quarta-feira, 29 de abril de 2009

Marcha da Maconha!

O último ano, a exploração da mídia e medidas judiciais repressivas colocou a Marcha da Maconha em evidência no cenário nacional. Embora a mídia conservadora não aprofunde o debate da legalização da maconha e as medidas judiciais tenham tido o objetivo de reprimir a livre organização da Marcha, existe hoje um sentimento que o movimento tem crescido e pautado importantes debates Brasil afora.

Recentemente o ex-presidente FHC, em conjunto com César Gaviria (ex-presidente da Colômbia) e Ernesto Zedillo (ex-presidente do México), através da Comissão Latino-Americana de Drogas e Democracia, publicou um artigo defendendo a legalização da maconha para uso pessoal.

Gostaria aqui de levantar algumas questões sobre o posicionamento de FHC. Mas antes é necessário mais uma vez criticar o papel que a mídia jogou neste episódio. FHC foi rotulado como um dos pioneiros no debate da legalização da maconha, ignorando toda construção social que a Marcha da Maconha, entre outros coletivos do gênero, acumularam no ultimo período. Se hoje o debate está na pauta nacional, quem menos contribuiu para isso foi o ex-presidente, diferente do que a maioria dos meios de comunicação tenta colocar na cabeça dos brasileiros.

Durante sua gestão de oito anos FHC fez muito pouco pela causa. O SUS (Sistema ùnico de Saúde) nunca apresentou uma política real de redução de danos e de recuperação de viciados em todos os tipos de drogas. A relação de FHC com os movimentos sociais, hoje pioneiros no debate da legalização da maconha, sempre foi péssima. No caso da UNE, a entidade nunca foi recebida pelo ex-presidente e ainda sofreu duros golpes como o PL (Projeto de Lei) das carteirinhas.

Por fim, a política que o partido do ex-presidente implementa na ultima década vai em total desacordo com a bandeira da legalização da maconha. O Brasil, enquanto dirigido pelo PSDB, sempre cumpriu um papel de capacho das potências mundiais, refletindo o debate reacionário imposto pelos EUA e pela ONU, principalmente desencadeando políticas repressivas de controle do tráfico, focando a ação do Estado sobre o usuário.

Prova disso é a criação da 1ª Secretaria Municipal Anti-Drogas de Curitiba, uma das principais "grandes ações da prefeitura", defendida durante campanha do tucano Beto Richa a prefeitura da capital paranaense. O governo de Goiás, quando dirigido pelos tucanos, matou mais jovens do que durante toda a ditadura militar através da polícia de elite que tinha como principal tarefa combater o tráfico e promover a segurança social.

Mais uma vez, FHC distorce a realidade e resume o debate da legalização da maconha somente sobre o foco da liberdade individual do usuário. Deixa de lado todo acúmulo que comprova que a maconha foi taxada como ilegal em nosso país por conta da pressão econômica imposta pelos EUA no começo do século 20 (leia-se indústria do algodão, álcool e farmacêutica principalmente), e pela perseguição a ritos culturais e religiosos onde se fazia o consumo da maconha, por conta da pressão da Igreja Católica.

Submeter o debate da legalização da maconha somente sobre a liberdade individual do usuário, deixando de lado debates como a da produçãoe a da comecialização da maconha, é recuar sobre o que já acumulamos na luta pela legalização da cannabis sativa.

Diversos movimentos sociais e partidos de esquerda aprovaram resoluções sobre a legalização da maconha levando em consideração o acúmulo que movimentos como a Marcha Mundial da Maconha produziu no ultimo período.

Chegou à hora de mostrar que a luta se constrói na prática. Confira a agenda de mobilizações da Marcha da Maconha, pegue sua bandeira, sua faixa e ocupe as ruas das principais capitais do país para defender a liberdade de expressão e a legalização da maconha. Libertem as plantas!

Estudantenet

fonte : Portal Vermelho

PRAIA DO FLAMENGO 132




segunda-feira, 27 de abril de 2009

visoes periféricas

Boletim MINC

JUCA TIRA DÚVIDAS

O ministro da Cultura, Juca Ferreira, estará em Campo Grande(MS), nesta segunda-feira(27), para discutir e esclarecer dúvidas sobre a nova Lei de Fomento e Incentivo à Cultura, com representantes do setor artístico, gestores e produtores culturais do estado do Mato Grosso do Sul. Às 12h, o ministro concede entrevista coletiva no gabinete do prefeito Nelson Trad Filho, e logo após, almoça com autoridades. Acompanha o ministro, o secretário da Identidade e da Diversidade Cultural (SID/MinC), Américo Córdula. Às 16h, toma lugar o debate no Cine Cultura - Pátio Avenida (Av. Afonso Pena, nº 5420). O evento é uma promoção do Ministério da Cultura em parceria com a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul e a Fundação Municipal de Cultura de Campo Grande. Outras informações: www.cultura.gov.br/ .

 

PRÊMIOS FUNARTE

A Fundação Nacional de Artes (Funarte) divulga os projetos contemplados com o Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz 2008 e Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna 2008. Ao todo foram selecionados 1.553 projetos : 1.215 de teatro e 338 de dança. Lista dos premiados e outras informações: www.funarte.gov.br/ ou (21) 2279-8012.


