 de março de 2011

Contribuição para política de cultura

Por Célio Turino

Tenho acompanhado este debate em torno das políticas do MinC evitando declarações. Isto porque o tempo do governo da presidenta Dilma ainda é muito curto e qualquer entrada na discussão da parte de alguém que participou do governo Lula e não esta mais no governo pode ser mal interpretada. Todos sabemos que o comum no debate entre política e governo é reduzir opiniões e princípios a meros instrumentos de disputa de poder, por isso, em respeito ao momento e aos princípios do programa Cultura Viva tenho me mantido afastado do debate. Não que isto signifique omissão, muito pelo contrário, ou alheiamento ao debate (tenho procurado ler tudo que tem sido discutido no processo). Quanto às minhas opiniões, conceitos e princípios, julgo que já estão bem explicitadas em livro e artigos, tanto em relação às práticas quanto ao pensamento, afinal, como gestor público que também é escritor e pensador da cultura, sempre torno públicas minhas posições.

Isto esclarecido, gostaria de entrar no debate sobre alternativas de legislação na relação entre Estado-Sociedade (e sem que isto pressuponha nenhum juízo de valor em relação às posições da atual gestão no MinC).

SOBRE GESTÃO:
o modelo adotado no Cultura Viva é a Gestão Compartilhada e Transformadora. Este é um conceito e não meras palavras, ele pressupõe a prospecção de novas relações entre Estado-Sociedade e um novo tipo de Estado; o que exercitamos até aqui são pequenas brechas que devem ser ainda mais alargadas no processo de desenvolvimento desta relação. Recuperando o histórico do programa diria que a opção pela forma convênio aconteceu porque esta foi a única alternativa oferecida no momento (apresentada pela consultoria jurídica do MinC) e que se a opção fosse uma outra forma, talvez nem tivéssemos saído das intenções. De certa maneira, até para entender os limites desta modalidade, foi necessário que a enfrentássemos. E notem, houve mudanças no processo e em função de nossa atuação (as parcelas passaram de semestrais para anuais; o Ministério do Planejamento editou nova IN - instrução normativa - aceitando 15% de despesas administrativas; quando das redes municipais e estaduais a contrapartida por parte das entidades - 20% do convênio- foi eliminada). Tudo isso só foi possível graças ao enfrentamento da modalidade convênio. Também começamos a adotar a modalidade Prêmio (dezenas de prêmios e milhares de contemplados), não somente para Ações, como também para os próprios Pontos de Cultura (São Paulo adota esta modalidade nos 300 pontos da rede estadual e outros governos podem adotar a mesma solução - aqui atento ao fato que isto foi resultado de um ano e meio de negociação com o gov de sp e respectivos jurídicos e, pelo que tenho acompanhado, o governoerno do estado tem tido uma atuação de profundo respeito ao
acordado).

Com este breve histórico, quero mostrar que houve grandes evoluções na gestão do programa e hoje os problemas de prestação de contas e gestão de convênios reduzem-se a 20% do total dos Pontos de Cultura (exatamente aqueles que fizeram os convênios diretos com o MinC e em alguns governos de início). Não fazer este diagnóstico significa caminhar em um pântano em que todos se enredam num processo de não solução . Qual a solução para esses 20% (aproximadamente 600 Pontos)?

A anistia da prestação de contas contábil (admitindo-se retroativamente a apresentação de despesas administrativas conforme nova instrução do Min. Planejamento e pagamento de dirigentes de entidades desde que prestadas em atividade finalística e não de gestão da entidade - o que já permitido na IN e que só tem emperrado por falta de uniformização e entendimento da mesma) desde que o cumprimento do objeto seja comprovado (afinal, foi a própria entidade que disse o que iria fazer e não há motivos para que esta comprovação não aconteça em fotos, depoimentos e relatórios). Esta decisão é plenamente possível e muito usada (vejam exemplos com as dividas de ruralistas, quase todo ano sendo renegociadas e abonadas) e depende de decisão política para além do MinC.