EDITAL PARA CULTURA
A Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB) lançou edital oferecendo bolsas de pesquisa, que variam da iniciação científica ao pós-doutorado, como parte de seu Programa de Incentivo à Produção do Conhecimento Técnico e Científico na Área da Cultura. As inscrições vão até 18 de maio  valendo a data de expedição contida no carimbo da empresa prestadora do serviço de encomenda expressa (Sedex ou similar).O Edital completo e o detalhamento de todas as etapas do concurso estão no sítio www.casaruibarbosa.gov.br/ .


fonte

www.cultura.gov.br

segunda-feira, 20 de abril de 2009

SP | oficina de videoclipe gratuita

FIEL

Fé, amor e entusiasmo que transcendem o limite da razão. Esse é o principal elemento narrativo de Fiel, documentário que retrata a queda do Corinthians para a Série B e sua posterior ascensão à Série A do Campeonato Brasileiro. O filme não tem narrador, e a história é contada pelos torcedores, na primeira pessoa. Os primeiros relatos se referem aos jogos que antecederam a fatídica partida realizada em 2 de dezembro de 2007, que decretou a queda do time.

A dor do rebaixamento e o sentimento de esperança são dois dos elementos mais explorados pelo filme. "Percebi que esse momento de dor é o mesmo vivido por milhares de personagens de livros e filmes", explica Marcelo Rubens Paiva, um dos roteiristas do filme, ao lado de Serginho Groisman. A direção ficou a cargo de Andrea Pasquini, de Os Melhores Anos de Nossas Vidas e Sempre no meu Coração, e conta com produção musical do compositor Carlos Rennó. Todos são corintianos assumidos.


     
Segundo Andrea, rodar o filme a fez ter certeza de que o Corinthians representa mais do que o próprio futebol. Transcende o esporte. Todavia, promover uma ode ao sofrimento e à paixão da torcida não era exatamente a intenção inicial de todos os envolvidos no filme. "Minha primeira ideia era realizar algo bem jornalístico, repleto de informação, mas a reação e os testemunhos da torcida me emocionaram", explica Paiva.
    


Identificação


     
Serginho Groisman ressalta que o objetivo do documentário não é meramente elencar uma série de episódios inusitados e "loucuras" dos torcedores para ver o time do coração. "Não tem nada que eu já não tenha feito pelo Corinthians. Quem é corintiano sabe que fazer uma loucura ou outra pelo time é comum", diz.


     
Fiel apresenta uma colagem de depoimentos que vão além do âmbito esportivo e mostra um mosaico de histórias vividas por torcedores anônimos. Datas que ficaram na memória e lembranças de familiares que já se foram se confundem com a memória afetiva em torno do time.


     
Além do apelo sentimental, o longa apresenta uma estrutura sóbria, que não abusa de elementos emocionais. Na primeira parte, a câmera registra, em planos simples, o relato de torcedores de diversos níveis sociais e econômicos de maneira direta. Recursos sonoros são usados com parcimônia para salientar um ou outro momento.


     
A boa campanha do time da Série B divide espaço com depoimentos de jogadores como Dentinho, Douglas, Lulinha e Felipe, que prepara terreno para o momento da redenção no jogo contra o Ceará --vencido por 2 a 0 pelo Corinthians em 25 de outubro de 2008. Nele, o time alvinegro conquistou o acesso de volta à elite do Campeonato Brasileiro, em meio a uma atmosfera lírica protagonizada por sua torcida. Um filme para corintianos ou para quem quer entendê-los. O filme tem estreia prevista para 10 de abril em todo o país.

 

“Bando de loucos” ilustres

 

O lançamento do filme reuniu um verdadeiro “bando de loucos” noite da última segunda-feira (6), em um cinema de São Paulo. Na ocasião, Serginho Groisman afirmou que ser corintiano é “ter orgulho de sofrer e ter a alegria de fazer uma festa que ninguém faz”. Entusiasmado, Groisman disse acreditar que “a torcida corintiana vai fazer dos cinemas uma verdadeira arquibancada”.

 

O Rubens Paiva, disse que os corintianos se diferem dos demais torcedores por “saberem sofrer, chorar e lutar”. Segundo ele, por se tratar de um tipo de pessoa que “enfrenta a derrota, sem fugir dela”, os torcedores do clube deveriam ser objeto de um “estudo sociológico”. Questionado sobre qual a primeira lembrança que tem do clube em sua memória, o escritor descreveu com certa tristeza a derrota por 1 a 0, para o Palmeiras, na final do Campeonato Paulista de 1974: “Nós achávamos que iríamos sair da fila naquele ano”.

 

Badauí a Japinha, da banda CPM 22

 

Para Badauí, vocalista da banda CPM 22, a primeira lembrança do Corinthians remete aos seis anos de idade, em um empate contra a Portuguesa no Pacaembu. Ele, que disse que o clube é um de seus principais motivos de alegria, assegurou que ser corintiano é “um estilo de vida”. Já para o baterista da banda, Japinha, ser torcedor do clube “deixa a vida mais leve, mais intensa e, às vezes, mais sofrida também.”.

 

Apesar de relatos nostálgicos de amargura, a ocasião era claramente festiva durante o lançamento. Enquanto os torcedores famosos concediam entrevistas, um grupo com roupas da torcida organizada “Gaviões da Fiel” entoava gritos de guerra e o hino do clube para os presentes.

 

Visivelmente emocionados, os torcedores beijavam o escudo do clube a cada pose para os fotógrafos. “Para aqueles que acham que é pouco”, os fanáticos respondiam em coro: “Eu vivo por ti, Corinthians! E canto até ficar rouco!”



fonte

www.vermelho.org.br

Fórum Nacional dos Secretários Municipais de Cultura das Capitais

Jandira foi eleita por unanimidade durante Assembléia-Geral da entidade que ocorreu esta semana em Brasília. Ela, que substitui o secretário da Cultura de Cuiabá, Mario Olimpio, disse que este é um ano importante em função de importantes matérias que tramitam no Congresso de interesse do setor.

Para ela, que pretende fortalecer e ampliar o Fórum Nacional, o grande desafio dos dirigentes municipais é “fazer com que a cultura vire de fato política de Estado e seja prioridade na ampliação de cidadania, intervenção urbana, convivência e universalização de acesso aos bens culturais e valores culturais do pais, fortalecendo a diversidade e pluralidade que o Brasil possui.”

O trabalho que pretende realizar no Fórum Nacional, entidade que já que existe há mais de 15 anos, é manter regularidade na discussão com vários secretários das capitais e ampliar o debate para os secretários das regiões metropolitanas, para a elaborações de políticas culturais para o País. Ela quer ainda fortalecer a interlocução deles com a sociedade, as instituições e com o Ministério das Cultura.

Para ela, a grande responsabilidade da Presidente da entidade é acompanhar as muitas Propostas de Emenda à Constituição (PECs) e projetos de lei que envolvem a Cultura e estão em tramitação no Congresso.

Entidade prestigiada

A Assembléia-Geral que elegeu a nova diretoria da entidade discutiu a reforma da Lei Rouanet, além de estratégias de envolvimento do Congresso nas demandas da Cultura e a institucionalização do próprio Fórum.

A presença do ministro da Cultura, Juca Ferreira, no evento, demonstrou o prestígio da entidade e o compromisso do governo com as demandas das capitais e dos secretários das principais cidades brasileiras demonstra, comemorou o ex-presidente Mário Olímpio.

Ele destacou como êxitos do evento a conquista do assento no Conselho Nacional de Política Cultural por meio da Frente Nacional dos Prefeitos e representatividade no Grupo de Discussão do Sistema Nacional de Cultura, instâncias fundamentais para o desenvolvimento das políticas públicas de cultura.

Para Mario Olimpio, essa integração com outras entidades fortalece o fórum quanto à materialização das ações. “Nesta Assembléia, tivemos também a participação do presidente do Fórum dos Secretários Estaduais de Cultura, secretário de Cultura do Acre, Daniel Sant’Ana. Isto representa possibilidades reais de integração do município com o estado e a União em favor da descentralização.”

De Brasília
Márcia Xavier

só em 2011

Segundo números obtidos pela Folha, a Fundação Bienal de São Paulo encerrou 2008 com uma dívida de curto prazo de R$ 4,657 milhões, sendo R$ 2,39 milhões com fornecedores e R$ 859 mil em empréstimos.

Ainda de acordo com o documento — encaminhado ao conselho fiscal e chamado de "minuta" pela presidência da Bienal — a fundação gasta, ao longo do ano, mais do que arrecada. Em 2008, sua receita foi de R$ 13,9 milhões, e as despesas, R$ 15,6 milhões: um buraco de R$ 1,643 milhão. Em 2007, o déficit foi de R$ 1,551 milhão.

Procura-se

Desde outubro, o conselho da Bienal procura um sucessor para o atual presidente da fundação, Manoel Pires da Costa. Pelo estatuto, seu mandato estaria encerrado no dia 6 de fevereiro, dois meses depois da conclusão da Bienal. Mas a debilidade financeira está afugentando os potenciais pretendentes. Presidente do conselho administrativo da fundação, o arquiteto Miguel Pereira conta que, antes de Matarazzo, outros cinco foram sondados para o cargo.

Os números da fundação, reconhece, os desencoraja. "A bienal está demorando a resgatar o prestígio e credibilidade. Sofremos um revés acentuado, principalmente nos últimos dois anos", afirma Pereira. Também dedicado à escolha do novo presidente, o conselheiro Julio Landmann conta que a lista de convidados incluiu José Olympio, Rubens Barbosa e Suzana Steinbruch.

"Não me lembro de outra Bienal em que o novo presidente não estivesse conhecido até meados de março. Estamos no mínimo um mês atrasados", diz Landmann. Aberta essa lacuna, o conselho está, segundo Landman, disposto a adiar a Bienal para 2011. "Eu jamais faria em 2010. Não me parece lógico. O conselho, por si só, já está convencido de que não seria ideal. Vamos dizer: não teria empecilho jogar ela para frente por mais um ano", admite Landmann.

Ao ser convidado pelo conselho, Matarazzo foi informado de que a intenção é montar a Bienal de artes somente em 2011. É a data que fixa o tamanho do mandato do novo presidente.

Consenso

"Há um consenso de que a mostra foi postergada para 2011. Estou trabalhando com esse prazo", afirma Matarazzo, à espera da revisão de uma auditoria sobre os números da Bienal. Até o presidente Manoel Pires da Costa reconhece: "Não é uma coisa absurda, em função do que está acontecendo na economia do mundo, deixar para fazer a Bienal daqui a dois, três anos".

Pires da Costa -que teve a minuta de balanço questionada pelo conselho fiscal- prefere generalizar a crise: "É um problema da economia do mundo". Na semana passada, as
contas da Bienal foram apresentadas para o conselho de administração. Contratada pela fundação, a empresa Deloitte Touche Tohmatsu apontou ressalvas nas demonstrações financeiras da fundação. A auditoria será revista.

O presidente da Bienal chegou a agendar uma entrevista com a Folha para falar sobre a saúde financeira da fundação. Mas, por orientação de seu advogado, o encontro foi cancelado. Em nota, a assessoria disse esperar o fim da auditoria. Matarazzo, por sua vez, depende desses
números para tomar sua decisão. "Nunca tinha cogitado isso. O que me sensibiliza é o risco de a Bienal
 terminar", acrescenta ele, que carrega o sobrenome de Ciccillo Matarazzo, fundador da instituição.

Fonte: Folha de S.Paulo

quinta-feira, 16 de abril de 2009

rumos

Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e o Instituto Itaú Cultural lançam editais de fomento Rumos 2009 nas áreas das artes, do jornalismo cultural e promovem palestras e oficinas sobre processos de criação na arte contemporânea.