Há outros problemas de gestão que podem ser solucionados de forma infralegal, por procedimentos internos:

- A secretaria responsável tem que ter estrutura funcional para realizar seu trabalho (entre 2004 e 2010 contatamos com um único gerente e 4 subgerentes para todas as funções - conveniamento, acompanhamento, fiscalização e controle - e uma quantidade mínima de funcionários. Não pode ser assim, há um princípio em gestão pública que deve ser seguido: ("quem seleciona não contrata, quem contrata não acompanha, quem fiscaliza não paga, quem paga não fiscaliza a prestação final"). Não pensem que não levantei este princípio diversas vezes em minhas reinvindicações por melhor estrutura funcional, mas não consegui este intento e nem é o caso de retomar os motivos. Quem sabe agora;

- O Fluxo antecede a estrutura. Este é um princípio filosófico (já devem ter ouvido isto em minhas conversas com os Pontos: Heráclito, Hegel, fenomenologia, etc) que praticamente definiu a construção teórica do Cultura Viva. É o dinamismo de um fluxo contínuo que permite a vida e ele deve acontecer em toda relação entre Sociedade e Estado. Quando o governo
interrompe o fluxo, não cumpre compromissos, atrasa pagamentos, muda formatos, ele quebra este processo. E neste caso, temos que admitir, o principal responsável pelo interrompimento do fluxo e descumprimento de contratos tem sido o própio governo, trazendo grandes transtornos às entidades conveniadas. Imaginem se essa quebra acontecesse no pagamento da dívida pública? Ou em um organismo vivo? Há o necrosamento, a gangrena.

SOBRE A SOLUÇÃO LEGAL:
Voces sabem que sempre defendi que a lei CULTURA VIVA fosse de iniciativa popular, tenho falado isso há anos. Infelizmente o movimento não revelou força, compreensão e até mesmo maturidade para elaborar esta lei. Paciência, vamos tentar recuperar as oportunidades perdidas e ir em frente. O modelo de lei voces podem ver na que foi apresentada na Argentina (Cultura Viva Comunitária) no final do ano passado e elaborada pelo próprio movimento cultural argentino com o nosso auxílio, e que começa a replicar em diversos paises. Esta lei garante o programa Cultura Viva e seus princípios básicos (autonomia, protagonismo, empoderamento, desenvolvimento em rede), por isso é necessária.

Porém, precisamos de mais uma lei, com abrangência para além do Cultura Viva. A LEI DA AUTONOMIA E PROTAGONISMO SOCIAL. Que lei é esta? Uma lei que coloque este processo de compartilhamento entre Estado e Sociedade em um marco diferente da 8.666, que é a lei geral de licitações e que foi pensada muito mais para a contratação e acompanhamento de compras e serviços pelo Estado, que são de natureza distinta das motivações para parcerias com organizações da sociedade. Pelo que tenho acompanhado, o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria Geral da Presidência) está incumbido desta função. É lá que vocês tem que negociar esta outra lei, mais que necessária (depois, se quiserem, posso escrever sobre como imaginei esta lei). Percebam que aqui os benefícios serão gerais, atendendo igualmente a coletivos ambientais, núcleos de educação popular, gestão participativa na saúde, etc. Neste caso eu diria que os Pontos de Cultura tem uma grande contribuição a prestar, pois, em razão da experiência que tivemos nestes 6 anos, talvez representem o que de mais avançado se construiu neste sentido.

Enfim, ainda há muito por fazer, mas muito já foi feito e sei que, com base em bons princípios e propósitos, construiremos um Estado de novo tipo, ampliado e baseado na relação de confiança e não do controle.