As modalidades dos editaís Rumos são nas áreas de expressões da Arte Cibernética, Cinema e Vídeo, Dança e Jornalismo Cultural. Todas as informações sobre os editais podem ser obtidos no http://www.itaucultural.org.br/

Local: Auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da UFRJ, campus Praia Vermelha - Av. Pasteur, 250 fundos, Campus da Praia Vermelha. Tel (21) 3873-5067
Data: 16 e 17 de abril, quinta e sexta-feira.
Horários, temas e palestrantes: veja programação.
Entrada franca - não há necessidade de inscrição antecipada.


PROGRAMAÇÃO

Dia 16 quinta
19h
Abertura do evento: apresentação do editais Rumos edição 2009 (Arte Cibernética, Cinema e Vídeo, Dança e Jornalismo Cultural) com representantes do Itaú Cultural: Kety Fernandes, coordenadora do núcleo do Audiovisual e Guilherme Kujawski, coordenador do núcleo de Arte e Tecnologia e do Itaulab.

palestra: Processos de Criação: A Obra de Charles Darwin como Exemplo de Processo Criativo com Nelio Bizzo
Em sua palestra Bizzo trata da possibilidade de estabelecer um paralelo entre a criação científica e a artística. Ele observa que nas últimas décadas a história da ciência passou por uma profunda transformação como campo de pesquisas. Nesse sentido, o trabalho de Darwin torna-se um tema privilegiado, dada a profusão de fontes disponíveis e as modificações pelas quais as suas teorias têm passado desde os primeiro escritos, até a publicação de seu livro mais famoso, Origem das Espécies, em 1859, e mais além.

Nelio Bizzo é biólogo, com pós graduação na área de biologia e educação. Estagiou em instituições inglesas, tendo estudado os manuscritos de Charles Darwin no Manuscripsts Room, da University of Cambridge Library, em Down House (Charles Darwin’s Memorial) e na British Library. É professor titular da USP e Fellow do Institute of Biology (Londres).



Dia 17 sexta
das 14 às 17h
oficina Introdução à Web Colaborativa com Thiago Camelo
LOCAL: Laboratório Multimídia do Centro de Produção Multimídia
O objetivo da atividade é desmistificar a internet e o processo de escrita e mostrar como a web 2.0 pode fazer diferença no dia-a-dia do usuário. Com aulas práticas e lúdicas, ele dá noções básicas de como ampliar o repertório dos canais possíveis para a difusão de conteúdo na web e como utilizá-lo.
A participação é por ordem de chegada (20 vagas)

Thiago Camelo é bacharel em jornalista e cinema pela PUC-RIO. Trabalhou como monitor em aulas de Telejornalismo na mesma Universidade, além de ter atuado no jornal Folha Dirigida. Desde 2006, trabalha na Equipe Editorial do site Overmundo http://www.overmundo.com.br/ e colabora com outras publicações jornalísticas.


Dia 17 sexta
18h
palestras Cinema Expandido: Novos Formatos, Novos Espaços com André Brasil e Ronaldo Entler
LOCAL: Auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas
- André Brasil aborda o processo de expansão do filme para além da sala de cinema, e os novos aspectos que ele adquire, devido aos recursos digitais de produção e projeção existentes. Se, nas palavras dele, de uma forma ou de outra estes conceitos sugerem uma superação do cinema provocada por sua própria expansão, durante a palestra, Brasil vai sugerir um caminho inverso: aquele que nos levaria não a uma superação do cinema, mas à sua infância.

- Ronaldo Entler fala sobre o conceito de obra expandida e analisa o trabalho do documentarista francês Chris Marker que, nos anos 60, repensou o estatuto do cinema com uma inusitada obra de ficção científica, e hoje explora linguagens e ambientes alternativos para reinterpretar os registros que produziu ao longo de quase 60 anos de carreira.

André Brasil é professor da Pontifícia Universidade Católica de Minas Geral (PUC/Minas) e integrante da equipe do programa de pós-graduação em Comunicação. Nesta instituição, coordena, ainda, o Centro de Experimentação em Imagem e Som (Ceis). Na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) desenvolveu a tese de doutorado Modulação/Montagem: Ensaio Sobre Biopolítica e Experiência Estética. Participou da comissão de seleção dos 14º e 15º Festival Internacional de Arte Eletrônica – Videobrasil e realizou, em 2006, a curadoria da Mostravídeo do Instituto Itaú Cultural, em Belo Horizonte e Belém. Atualmente é colaborador da Revista Cinética (Cinema e Crítica).

Ronaldo Entler é mestre em multimeios pelo Instituto de Artes da Universidade de Campinas (IA/Unicamp), doutor em artes pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), e pós-doutor em multimeios pelo IA-Unicamp. Atuou na imprensa como repórter fotográfico entre 1997 e 2002, participando também de exposições coletivas e individuais. Foi diretor artístico da área de fotografia da Fundação Cultural Cassiano Ricardo de São José dos Campos, entre 1991 e 1995. Atualmente, é professor e coordenador de pós-graduação da Faculdade de Comunicação e Marketing da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), onde também é professor da Faculdade de Artes Plásticas, e professor visitante no Programa de pós-graduação em Multimeios do IA-Unicamp.
Novidade: no BLOG http://rumos2009.wordpress.com/ todos podem acompanhar e interagir com as atividades Rumos por todo o Brasil