Bom movimento a tod@s


CÉLIO TURINO
gestor público, escritor e pensador sobre cultura

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Acesso Universal

O jornalista Luis Nassif, a deputada federal Manuela D’Ávila e o presidente da Telebrás, Rogério Santana, participam, em 26 de fevereiro, do debate “Internet: Acesso Universal e Liberdade da Rede”. O evento será promovido pelo Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, em São Paulo, na sede do Sindicato dos Bancários.


O objetivo é discutir, em duas mesas, os principais desafios que o Brasil deve enfrentar para garantir uma internet rápida, barata e de qualidade para todos, com liberdade de expressão. A primeira mesa, “A Luta por uma Internet Livre e os Ataques Conservadores à Rede”, contará com os professores Sérgio Amadeu e Marcos Dantas, além de Nassif e Manuela.
Já a mesa da tarde, “O Plano Nacional de Banda Larga e a Luta pela Universalização da Internet no Brasil”, terá como debatedores Rogério Santana — que detalhará os planos da Telebrás para a área —, Percival Henrique (Anid) e Renata Mielli (Barão de Itararé).

“A internet tem sido um fator importante para promover maior diversidade e pluralidade na comunicação”, afirma Renata. “Lutar para que o acesso à rede seja universalizado, acabando com a exclusão digital, e defender a liberdade de expressão são bandeiras estratégicas de todos que lutam por uma comunicação e uma sociedade mais democráticas.”

Segundo a secretária-geral do Centro Barão de Itararé, “é preciso que as pessoas tomem conhecimento dos ataques que a internet está sofrendo e se mobilizem contra tais iniciativas, no Brasil e no mundo. Ao lado disso, é preciso exigir do Estado políticas públicas de acesso a internet — barata, de qualidade e para todos”.

O valor da inscrição para o debate é de R$ 20. Na ocasião, haverá o lançamento do gibi Eu Quero a Banda Larga, produzido pelo Barão de Itararé.

Por André Cintra

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Colaboração criativa

O Laboratório Cultura Viva é uma parceria da Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (SCDC/MinC) com a Escola de Comunicação (ECO) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) para a produção de uma Revista Eletrônica para TV e de uma Plataforma on-line de Colaboração Criativa. Com essa ação multiplataforma Internet/TV o LabCulturaViva abre um espaço de troca, reflexão, experimentação e criação colaborativa audiovisual, além de ser um dos primeiros editores e servidores públicos de vídeos on-line.

O Laboratório Cultura Viva é também um espaço de Pesquisa e Realização Audiovisual, integrando a produção dos Pontos de Cultura e a pesquisa universitária. Fruto da experiência dos programas Mosaico, Cultura Ponto a Ponto e Ponto Brasil que visam fomentar a produção audiovisual no âmbito do Programa Cultura Viva.


Como espaços de troca e reflexão intelectual, de experimentação de interfaces e de criação audiovisual, o Laboratório terá uma plataforma de colaboração criativa na Internet e irá coordenar a produção de uma revista eletrônica para TV e experiências no campo da teledramaturgia, feitas pelos Pontos de Cultura, através de chamadas públicas.

O objetivo é promover uma maior interação entre agentes culturais, desenvolvedores, Pontos de Cultura, Universidade e Ministério, visando a potencialização da experimentação audiovisual frente às novas possibilidades de criação, colaboratividade, difusão e compartilhamento.

O Seminário INTERFACES DIGITAIS COLABORATIVAS - Linguagens e Experiências em Rede, realizado entre 7 e 9 de julho de 2010, foi o primeiro passo para o desenvolvimento do conceito, visualidade, navegação e funcionalidades dessa plataforma, com ferramentas para:

• Acompanhamento e supervisão dos projetos a serem produzidos pela rede de Pontos de Cultura e colaboradores do Laboratório Cultura Viva;

• Postagem de vídeos;

• Postagem de conteúdos em diversos formatos para difusão de agenda das atividades da Rede Cultura Viva;

• Difusão de conteúdo nas redes sociais, outras plataformas e dispositivos móveis.