Contato: luiz.pedreira@comunicacaoririgida.com.br | Tel 11 8405-4664

GUERRA CIVIL ESPANHOLA 70 ANOS

de 15 a 19 de abril de 2009

Em parceria com o Instituto Cervantes, a Cinemateca Brasileira exibe neste mês uma seleção de filmes sobre a Guerra Civil Espanhola, um dos mais importantes episódios da história contemporânea, que há 70 anos, no dia 01 de abril de 1939, chegava ao fim, às vésperas da 2a Guerra Mundial. A mostra GUERRA CIVIL ESPANHOLA 70 ANOS reúne documentos preciosos sobre o conflito entre republicanos e franquistas. Reportagens pioneiras, feitas em 1936, com imagens de Barcelona sob os destroços, registros dos primeiros dias de guerra em Madri, filmes de propaganda e produções recentes que reveem a experiência da guerra. Entre os destaques da programação, L’Espoir – Sierra de Teruel, dirigido pelo escritor francês André Malraux, España heroica, de Joaquín Reig Gosálbez, filme-manifesto do novo Estado franquista e um programa de curtas produzidos pela CNT – Confederación Nacional del Trabajo, sindicato de operários espanhóis. A mostra de cinema GUERRA CIVIL ESPANHOLA 70 ANOS é acompanhada por três outras atividades, igualmente promovidas pelo Instituto Cervantes – uma exposição de cartazes originais, feitos pelos republicanos; um colóquio com historiadores e uma leitura dramática de poemas escritos durante a guerra. Veja a programação completa no site www.saopaulo.cervantes.es. Conheça o release dessa mostra aqui
CINEMATECA BRASILEIRA
Largo Senador Raul Cardoso, 207
próximo ao Metrô Vila Mariana
Outras informações: (11) 3512-6111 (ramal 215)
Ingressos: R$ 8,00 (inteira) / R$ 4,00 (meia-entrada)
Atenção: estudantes do Ensino Fundamental e Médio de escolas públicas têm direito à entrada gratuita mediante a apresentação da carteirinha.

Hoje | PUC RJ 11h



Em fevereiro de 2005, a irmã Dorothy Stang, de 73 anos, foi brutalmente assassinada. Ativista na defesa do meio ambiente e das comunidades carentes exploradas por madeireiros e donos de terra na Amazônia, a freira americana foi executada com seis tiros no interior do Pará. O documentário revela os bastidores do julgamento dos assassinos de Dorothy e investiga as razões de sua morte e seus verdadeiros mandantes. Por trás do drama criminal, vem à tona o legado de seu trabalho humanitário na floresta brasileira. Prêmio do Público e Grande Prêmio do Júri no Festival South by Southwest 2008

“Aflordapele”

Os trabalhos de infogravuras do artista visual, Alexandre Lucas serão expostos a partir desta sexta-feira, dia 17, na Unidade do Sesc de Juazeiro do Norte. A nova série de infogravuras do artista (gravuras produzidas a partir do uso de computadores), terão como temática arte e sexualidade. A exposição denominada “Aflordapele” é uma junção de fragmentos de fotografias de partes humanas que ao serem multiplicadas resultam na formação de uma nova imagem que remete a lembrança do erotismo e da sexualidade, numa espécie de formação caleidoscópica humana. Como é comum nos trabalhos do Alexandre Lucas, o público poderá interagir com as obras, além da exposição convencional de obras molduradas, a exposição contará com “jogos de imagens” que serão disponibilizados para que o público monte as suas próprias visualidades.

Para o artista Luis Karimai “Há nas imagens um estado de geometria humana ou orgânica, alguma coisa de desafiante para as convenções”. Já a artista Cristiane Campos do Paraná diz que “a arte de Alexandre, tem um apelo visual bastante forte, que faz com que o espectador pare, observe, pense e analise e acrescenta as figuras que se mesclam transformando uma determinada imagem em uma profusão de novas formas é realmente interessante. A acadêmica de Direito Lais Abreu, da Bahia enfatiza que a primeira impressão ao ver as infogravuras de Lucas é de curiosidade. Fico brincando com as montagens, imaginando como seria o formato original da imagem ali transformada; é como se estivesse montando um quebra-cabeça. A acadêmica do Curso de Ciências Sociais da URCA, Cícera Andrade frisa que o trabalho é um despertar para se pensar o que nos aparece como comum, simples (natural), ou seja, o que aparentemente é familiar, mas que não deixa por isso, de se apresentar dentro de uma enorme complexidade em que caminha a vida humana.

Sobre o artista
Alexandre Lucas
Formado em Pedagogia pela Universidade Estadual Vale do Acarau - UVA/CE e com especialização em Língua Portuguesa e Arte-Educação pela Universidade Regional l do Cariri – URCA/CE, poeta, artesão, artista plástico (autodidata), integrante do Coletivo Camaradas. (http://www.coletivocamaradas.blogspot.com/). Coordenador do Projeto Leituras Negras, assessor técnico cultural do Instituto Ecológico e Cultural Martins Filho – IEC ambos vinculados a URCA e membro do Programa Nacional de Inferência Ambiental PIA/Instituto CUCA da UNE.
Contato: E-mail: alexandrelucas65@hotmail.com


Serviço: 
Exposição “Aflordapele”
Abertura: Dia 17 ( sexta-feira)
Horário: 19 horas
Local: Sesc Juazeiro do Norte
(No dia da abertura haverá também Show "Música Cariri" SESC Juazeiro - 20h - Com a participação de Abdoral Jamacaru, Amélia Coelho (Zabumbeiros Cariris),Fatinha Gomes,Dudé Casado (Dr. Raiz), Ermano Morais, Di Freitas, Antônio Queiroz, Paulo Rafael e Ibbertson Nobre. ) 
Alexandre Lucas 
(88)9248-5255
Email: alexandrelucas65@hotmail.com
Acesse o blog do COLETIVO CAMARADAS: www.coletivocamaradas.blogspot.com 
Conheça o site VERMELHO: www.vermelho.org.br   

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Cinema Marginal

RIO - Perseguido e banido para os porões da censura militar, o cinema de guerrilha produzido durante a ditadura (1964-1984) é agora reconduzido à luz pela era digital. Trinta e oito títulos, entre longas e curtas-metragens, desse período experimental, um dos mais férteis da atividade no país, foram recuperados pela coleção de DVDs Cinema Marginal Brasileiro, que começa a chegar ao consumidor a partir de maio. Os quatro primeiros volumes são dedicados à obra dos diretores Andrea Tonacci, Rogério Sganzerla (1946-2004), André Luiz Oliveira e Elyseu Visconti, e contêm trabalhos considerados seminais do movimento, como Bang bang (1970), de Tonacci, e Meteorango Kid, o herói intergalático (1969), de Oliveira.