Dia 22,
Horário: 14 h
Local: Auditório do CBPF, na Praia Vermelha, Rio de Janeiro (Rua Lauro Muller, junto ao Campus da UFRJ).

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Correio Brasiliense repercute debate

O Ministério da Cultura tentou evitar o falatório, mas não teve jeito. Ao retirar do site da pasta o logotipo da licença Creative Commons, provocou uma reação na cena artística, gerou movimento internacional e revelou o desconhecimento da nova gestão da instituição e dos artistas brasileiros sobre o tema. Conhecida pela sigla cc, a Creative Commons é uma entidade norte-americana sem fins lucrativos. Financiada por doações, criou uma série de licenças padronizadas para direitos autorais. Está presente em mais de 40 países e, em alguns casos, precisou ser adaptada às leis locais de direitos do autor. O cc é fruto da era da informação. Com a internet e a circulação livre de conteúdos ficou difícil para criadores se limitarem à proibição generalizada de reprodução de obras e as licenças padronizadas são uma forma de proibir determinados usos e liberar outros.

Como a ministra Ana de Hollanda não conhecia bem o tema, decidiu retirar do site do ministério a licença cc adotada pela gestão anterior, que, sob comando de Juca Ferreira, trouxe para os quadros técnicos do MinC as discussões mais atuais sobre a cultura digital. Em nota, Ana de Hollanda alegou que a lei brasileira era suficiente para proteger o conteúdo do site, que agora estampa a frase: “O conteúdo deste site, produzido pelo Ministério da Cultura, pode ser reproduzido, desde que citada a fonte”.

A atitude, combinada com o bloqueio do envio da reforma da Lei de Direitos Autorais ao Congresso, despertou artistas e ativistas da cultura digital. Gilberto Gil, ex-ministro da Cultura e primeiro compositor brasileiro a disponibilizar suas músicas com licenças cc, chamou a iniciativa de “particularismo” em entrevista concedida ao Estado de S. Paulo e o antropólogo Hermano Vianna encara como “açodamento” e defende o cc em artigo publicado no Globo.

De acordo com Carlos Affonso Pereira, vice-coordenador do Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getulio Vargas, que representa a Creative Commons no Brasil, a atitude pode ser um sinal de como o MinC vai tratar a cultura digital na gestão de Ana de Hollanda. Já a ministra prefere não emitir opiniões sobre o tema. “Para um início de governo, a retirada do cc do site do MinC nos parece um indicador negativo sobre a importância que deveria ter a cultura digital nos anos vindouros”, diz Pereira. “O ministério foi reconhecido pelo seu trabalho com cultura digital tendo notoriedade e impacto. A preocupação é que o novo MinC não faça uma verdadeira ruptura com a administração passada porque nos parece que o governo Dilma teria experiências de avanço na cultura digital que precisavam ser mantidas.”

Confusão na música
É na música que o cc faz mais barulho. Músicos e compositores mais velhos enxergam as licenças com desconfiança e acreditam que elas são fruto de uma tentativa de apropriação do trabalho alheio por multinacionais norte-americanas. “Quem está por trás do cc? É o Google, o George Soros, que é o grande investidor? Não há assembleia de acionistas, não há necessidade de lucro. Que interesse benemerente os caras têm ao mexer com o patrimônio do autor se não for para usar esse conteúdo de forma graciosa nas armadilhas que eles conseguirem armar? Se você for usar para textos e outras aplicações, é prático e eficiente. Não sou completamente contra, mas quando entra na música ele se torna uma ameaça terrível”, acredita o compositor Rênio Quintas. “O músico desinformado, garotos que na impetuosidade da juventude não percebem que vão ficar velhos e vão precisar de um patrimônio, estão entregando as obras deles.”

O Google é um dos financiadores da ONG, mas não o único. Entre os doadores estão a Nike, a Best Buy, a Câmara de Comércio de Milão e a Universidade de Duke. Gerações mais novas encaram as licenças como uma forma de colocar em prática a própria criação. Guilherme Guizado Mendonça disponibilizou todos os canais do disco Punx, lançado em 2008, para download gratuito com objetivo de facilitar a remixagem para outros músicos e DJs. “Sou totalmente a favor da liberdade e da criatividade, quanto mais licenças melhor, aumentam nossas opções em relação à proteção de nossos direitos. Ainda mais nos dias de hoje em que a popularização da tecnologia cria de forma acessível novas formas de produção e compartilhamento”, diz Guizado.

Campanha na rede
A retirada do logotipo da página oficial do MinC colocou o tema entre os tópicos mais comentados do Twitter e gerou o movimento I’m MinCC, em defesa dos cc e em circulação no site Cultura Digital. Os internatuas podem se manifestar e comentar os textos postados por especialistas na área. Em um dos comentários, o compositor Danilo Caymmi comemora a iniciativa do ministério. “Não se justifica que o site de um órgão público, como o Ministério da Cultura, abrigue e promova uma organização privada internacional (Creative Commons) com o dinheiro do contribuinte”, escreve Caymmi. “Criar não é crime, como desejam os DJs do falso progresso subsidiado, esquecendo que atrás de qualquer manifestação artística existem famílias que dependem de seus direitos autorais, garantidos pela Constituição brasileira.”

A dramaturga baiana Ana Franco também desconfia das licenças. “Também não quero que toquem nos meus direitos autorais. Quero que fique do jeito que está”, avisa. Para ela, o cc é “coisa” de empresários interessados em lucrar com a arte de forma geral e, especialmente, com a música. Já Bia Medeiros, criadora do coletivo Corpos Informáticos e professora do Instituto de Artes da Universidade de Brasília (UnB), é a favor da “copiagem” e ficou intrigada com a atitude do MinC. No ano passado, o grupo ganhou verba do edital Cultura e Pensamento, realizado pelo próprio ministério. Uma das condições do edital era a liberação para circulação on-line do conteúdo do seminário proposto pelo Corpos. Na época, tal liberação estava sujeita à licença cc. Bia não sabe mais quais são as condições atuais. “Espero que eles liberem. É no mínimo contraditório, dicotômico”, diz a artista.

Também artista plástico, Gê Orthof é um utilizador frequente do cc. Já liberou vários trabalhos e chegou a produzir outros com ajuda das licenças. “Liberei para que as pessoas fossem alterando o trabalho para ver o que acontece. Para quem está interessado em trabalhar em colaboração é uma oportunidade superbacana”, garante. “Você pode escolher como você quer compartilhar e de que forma.”

O que é?

A confusão entre liberação total e Creative Commons é comum, mas irreal. O cc é um conjunto de licenças que disponibilize ao usuário combinar o aproveitamento que ele deseja para suas criações. O sistema permite que se autorize a reprodução da obra com determinados fins e se proíba para outros. A lei brasileira de direito autoral, datada de 1998, não previa as possibilidades oferecidas pela internet, por isso o cc ganhou espaço como alternativa. Com a Creative Commons, por exemplo, é possível autorizar um músico a utilizar criações alheias para compor novas obras e, ao mesmo tempo, proibir a reprodução para fins comerciais. Ou liberar a reprodução e alteração de um trabalho de artes plásticas com a condição de o usuário sempre adicionar um link para a obra original. Ou ainda liberar totalmente a obra desde que o outro também faça uso de licenças.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

UNE Canta Brasil

Dia 21 de janeiro, às 19h, no Teatro de Arena - RJ

Premiado pelo edital Interações Estéticas do Ministério da Cultura, através da FUNARTE, o espetáculo UNE Canta Brasil é uma iniciativa do CUCA da UNE em parceria com o Instituto Tá na Rua.