Trecho do filme "Abismu", de Rogério Sganzerla, onde Zé Bonitinho filosofa questões existenciais.


O lançamento é resultado de uma parceria inédita entre o selo maranhense Lume Filmes, especializado em DVDs de autores cultuados, com a paulista Heco Produções, que realizou em 2001 a primeira das três edições da Mostra Cinema Marginal. A última, organizada em Brasília, em 2004, depois de passar por São Paulo e Rio, exibiu mais de 50 títulos da safra marginal, que teve seu período mais produtivo entre meados dos anos 60 e dos 70. Muitas dessas raridades – algumas nunca lançadas no circuito comercial – agora fazem parte da série de DVDs, graças ao apoio da Cinemateca Brasileira.

– Ao longo das três edições da mostra marginal conseguimos recuperar a cópia de 16 filmes. Foi um sacrifício, já que, em muitos casos, a gente encontrava a imagem em algum lugar da Cinemateca e o som debaixo da cama do diretor – conta Eugênio Puppo, dono da Heco e idealizador da mostra e da coleção, à frente das pesquisas sobre o gênero desde 1999. – Caveira, my friend (1970), do Álvaro Guimarães, por exemplo, que estará num dos futuros volumes, tinha sido parcialmente destruído pelo próprio diretor depois da exibição do filme no Festival de Brasília. Ele levou os negativos para a rua e tacou fogo. Fomos arranjar uma cópia dele na Bahia.

Rompimento com o cinema novo

O movimento marginal surgiu como uma reação de diretores autorais à política de financiamento que vigorava na época e à repressão militar. Englobam filmes produzidos por um grupo de cineastas que encontraram no experimentalismo formal um caminho eficiente para manter-se em atividade. Embora persista até hoje, a denominação marginal é rejeitada até mesmo para alguns dos cineastas associados a esse movimento, como o diretor Júlio Bressane, que considera a questão “artificial”: “O Brasil já é uma margem; cinema marginal só se for para jogar no mar”, disse o diretor carioca no Festival de Gramado do ano passado.

O termo chegou a ser ridicularizado pelos então jovens seguidores do Cinema Novo, com qual os marginais romperam no campo artístico. A ideia de que os cinemanovistas haviam abandonado a pesquisa estética e abraçado fórmulas mais facilmente digeridas pelo público irritava os experimentalistas. O baiano Glauber Rocha (1939-1981), grande ícone do movimento, apelidou os rivais de udigrudi, uma referência ao underground americano.

– O Glauber esculhambou o nosso cinema e algumas pessoas que o ajudaram, como o próprio Bressane. Dizia que quem não estava no grupo dele era fascista. Queria nos derrubar porque a gente dizia que eles eram inimigos do verdadeiro cinema independente – ataca Elyseu Visconti, ex-assistente do autor de Deus e o diabo na terra do sol (1964) antes de aderir à guerrilha do cinema marginal. – Os ditos cinemanovistas, como Cacá (Diegues), o Walter (Lima Jr.), todos faziam filmes comunistas. Não tinham nenhum sopro renovador, era tudo mal copiado do neorrealismo italiano. O único que salva daquele grupo é o Nelson (Pereira dos Santos). Ele tem trabalhos modernos, como Vidas secas.

Elyseu Visconti traz a série Os monstros de Babaloo (1970), que tem Helena Ignez, Wilza Carla, Zezé Macedo e Betty Faria no elenco. Ficou 10 anos nos arquivos da censura federal, “por ser considerado pelos censores um atentado aos bons-costumes brasileiros”, como lembra o diretor. O volume dedicado a Sganzerla tem Sem essa, aranha (1970), um musical rodado no Rio e protagonizado por Jorge Loredo, no papel de Zé Bonitinho. Filmado em Belo Horizonte, Bang bang, de Tonacci, é conhecido pelo personagem interpretado por Paulo Cesar Pereio, que veste uma máscara de macaco. Feito em Salvador, Meteorango Kid, de Oliveira, segue um universitário (Antônio Luiz Martins) que apronta pela cidade.

– Um dado interessante confirmado por todos esses anos de pesquisa é que o cinema marginal não deve ser associado ao Rio e a São Paulo – frisa Puppo. – Encontramos filmes representativos do movimento em Minas Gerais, como Perdidos e malditos (1970), de Geraldo Veloso, que também vamos colocar na coleção de DVDs, e até uma quantidade significativa de títulos no Piauí.

21:04 - 07/04/2009
Carlos Helí de Almeida, Jornal do Brasil

Veja o Bandido da Luz Vermelho inteiro no youtube. Clique aqui!

domingo, 12 de abril de 2009

sábado, 11 de abril de 2009

Cine mais Cultura | inscreva-se até 20 de abril

Foi lançado o primeiro edital do Cine Mais Cultura. A iniciativa, norteada por demandas apresentadas em diálogos com a sociedade civil, é do Ministério da Cultura, sob orientação do Programa Mais Cultura, que através de editais e parcerias diretas, vai disponibilizar equipamento audiovisual de projeção digital, obras brasileiras do catálogo da Programadora Brasil e oficina de capacitação cineclubista, atendendo prioritariamente periferias de grandes centros urbanos e municípios, de acordo com os indicadores utilizados pelo Programa Territórios da Cidadania.