O musical, que está sendo dirigido por Alexandre Santini e tem estréia marcada para o dia 21 de janeiro, no Teatro de Arena é um teatro-documentário que narra a trajetória de formação da sociedade brasileira nas suas matizes cultural e política.

Com um repertório que destaca os grandes sucessos da era do rádio e da televisão no Brasil do século XX, o espetáculo leva ao palco a música e a dramaturgia numa narrativa documental, que não dispensa o humor, a sátira, a crítica social e o encanto dos momentos que inspiraram o povo brasileiro e que revelaram importantes personagens da política, das artes e do saber popular.

Da vibrante Semana de Arte Moderna à era digital, o musical percorre o caminho de várias gerações, cujo destino reservou a missão de construir, a partir da década de 30 o sentido de unidade nacional no Brasil, passando por reveses de regimes ditatoriais enfrentados afinco por personagens vivos, tanto no imaginário quanto na vida social de um país cheio de entusiasmo como o Brasil dos dias atuais.

O elenco reúne atores, cantores, músicos e bailarinos de diversas partes do país, e que há mais de três meses vivem intensa rotina de ensaios.

O espetáculo estréia durante a programação da 7ª Bienal de Cultura da UNE e faz parte do calendário comemorativo dos 50 anos do Centro Popular de Cultura da UNE - CPC.


DIREÇÃO E DRAMATURGIA
Alexandre Santini



DIREÇÃO MUSICAL
Ricardo Pavão



ELENCO
Aline Arteira / Barbara Castro












Chico Thiago / Daniel Galvão












Diana Iliescu / Geseni Rosa












Godo / Juliana Alves














Karla da Silva / Paulo Rafael Pizarro











Rafaela Prestes / Thiago Pondé












MÚSICOS
Bida Nascimento / Ives Awaret











Bruno Coelho / Sérgio Meireles












Silas Giron / Tuta














Chico Julião



DIREÇÃO DE IMAGEM
Alessandra Stropp



PRODUÇÃO
Nathália Pimenta / Vanessa Stropp
Diana Iliescu















CÂMERA E EDIÇÃO
Rafael Gomes



SOM
Ligeiro / Antônio Luís












LUZ
Tabatta Martins


ASSISTENTE DE DIREÇÃO
Barbara Castro

ASSISTENTE DE DIREÇÃO MUSICAL
Thiago Pondé

ARRANJOS / REGÊNCIA
Bida Nascimento

FIGURINO
Fabíola Trinca

ASSISTENTE DE PRODUÇÃO
Daniel Figueiredo



PARTICIPAÇÕES ESPECIAIS
Miguel Campelo / MC Durango Kid















Francisco Couto



Assista TV CUCA

Desde os primeiros ensaios, a TV CUCA esteve presente documentando cada passo da construção deste, que será um memorável encontro da UNE com artistas da atualidade. Para a TV CUCA, celebrar os 50 anos do CPC em conjunto com artistas de várias gerações é também a oportunidade de construir a memória da nossa época, de modo a eternizar a obra dos guardiões da nossa cultura e do lutadores do nosso tempo.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Saiba Sobre a 7ª Bienal da UNE

A coordenação da 7ª Bienal da UNE anunciou nesta terça-feira (30) a prorrogação do prazo para as inscrições de trabalhos nas mostras artísticas do festival. Inicialmente, a data final seria 30 de novembro. Porém, em razão da grande procura e com objetivo de ampliar a diversidade dos trabalhos que irão se apresentar na Bienal, a nova data definida é dia 15/12 (quarta-feira). Os nomes dos selecionados serão divulgados até o dia 20/12 (segunda-feira) no portal www.une.org.br. Haverá também comunicado por e-mail e telefone.


O EstudanteNet explica abaixo todas as formas que existem para participar da Bienal da UNE e, também, do 13º Conselho Nacional de Entidades de Base (Coneb) da UNE.