O edital tem como foco pessoas jurídicas sem fins lucrativos e, conforme seus objetos, visam contemplar entidades tais como bibliotecas comunitárias, pontos de cultura, associações de moradores ou até mesmo escolas e universidades da rede pública bem como prefeituras, sempre com o objetivo de favorecer o encontro e a integração do público brasileiro com a produção audiovisual do país.

As oficinas de capacitação cineclubista têm como objetivo qualificar de maneira prática os participantes para a realização de programação, divulgação e debates das sessões; apoiar a formação dos oficinandos e oferecer informações sobre questões relativas à atividade exibidora como direitos autorais e sustentabilidade. Esse trabalho será desenvolvido com apoio de um manual de capacitação produzido para a ação, por meio de parceria com o Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros (CNC).

Após receber os equipamentos e a capacitação, os Cines contemplados receberão filmes e vídeos do catálogo da Programadora Brasil. A Programadora reúne hoje um acervo de 330 obras nacionais licenciadas para exibição pública, organizados em 103 programas (DVDs). São filmes históricos e contemporâneos, curtas, médias e longas-metragens, de todos os gêneros.

O Escritório de Apoio a produção cultural da Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro está oferecendo apoio à elaboração de projetos para o Edital Cine + Cultura. Os grupos e/ou entidades que precisarem de apoio para a elaboração de suas propostas poderão entrar em contato para agendar atendimento com um consultor do SEBRAE especializado pelos números (21) 2333-1392 e (21) 2333-1335. As propostas devem ser encaminhadas até 20 de abril e demais detalhes da concorrência estão em www.cinemaiscultura.org.br


CUCA SANTA!

O domingo de encerramento do Festival se deu em grande estilo, tendo como local o Parque Itaimbé. A unidade da diversidade marcou as atrações do Nossas Expresões. Estilos variados de expressão - punk, blues, música clássica, reggae, grunge, teatro, percussão, hip hop,dança árabe, dança de rua - pisram o mesmo palco, atraindo tribos e galeras diferentes que coexistiram o mesmo lugar sem qualquer atrito registrado. "Não precisamos de policiamento" comentou Andressa, estudante de Artes Visuais e uma das organizadoras do Festival e do CUCA da UFSM. "A galera coexistiu numa boa, respeitou o tempo de apresentação e possibilitou um espetáculo de diversidade", comemora.

O clima dos organizadores ao final do evento era mesmo de entusiasmo e euforia, apesar de muito cansaço. "Dormimos muito pouco nos últimos dias, mas valeu a pena. O que a gente construiu no Nossas Expressões pretendemos dar continuidade com o CUCA. A ideia é de colocar lado a lado expressões artísticas acadêmicas e não-acadêmicas, para criar juntos mecanismos de fortalecimento da produção da cultura local" ressalta Matias Rempel, estudante de História e organizador do evento. Para se increver no Festival, havia uma exigência de que houvesse pelo menos 70% de produções de autoria própria. "Queríamos dar evidências às produções locais mesmo, e não estimular covers de sucessos comerciais" explica Mary Kauffmann, estudante de Engenharia Florestal e uma das coordenadoras do DCE.

Um dos pontos altos do Festival foi a visita na UFSM de índios guarani e kaingáng. Além de proporcionarem um espetáculo de dança indígena, as tribos participaram de um grupo de discussão sobre a cultura indígena, dentro da discussão sobre as cotas sociais, que proporcionam cinco vagas para índios. "A presença massiva de indígenas no campus foi um choque para muitos estudantes. Um choque positivo, que serviu para mostrar que a raça indígena, assim como a negra, estão sub-representadas na Universidade", ressalta Luciele Fagundes, estudante de geografia e integrante do DCE.

EU CAIO NA REDE
Regado a vinho, cuca italiana, risos e debates, rolou a inauguração do Centro Universitário de Cultura e Arte da UNE na UFSM. O espaço destinado ao CUCA fica na Casa do Estudante Universitário I, na Rua Prof. Braga, mesmo espaço onde ocorre a já tradicional boate do DCE. O evento de inauguração aconteceu no sábado, dia 28 de março, e contou com a presença de Alemão Naumild, um dos responsáveis pela realização do CUCA no RS. Naumild apresentou o CUCA, contou um pouco de sua história, e de seus propósitos. "É um marco a gente estar inaugurando um CUCA aqui numa Casa de Estudante, pois a história da UNE se confunde com a história das casas de estudante", ressalta Alemão. "Acho que Santa Maria tem muito a contribuir com o CUCA, e o CUCA tem muito a contribuir com Santa Maria. Acho que o XIX Nossas Expressões teve muito do espírito do CUCA, que é articular expressões culturais de dentro e de fora da universidade, procurando promover a cultura popular, que está sempre na luta por espaço", avalia Naumild, que fez questão de ficar para conhecer a boate do DCE e para o evento de encerramento do Festival, que ocorreria domingo. "Vamos conhecer a festa dos estudantes daqui", sorri Alemão.

A coordenação do CUCA na UFSM fica a cargo das estudantes de Artes Visuais Andressa e Andressa Crossetti, e do estudante de história Matias Rempel. "Queremos ampliar essa energia que rolou no Festival e articular com os outros CUCAs do país", resume Andressa Crossetti.


Sucesso e vida longa ao CUCA Santa Maria!

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PERRO LOCO | UFGO 25 a 31 de agosto

O edital da terceira edição do Festival traz como principal novidade a premiação em dinheiro para três categorias. As inscrições vão de 21 de março a 19 de maio

O Perro Loco 3 recebe inscrições de filmes universitários para a Mostra Competitiva entre os dias 21 de março e 19 de maio. A principal finalidade do Festival é divulgar o cinema universitário promovendo a aproximação dos povos latinos e a democratização do acesso às obras realizadas por estudantes.

Os filmes classificados para a Mostra Competitiva irão concorrer às seguintes premiações remuneradas: melhor documentário, melhor ficção e melhor animação, com prêmio no valor de R$ 1.000,00 para o filme vencedor em cada uma das três categorias. As outras categorias, premiadas simbolicamente, serão: melhor obra escolhida pelo voto popular, com premiação surpresa, e melhor domínio de linguagem, melhor experimentação de linguagem, melhor expressão cultural além de prêmios especiais do júri. O valor das premiações em destaque estão sujeitos a alterações.

As inscrições poderão ser feitas por meio de um formulário que poderá ser encontrado no site do Festival (www.perroloco. com.br) a partir do dia 21 de março. Os filmes inscritos devem ter duração máxima de 30 minutos, além de ter sido produzidos por alunos que estejam matriculados em uma universidade, escola ou faculdade de ensino superior.

Após preencherem o formulário de inscrição no site, os realizadores devem enviá-lo junto com filme para o endereço: Perro Loco 3 - Festival de Cinema Universitário Latino Americano - Faculdade de Comunicação (FACOMB) da Universidade Federal de Goiás (UFG), Campus II Samambaia, estrada para Nerópolis S/N, CEP: 74001-970, Goiânia - Goiás - Brasil. Além disso, os realizadores devem enviar a declaração de matrícula relativa ao período em que o filme foi produzido. É obrigatório o envio da lista de diálogos, exceto se o filme já vier com legendas (português - espanhol / espanhol português).

saiba mais em http://www.perroloco.com.br

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Rafael Gomes: Desafios de São Paulo ao 51º Congresso da UNE


A mobilização ao 51º Congresso abriu com milhares nas ruas, entre os dias 30 de março e 3 de abril, para exigir que a fatura da crise não seja cobrada dos estudantes e dos trabalhadores. O momento é de mobilização.

Nas universidades, as lideranças já preparam a construção do maior congresso da UEE de sua história. É em São Paulo que se concentram as forças que irão antagonizar a cena de 2010 contra a onda popular que os movimentos sociais se preparam para conduzir. O clima no movimento estudantil é de que mais uma vez os estudantes irão protagonizar esse momento.
Inspirada pela mote da radicalização da democratização do acesso à universidade, a UNE já deu seu aviso “Quando eu soltar a minha voz, por favor, entenda”, é o que já anda sendo estampado nos seus materiais. Assim a UNE garante que irá defender sua proposta de reforma universitária na Conferência Nacional de Educação.

É crescente a participação de lideranças no movimento “Da unidade vai nascer a novidade” que realizará a maioria das assembléias para eleição de delegados, que segundo a UNE, chegará a duas mil universidades, mobilizando 2 milhões de estudantes pelo Brasil. Essa meta corresponde ao dobro do que a UNE mobilizou no seu último 50º congresso, quando 1 milhão de estudantes participaram do processo de escolha de delegados nas universidades brasileiras.

Balanço positivo

Em tempo de crise, no Brasil a juventude reclama: Essa crise não é nossa! O movimento estudantil encara esse momento com o desafio de quem enfrentou mais de uma década de neoliberalismo e, nos últimos anos, deu sentido às mudanças que contrariaram os interesses dos setores da elite, que concentram sua hegemonia em São Paulo.

Foi na contramão desses interesses que a luta dos estudantes brasileiros foi protagonizada dentro e fora das universidades de São Paulo, como se demonstrou no encontro dos estudantes do Prouni, na ocupação do Largo São Francisco, na Jornada de Lutas, na realização de um amplo Conselho de Entidades Estudantis (CEE) da UEE, na luta contra a privatização da Cesp e no calendário de memória do ano de 1968, onde, em conjunto com o Ministério da Cultura foi realizado um ciclo de debates, homenagem, além de oficinas e mostras de audiovisual e teatro na programação que rememorou a geração rebelde de 68.

Essa trajetória traduz a capacidade de um movimento combativo, que mesmo atuando no palco dominado pelos setores mais conservadores do país, manteve os estudantes em franco combate, sobretudo nas principais universidades particulares, cujo desafio se apresenta na tarefa de enraizar sua atuação.

Geração 2010

Entre a juventude, a noção é de que o mundo já é globalizado, o que justifica hoje o entendimento acerca do papel estratégico do Brasil no alinhamento com um projeto de integração da América Latina e sua aproximação com a comunidade dos países em desenvolvimento, porque as consequências da crise se abatem sobre todos os povos e sua superação é contra – hegemônica, porém de caráter global.

Essa noção se mistura com a energia acumulada na luta por transformações mais profundas na sociedade e que nesse momento adquire uma roupagem nova. Nós somos o setor que estava certo quando realizou cada passeata contra a entrega do patrimônio nacional, quando resistiu à ofensiva do capital nas universidades e quando apoiou toda luta pelas reformas democráticas e estruturais do país.

Hoje, o temor do desemprego se abate sobre a grande parte dos estudantes que estão na universidade. A maioria deles tem mais de 25 anos, dos quais, muitos já têm filhos. A universidade é dos que querem torná-la guardiã do desenvolvimento e do progresso do país, dos trabalhadores e dos seus filhos. A juventude e os estudantes têm sede de lutar pelo Brasil.

O que nos cabe afirmar nesse momento é que somos a geração de 2010. Nossa trajetória demonstra que, apesar das incertezas do porvir, chegamos até aqui e estamos em posição de combate. Diferente de momentos recentes de nossa história, nos dias de hoje nossa luta não nos causa baixa. Somos maiores, em quantidade e em capacidade de conduzir nossa realidade para o patamar dos nossos sonhos.


*Rafael Gomes é CUCA SP e diretor da UEE SP

Fonte: Vermelho

Fotos: Vanessa Stropp