TRABALHOS SELECIONADOS PARA A 7ª BIENAL

A primeira forma de participar da Bienal da UNE é ter o seu trabalho selecionado para ser apresentado nas mostras artísticas. Caso isso ocorra, não é necessário fazer a inscrição individual (estará automaticamente abonado da taxa de R$ 100). O selecionado será ainda premiado com um pro labore e terá um alojamento específico (os alojamentos são em salas de aulas). A organização da Bienal não se responsabiliza pela alimentação e o translado até o Rio de Janeiro.

Para inscrever o seu trabalho na áreas de Artes Integradas, Música, Artes Cênicas, Artes Visuais, Audiovisual, Literatura, C&T, Mostra CUCA e Atividades Autogestionadas basta ler o regulamento da 7ª Bienal e fazer o cadastro nos links abaixo. É fácil e gratuito.
As propostas podem ser enviadas até o dia 15/12/2010. O resultado dos selecionados será divulgado até o dia 20/12/2010 no portal www.une.org.br.

Pelo Twitter @bienaldaune, os interessados poderão acompanhar outras informações. Em breve será lançado também o hotsite da Bienal. Dúvidas poderão ser esclarecidas pelo e-mail bienal@une.org.br.

Leia aqui o regulamento das Mostras Artísticas e Científica da 7ª Bienal da UNE
Faça a inscrição de seu trabalho. Preencha a ficha abaixo de acordo com a área de seu interesse:

Artes Integradas
Música
Artes Cênicas



INSCRIÇÕES INDIVIDUAIS PARA A 7ª BIENAL

Outra forma de participar da Bienal da UNE é simples. Basta fazer a sua inscrição individual. Para isso, é só clicar no link abaixo, preencher o formulário, gerar um boleto bancário e efetuar o pagamento. Esse boleto deve ser guardado e apresentado no dia do evento, quando o participante for fazer o seu credenciamento e retirar o seu crachá. A inscrição individual para a Bienal da UNE dará direito a alojamento e acesso livre a toda a programação.

INSCRIÇÕES PARA O 13º CONEB DA UNE

Como atividade integrada a 7ª Bienal ocorrerá, entre os dias 14 a 17 de janeiro, também no Rio de Janeiro, o 13º Conselho Nacional de Entidades de Base da UNE. O CONEB é um dos mais importantes fóruns de deliberação do movimento estudantil e reunirá as principais lideranças dos Diretórios e Centros Acadêmicos de todo o Brasil. Com o tema “Nas ruas de hoje, o Brasil do amanhã”, os debates vão envolver cerca de 4 mil estudantes em mesas e grupos de discussão para refletir sobre o sentido da universidade nos tempos atuais e a projeção de um novo Brasil a partir da educação.

Para participar do 13º CONEB é necessário se inscrever da mesma forma como é feito para a Bienal. No momento de preencher o cadastro, o participante pode escolher apenas um dos eventos, ou optar por fazer o pagamento dos dois ao mesmo tempo. Os valores e os benefícios (alojamento e programação) são os mesmo correspondentes à Bienal. A única diferença é que o credenciamento no 13º CONEB dará direito à alimentação (apenas dos dias 14 a 17/01).

Os valores das inscrições da 7ª Bienal e do 13º CONEB da UNE estão discriminados abaixo:

Para fazer sua inscrição online clique aqui

Valor integral de cada evento – R$ 100
Inscrição até 17/12 - R$ 30,00 para cada evento
Inscrição de 18/12 a 31/12 - R$ 40,00 para cada evento
Inscrição de 01/01 a 13/01 - R$ 50,00 para cada evento

* Após o dia 13/01/2011 as inscrições só poderão ser feitas pessoalmente no local.
** Basta selecionar o valor integral de cada evento que automaticamente será gerado um boleto já calculado o desconto de acordo com as datas acima

Para fazer sua inscrição online clique aqui



Da redação